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- NOVOS RUMOS |
Para
fazer face a essa situação e imprimir ao Movimento Espírita
orientação mais adequada, o Alto interveio, inspirando a fundação
da Federação Espírita do Estado de São Paulo, que
ocorreu em 1936, com atividades primárias iniciadas na sede da Associação
São Pedro e São Paulo, de onde transferiu-se, em 1939, para a
sede própria na Rua Maria Paula, onde permanece até hoje, em fusão
naquela data, com a referida Associação e a Sociedade Metapsíquica
de São Paulo, sob a legenda "Casa dos Espíritas do Brasil".
A situação permaneceu sem maiores consequências por uns
meses, até nova interferência do Plano Espiritual, em 1940,
que resultou na organização definitiva da Casa, com amplas aberturas
para atividades populares e novas diretrizes, como
seja:
— organização administrativa adequada ao novo período
de expansão;
— nova orientação doutrinária, com prioridade para
o caráter religioso;
— novas bases e rumos para as atividades do campo mediúnico;
— início das atividades do campo do aculturamento doutrinário;
— primeiras tentativas da unificação das práticas
espíritas;
— ampliação do setor dos atendimentos públicos.
A década iniciada nesse ano foi fértil em realizações
nesses diferentes setores, sobretudo com a criação de cursos e
praticagens, formulação de novos métodos e programas de
trabalho com amplos desdobramentos nos atendimentos.
Considerando
estarmos muito próximos do início das crises anunciadas nas profecias
antigas, inclusive nas de Jesus, e as revelações mediúnicas
que vêm sendo feitas periodicamente desde então e, segundo as quais,
o transcurso do segundo para o terceiro milênio se dará em meio
a tumultos e calamidades gerais, durante as quais se processará um selecionamento
cíclico, com base nos índices de espiritualização
individual; e que isso se dará visando a formação de um
regime social e religioso aperfeiçoado no planeta; e, considerando também
que somente o setor religioso pode fornecer elementos positivos e adequados
a esse transcendente acontecimento; e, ainda, tendo a Casa recebido do Alto
orientação positiva e direta nesse sentido, nessa base se programaram
as instruções recebidas, com prioridade para o caráter
religioso da Doutrina.
Não se poderia pôr em dúvida que o Divino Mestre, com a
autoridade espiritual que possui, jamais faria recomendações e
promessas fantasiosas; que as profecias que fez ou endossou se referiam mais
particularmente aos nossos dias atuais; e ainda, que o Espiritismo veio para
esta época que estamos vivendo, como um prolongamento histórico
do Cristianismo Primitivo, uma revivescência deste em nossos dias.
Nesses rumos o programa anterior foi sendo ampliado aos poucos em realizações
mais avançadas, visando:
- a) a metodização do mediunismo: maior conhecimento específico,
estruturação do processo de desenvolvimento e criação
de uma escola de médiuns com deslocamento de suas atividades para o setor
científico da Doutrina;
- b) aproveitamento das faculdades de efeitos físicos para o setor da
assistência espiritual;
- c) aperfeiçoamento de métodos e práticas para se obterem
canais mais categorizados e amplos de intercâmbio com o Plano Espiritual;
- d) espiritualização dos adeptos;
- e) difusão doutrinária em sentido elevado e construtivo nos
meios sociais, para assegurar à Doutrina a situação que
lhe compete nas atividades doutrinárias nacionais.
Os esforços desenvolvidos em todos esses setores foram coroados de êxito
e alcançadas as metas visadas mas, mesmo assim, percebeu-se que ampla
lacuna permanecia aberta: a da reforma moral dos adeptos.
Era
necessário que surgisse um estímulo maior, mais concreto e decisivo,
que vencesse as resistências ainda existentes, abrisse brecha na imobilidade
e na rotina predominantes em várias áreas; que se oferecesse aos
adeptos um ideal de empolgação mais profunda, um alvo mais direto
e específico, mais significativo e valioso em si mesmo, para acelerar
a difusão e dignificar mais intrinsecamente o Movimento Espírita,
tornando-o mais categorizado no sentido religioso, tendo em vista principalmente
a redenção espiritual, que é a sua mesma essência
e fundamento, muito embora considerada, até então, problema simplesmente
acessório e decorrente das demais atividades doutrinárias.
Urgia que fosse posta em relevo a evangelização em caráter
imperativo obrigatório e sistemático, pois que sem isso a redenção
não se pode dar, por mais que se fale nela e por mais que se intensifique
o trabalho nos demais setores. A obrigatoriedade era imperiosa, não como
um cerceamento de livre-arbítrio, imposição inaceitável
ante a liberalidade da Doutrina, mas como necessidade
inadiável a ser compreendida e aceita por todos, na sua alta e justa
significação, da qual, aliás, o próprio êxito
da Doutrina dependia.
Edgard
Armond
NOTA: Em virtude do Advento
do III Milênio, conclamamos todos os Espíritas brasileiros a nos
prepararmos, visto que o Plano Maior já nos avisou da necessidade que
haverá de nossa participação efetiva tanto MATERIALMENTE
quanto ESPIRITUALMENTE no contexto mundial, visto que, o Brasil está
no seu resguardo, então, ele será um dos países que permanecerá
à margem dos conflitos que virão. A nossa participação
material e espiritual será decisiva para conter o máximo possível
dos habitantes residentes no Orbe Terrestre quando este se elevar para Mundo
de Regeneração, ocorrerá aqueles cataclismas já
apontados pela Alta Espiritualidade e a expulsão de espíritos
recalcitrantes ou rebeldes (eles se recusam terminentemente a evangelizar-se)
que ainda não queiram aceitar o EVANGELHO.