A VERACIDADE DA FLUIDIFICAÇÃO DA ÁGUA

Experiência confirma o que a Doutrina Espírita já faz como uma de suas terapias

Certa feita, Jesus, depois de multiplicar pela primeira vez os pães, impelira aos discípulos que continuassem a viagem pelo rio, indo até a outra margem, enquanto Ele se iria despedir do povo e orar. Assim o fizera. Por volta das três horas da madrugada, quando, então, o barco já se avistava à distância, fora o Rabi ter com eles andando sobre as águas. Quando os discípulos o viram, pensaram e gritaram: "é um fantasma". No que o Cristo redargüira: "tendes ânimo, sou eu, não temais". Pedro, espantando, porém, dissera: "Senhor, se és tu, manda que eu vá sobre as águas até onde tu estás". "Vem" ¨falara o Messias. Pedro, então, de chofre, saíra do barco e começara a andar sobre as águas, ao notar, contudo, um vento forte, tivera medo, e, a partir daí, começara a submergir, rogando: "Salva-me senhor". Jesus, num átimo, estendendo as mãos, dissera-lhe: "Por que duvidaste, homem de pouca fé?". (Matheus 14: 22 a 33, Marcos 6 e João 6)

O Mestre, sem dúvida, no topo da evolução do ser, era conhecedor das possibilidades energéticas da existência e de como as mesmas poderiam ser afetadas pelo psiquismo dos homens. Na ocasião, a força da sua psique fizera com que ele andasse por sobre as águas, quer seja com o seu corpo perispiritual, quer seja com o seu corpo material, como explica Allan Kardec em "A Gênese", em seu capt. XV, no ponto 41.

Em outra oportunidade, no entanto, Ele aplicara nos olhos de um cego de nascença saliva e lodo, e, pedindo-lhe, depois, que se fosse lavar no tanque de Siloé, fizera com que o mesmo voltasse curado. (João 9: 1 a 16). É evidente que a cura não se dera pela saliva, nem pelo lodo e nem pela água de Siloé. O fundamento do processo se encontrava no conhecimento de Jesus de manipulação dos fluidos, sendo os mecanismos meros instrumentos de que Ele se utilizara, pela fluidificação das substâncias, para facilitar a cura.

É bem provável que muitos pensem que esses ensinamentos são frutos de uma fé cega sem fundamentos racionais e científicos. Contudo, os mesmos foram corroborados, não apenas pela Doutrína Espírita, desde a metade do século XIX, quando, então, foi codificada por Allan Kardec, mas, igualmente, vêm sendo provados pela ciência convencional que vem colocando o homem na era da espiritualização.

No Japão, por exemplo, um pesquisador, o Sr. Dr. Massaro Emoto, pesquisou a água e sua estrutura molecular e achou dados notáveis. Ele se interessou pela estrutura da água e pelo que pode afetar essa estrutura. Sendo a água o mais receptivo dos quatro elementos, o Sr. Emoto pensou que ela pudesse responder a eventos ditos "não físicos". Então realizou vários estudos, nos quais aplicou estímulos mentais e fotografou a estrutura da água com um microscópio de campo escuro. Os resultados que ele obteve foram impressionantes. Primeiramente, fotografou, com esse microscópio, a água da represa fujiwana e verificou a presença de cristais de águas horríveis, mal formados, quebrados e escuros. Pegou, então, esta mesma água e a fotografou novamente depois dela ser benzida por um monge Zen budista, verificando, nesse contexto, a formação de cristais espetaculares, belíssimos, aqueles hodiernos tinham sido reestruturados. Passou, desse modo, para uma segunda fase do estudo, no qual imprimiu palavras e as colocou em garrafas de água destilada pura, deixando-as passar a noite assim. A água destilada pura, essencial, contém cristais simples. E ele observou que esses cristais simples eram transformados em cristais belissimos e luminosos quando na garrafa ficavam grafadas as palavras de amor e obrigado, por exemplo. Além disso, os cristais se quebravam, ficavam escuros, horrendos, quando, na mesma, eram colocadas frases como: "você me dá nojo" ou "eu vou te matar".

O Sr. Dr. Emoto concluiu que os pensamentos e intenções são as forças responsáveis por tudo isso e escreveu um livro com os resultados, chamado "The mensage from water", ou "A Mensagem das águas". A ciência, por certo, ainda não sabe exatamente a fisica de como isto, os pensamentos, afetam as moléculas. Mas é fascinante se considerarmos que 90% de todo o nosso corpo é composto de água. Se os pensamentos fazem isso com a água, imaginemos o que pode fazer conosco?

É interessante notar, outrossim, que tal pesquisa veio confirmar de uma vez por todas a veracidade da fluidificação das águas e a realidade do tratamento por elas, como a Doutrina Espírita já sabia, explicava e fazia como uma de suas terapias. Além disso, vem mostrar como os pensamentos podem interferir no nosso corpo, harmonizando a nossa água corporal.

Afora isso, se levarmos em consideração que o pensamento é uma forma de energia potente e que, na realidade, todos nós somos energia, tal fato é ainda mais fascinante. A física de Einstein, com a sua Relatividade, vem comprovar que só existe energia, mesmo a matéria, que se pensava ser a coisa mais sólida e estática do universo, ela também é energia. A matéria é energia condensada, eis porque ela pode voltar a ser energia. Assim, tudo que vemos neste mundo é mera ilusão, mera transição, a realidade é invisível, é energética, e transcendente, é espiritual.

E, bem antes da ciência dizer isso sobre a fluidificação da água, Jesus já falara, como no exemplo citado, e a Doutrina Espírita relembrara. Esse poder mutável da água é mostrado por exemplo, no livro "Nosso lar" pelo espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, quando no capt. 10, "No bosque das águas", o autor nos fala do poder receptivo e mutável da água e sua eficácia terapêutica, que só o tempo poderá revelar aos homens, como agora foi feito.

De fato, nem todos conseguirão curar como Jesus fez através da água, pois não é na água em si que reside o poder, mas na capacidade psíquica de quem a fluidifíca. A água entra como potente instrumento receptor e armazenador desses fluidos benéficos, terapêuticos. Além disso é importante considerar que para toda e qualquer cura sempre prevalecerá a harmonia da Lei de Ação e Reação, que dá "a cada um segundo as suas obras", como falara o Mestre. O cego de nascença, como há no Evangelho, não tinha na cegueira uma conseqüência de seus atos passados, mas, antes, viera ao mundo a pedido dele mesmo, para que "se manifestassem nele as obras de Deus" (João 9:3), e, por isso mesmo, pudera, mais facilmente, ser curado pelo Messias.

Contudo, como seja, o pensamento tem a capacidade de modificar as diversas possibilidades energéticas da vida, como ensinara Jesus ao andar sobre as águas. E esse, ao transformar os fluidos, é capaz de impregnar nas substâncias, especialmente na água, pela sua estrutura molecular, energias salutares e curadoras que revigorarão as energias do ser. Além disso, o próprio ser, num processo de auto cura, com o seu pensar melhor, pode harmonizar as águas do seu corpo e as energias da sua vida.

E tudo isso o Mestre ensinara e o Espiritismo relembrara ...

Leonardo Machado - RIE