FRATERNIDADE DOS CRUZADOS E DO SANTO SEPULCRO |
Estávamos
no início da década de 40; o mundo atravessava um dos momentos
mais difíceis com a guerra, tomando conta da Europa, Estados Unidos e
Japão.
Era preciso impedir, através de um movimento de iluminação
das consciências, que as vibrações de angústia, ambição
e medo se apoderassem do Planeta.
Nesse propósito, os Espíritos que até então haviam
lutado com as mais diversas formas, pela implantação do Cristianismo,
na Terra, voltaram a sua atenção para o Brasil, reconhecendo no
povo essencialmente religioso o campo adequado, onde, por meio de um preparo
conveniente, pudessem semear os sentimentos fraternos geradores de vibrações
de fé, de esperança e de solidariedade, na luta silenciosa por
um futuro melhor.
Justamente, nessa época, um grupo de trabalhadores do Bem, tais como
Américo Montagnini, Militão Pacheco, Carlos Jordão da Silva,
Vinícius, Godoy Paiva e muitos outros elegeram o Comandante Edgard Armond
como secretário-geral da Federação Espírita do Estado
de São Paulo, com a responsabilidade de organizar as tarefas da Casa.
Nessa oportunidade, com a ajuda de um médium, manifestou-se para o Comandante
Armond, Ismael, o Anjo Tutelar do Brasil e Venerável da Fraternidade
dos Cruzados, trazendo com ele um contingente de, na ocasião, dez mil
trabalhadores porque, para iniciar-se um trabalho de vulto, o que se torna mais
necessário é a proteção.
Trouxe, ainda, Ismael, a Fraternidade do Santo Sepulcro
composta de 12 Entidades, Entidades estas que, no alvorecer do Cristianismo,
lutaram pela conquista para os cristãos do túmulo de Jesus, e,
mais tarde, verificando a inutilidade de disputar um túmulo vazio, fizeram-se
trabalhadores do Bem, procurando proteger aqueles que, de forma sincera e honesta,
tentavam transformar os próprios corações no altar de amor
ao próximo, por amor ao Cristo Jesus.
Ademais,
Ricardo, Venerável da Fraternidade do Santo Sepulcro, colocou-se, com
os seus companheiros, ao lado do Comandante Armond, oferecendo-lhe a espada
pelo prazo de 25 anos, a fim de que se multiplicasse, por milhares, o número
de servidores.
Contando com esse apoio, com essa proteção, a Federação
Espírita do Estado de São Paulo passou a ser um farol, indicando
o caminho da felicidade para aqueles que perseverassem no Bem.
Martha G. Thomaz