OS MILAGRES DE JESUS |
1 - JESUS RECUSA-SE A OPERAR PRODÍGIOS (Mat. 16:1 a 4; Marc, 8:11 a 13)
Chegaram os fariseus e saduceus e, com o fim de o porem à prova, pediram que lhes mostrassem um sinal do céu. Jesus, dando um profundo suspiro em seu espírito, disse:
- "À tarde dizeis: Teremos bom tempo, por que o céu está avermelhado; e pela manhã: Hoje teremos tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio.
Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu, e não podeis discernir os sinais dos tempos?
- Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas (referia-se à sua ressurreição, vede Mat, 12:40).
Deixando-os, retirou-se.
2 - "AS CURAS DE JESUS"
"O fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, que são as suas transformações. Pela identidade da natureza esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao corpo os princípios reparadores; o agente propulsor é o Espírito, e encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu invólucro fluídico.
A cura opera-se substituindo uma molécula enferma por uma molécula sã. A força curadora está, assim, na razão da pureza da substância inoculada, dependendo ainda da energia da vontade, que provoca uma emissão fluídica mais abundante e dá ao fluido mais força de penetração, segundo as intenções que animam aquele que deseja curar, quer seja homem ou Espírito. (Allan Kardec, "A Gênese).
As curas de Jesus figuram no primeiro plano de sua Missão. Ele curava para ensinar pelo exemplo a Lei de Deus, sintetizada nesta sábia sentença:"Amai a Deus e ao próximo, fazendo ao vosso semelhante o que quereríeis que ele vos fizesse". Jesus não exercia a arte de curar por amor à Medicina ou ao Magnetismo, nem se tornou taumaturgo por diletantismo.
Sendo
que a maior parte dos seus ensinos era dada por comparações, houve
por bem adotar o processo de curas, que se gravam muito não só
nos pacientes, como nos assistentes, que o reconheciam como um Ente Divino,
superior, digno, por isso mesmo, de acatamento e respeito: "Pode, porventura,
não ser um emissário do Céu, aquele que chega a abrir os
olhos aos cegos? E assim, nosso Mestre impunha-se
à consideração e à simpatia de todos os que nele
reconheciam o Filho de Deus.
Mas é preciso convir que Jesus não limitava a sua ação
às curas que efetuava; estas, longe de serem objeto de sua predileção,
eram um dos meios para que o Evangelho fosse anunciado. Quais os processos usados
para a obtenção de resultados profícuos? Como, e de que
forma Jesus fazia suas curas? O Evangelho nos diz que, ao império da
sua palavra e das suas mãos, os enfermos restabeleciam-se.
Explicação vaga, mas que apresenta os fatos tais como se deram,
sem a tentativa de expô-los sob as bases de uma teoria preconcebida, como
aconteceu quando os fariseus, valendo-se da idéia errônea que tinham
levantado como artigo de fé - a crença no diabo - disseram que
"o Nazareno expelia os demônios". Segundo Jesus, ao contrário
do que julgam os inscientes, os fatos não são oriundos da teoria
; esta é que se origina dos fatos, como os frutos se originam das árvores.
Daí o seu ditame: "Reconhece-se a árvore pelos frutos, porque
não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos".
Os fenômenos eram bons, os fatos eram vivificadores, logo não podiam
ter por origem o mal, a morte. O poder de curar, em Jesus, era dom sobre-humano.
Quando dizemos sobre-humano, excluímos da nossa tese a palavra sobrenatural,
visto nada existir que não seja natural. Era sobre-humano visto ser esse
dom, em Jesus, perfeito, ultrapassando, portanto, os limites ao poder humano,
mesmo dos melhores curadores. Sendo Jesus um Espírito perfeito, claro
está que perfeitos deveriam ser todos os seus dotes.
Sendo Ele o maior Missionário que baixou à Terra, não podia,
para o bom exercício de sua missão, deixar de vir revestido de
poderes e forças que o distinguissem dos demais homens. Assim
é que, o seu grande conhecimento das leis que regem o Universo e dos
fluidos nele existentes, a sua força para a dominação e
transformação desses fluidos, a sua vontade soberana de fazer
realçar a Lei de Deus, o seu amor imenso pelos sofredores, pelos deserdados
da sorte, o auxílio constante que recebia diretamente de Deus, a enorme
Milícia Celeste e a Multidão de Espíritos que se achavam
sob as suas ordens, tudo concorria para que Ele dissesse ao cego: "Vê";
ao paralítico: "Anda"; ao leproso: "Sê limpo";
à sua Palavra, tudo se cumpria.
Não nos cumpre descer a minudências, nem formular hipóteses
que, em vez de explicar aos leitores os meios de que Jesus se utilizava para
curar, os transviariam do estudo. Limitamo-nos a afirmar que o Moço Nazareno
reunia todos os caracteres do Homem Magnético. E, além disso,
recebia do Pai Celestial tudo o que o pudesse auxiliar para o cumprimento da
sua tarefa. Em A Gênese, Allan Kardec expõe magnificamente, com
o título "os Milagres Segundo o Espiritismo", o modus operandi
de todos esses fatos, chamados sobrenaturais, mas que têm sido verificados,
com menor intensidade, em todos os tempos e em toda a parte.
É estudo extremamente interessante, embora difícil de ser compreendido
"à prima facie", como em geral acontece com todos os estudos
transcendentes, mas dos quais todos se devem inteirar, para bem compreender
a causa e os fatores de tantos fenômenos que ensombram a alma humana .
Estudemos agora, detalhadamente, as curas feitas por Jesus e publicadas pelo
Evangelho, como um grande legado às gerações.
Cairbar Schutel
NOTA: APRESENTAMOS ABAIXO UMA LISTAGEM DE MILAGRES OUTORGADOS A JESUS DE MODO SINTÉTICO, SENDO REFERIDOS E ANALISADOS MAIS PORMENORIZADAMENTE POR DIVERSOS AUTORES EM OUTRAS PÁGINAS.