ALIANÇA
DA CIÊNCIA |
Ciência e Religião são partes integrantes do contexto evolutivo humano. Devemos aos cientistas o avanço da tecnologia responsável por significativas descobertas nos campos da Engenharia e da Medicina.
O grau de conforto hoje desfrutado pelos humanos provém da inteligência aplicada ao aperfeiçoamento dos equipamentos, à leveza das formas, à funcionalidade do mobiliário que guarnece os lares, os escritórios, etc..
A Medicina, na qualidade de importante ícone da ciência mundial, é uma das beneficiárias dos avanços neste campo. Na luta contra as doenças e na preservação da vida, a ciência médica se destaca por colaborar para a melhoria da saúde psíquica e orgânica das criaturas.
O progresso da Informática contribui para agilizar as tarefas desenvolvidas em todos os setores da atividade humana, permite o intercâmbio de idéias através da Internet e beneficia o aprendizado escolar em todos os níveis. Não se pode negar a influência decisiva da técnica na melhoria do padrão de vida dos seres encarnados.
Pois bem. Com a finalidade de contrabalançar a frieza da tecnocracia racional, desponta o movimento religioso, com o objetivo de dulcificar os corações receptivos ao chamamento dos iluminados, entre eles, a personalidade compassiva e carismática do meigo Rabi da Galiléia. De acordo com tal raciocínio, pode-se dizer que Ciência e Religião respondem pelos mesmos propósitos da Divindade, oferecendo cada uma, significativa contribuição ao progresso coletivo.
O confronto entre ambas, alardeado por alguns, se deve mais à intolerância, à visão distorcida e exclusivista daqueles que ainda dormitam nas sombras do preconceito. Porém, os espíritas, apoiados nos esclarecimentos doutrinários, advertem ser o momento de se colocar a luz sobre o alqueire. A necessidade urgente de galgar os degraus superiores da consciência, não mais permite ao homem o cultivo de idéias preconcebidas e discriminatórias.
Entenda-se que a Ciência e a Religião se encontram sob o domínio de princípios específicos: uma repousa nas leis que regulam os fenômenos materiais e a outra se alicerça nas leis morais da vida. Todavia, ambas se apóiam no mesmo princípio, que é Deus. Logo, deve existir um elo que aproxime propósitos aparentemente díspares.
Ora, esse elo encontra-se implícito no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo das formas. Uma vez comprovada em campo experimental a realidade da sobrevivência e das comunicações mediúnicas, será impossível discordar das teses espíritas. A Ciência tornar-se-á fortalecida pela fé e, a Religião, por sua vez, acatará as leis da matéria. Ambas sairão fortalecidas pelo mútuo apoio, de tal sorte que, a civilização terrena será a grande beneficiária dessa comunhão feliz.
A Ciência inspirada nos ditames evangélicos voltar-se-á unicamente para o progresso geral dos seres, despojando-se em definitivo de qualquer incentivo ao belicismo. Por outro lado, a Ciência, apoiada na Religião, comandará significativa revolução médica ao constatar a veracidade das manifestações mediúnicas e ao identificar vasta gama de enfermidades complexas atribuídas aos processos obsessivos espirituais. A partir de então, a Medicina terá de reescrever os capítulos dos tratados de patologia clínica, o materialismo será definitivamente vencido e a paz reinará soberana, ratificando a era de regeneração tão esperada.
Vitor R. Costa - Jornal Espírita