AMOR
PELOS ANIMAIS |
142. O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.
E fato, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este: o homem, por mais abjeto, vil e criminoso que seja, vota a um ente ou a um objeto qualquer viva e ardente afeição, à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.
A um ente ou um objeto qualquer, disse eu, porque há entre vós indivíduos que, com o coração a transbordar de amor, despendem tesouros desse sentimento com animais, plantas e, até, com coisas materiais: espécies de misantropos que, a se queixarem da Humanidade em geral e a resistirem ao pendor natural de suas almas, que buscam em torno de si a afeição e a simpatia, rebaixam a lei de amor à condição de instinto. (Evangelho Segundo o Espiritismo - Lei de Amor - Cap. XI - Perg. 9)
Comentário: Este enunciado é freqüentemente usado por pessoas que criticam aquelas que se identificam com os animais no sentido de vê-los como seres que merecem atenção e respeito.
Mas, como foi dito, todos temos dentro de nós a manifestação divina, que é o amor. Todos nós podemos amar, mesmo que sejamos espíritos ainda atrasados ou adiantados moralmente.
No entanto, cada qual tem sua própria história de vida. Uns retiram das experiências de vida as impressões positivas, enquanto outros vêem nela somente os aspectos negativos.
Com isso podem se tornar pessoas desconfiadas, inseguras e instáveis socialmente, preferindo o isolamento a se exporem a novas experiências, que poderiam ser novamente traumáticas no convívio com outras pessoas.
Assim estas pessoas procuram a companhia de animais que são invariavelmente sinceros. Isso não significa que quem se aproxime de animais seja, alguém que socialmente perturbado.
Muitas
vezes os animais são, até mesmo, uma forma de relacionamento com
outras pessoas.
Marcel Benedeti