A FIDELIDADE DE PASTORINO

Nascido em 4 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro e desencarnado em 13 de junho de 1980, em Brasília (DF).

Carlos Juuliano Torres Pastorino era Padre da Igreja Católica quando, em 1937, aguardava, em Roma, promoção a diácono do Papa Pio XII, que recusou receber Mahatma Gandhi em seu tradicional traje branco.

O receberia de casaca, para não quebrar o protocolo dos Chefes de Estado.

Pastorino imaginou que se Jesus visitasse o Vaticano, também não seria recebido pelo Papa.

Decepcionado com a Igreja, regressou de imediato ao Brasil, onde desenvolveu intensa atividade pedagógica, declarando-se espírita no dia 31 de maio de 1950, após ter terminado a leitura de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que recebera por empréstimo de um colega do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Quando estava hospitalizado no Hospital das Forças Armadas, em Brasilia, um sacerdote católico tentou, por várias vezes, fazer com que se confessasse, oferecendo-lhe a comunhão.

Ele recusou, mas pela insistência do sacerdote, solicitou a um confrade e amigo que lhe trouxesse um escrivão e deixou passado, em Cartório, que não renunciara às suas convicções espíritas.

Bibliografia: Pioneiros de uma Nova Era - Espíritas do Brasil, de Antonio de Souza Lucena, Edições CELD, RJ)

Redação - Jornal Espírita