FRATERNIDADE DOS ISMAELITAS |
Estávamos no dia 26 de junho de 1963, tomando parte em um trabalho de vibrações, quando se nos apresentou uma Entidade pedindo que nos preparássemos, para recebermos notícias de uma Fraternidade; utilizando-se da psicofonia, expôs aos trabalhadores encarnados e ao Comandante Edgard Armond, que estava dirigindo a tarefa, o que se segue:
| "Enquanto nuvens róseas, | É uma história singela, | |
| ressurgem no horizonte, | de um ser quase lendário | |
| permiti, meus amigos, | que surgiu nos primórdios | |
| que uma história eu vos conte. | do nosso calendário. | |
| Na legendária Arábia, | Dali saiu Aretas | |
| a se perder de vista, | e os conselheiros seus, | |
| ergue-se o acampamento | para encontrar-se em Petra, | |
| da tribo Ismaelita. | com o Rei dos Judeus. | |
| Neste encontro real | Para o bem do seu povo | |
| decidem entre si, | a nova guerra evitar, | |
| dar, por esposa a Antipas, | resolveu a princesinha, | |
| a princesinha Arnon, amada por Zendi. | o amor sacrificar. | |
| Desta união infeliz, | Logo após, conhecendo, | |
| e entre inimigos, Rara, | do esposo, a maldade, | |
| veio ao mundo da carne, | volta a princesinha Arnon | |
| a princesinha Fara. | para a sua cidade. | |
| Vagando no deserto, | Vivendo entre os Judeus | |
| Fara, a princesinha, | uma árabe seria, | |
| Vê quanto a sua sorte | convivendo com os árabes, | |
| é cruel e escarninha. | ela seria uma judia. | |
| Vendo morrer-lhe a mãe, | E vestida de homem | |
| sendo quase uma criança, | a princesinha vai, | |
| planeja contra o pai, | às terras de Israel | |
| uma horrível vingança. | para matar seu pai. | |
| Mas é logo, ao chegar, | E numa noite calma | |
| por ladrões assaltada | silenciosa, quieta | |
| e por João Batista | ouve a palavra clara | |
| protegida e amparada... | vibrante do profeta. | |
| Diz que já está na Terra | Mas, no dia seguinte | |
| o Cristo Salvador. | firme na sua idéia | |
| que é Príncipe da Paz, | prosseguem a nossa Fara | |
| a ensinar o Amor. | rumo à Galiléia. | |
| E agora, como moça | Caminhando sozinha, | |
| pra lazer o que quer | e desorientada, | |
| ela troca de nome | é pela velha Haná | |
| passa a chamar-se Ester. | a jovem, hospedada. | |
| Quando a sogra de Pedro, | De olhos muito abertos | |
| pela febre, é prostrada, | a pobre adolescente, | |
| e pelo amor do Mestre | vê outros olhos serenos | |
| prontamente é curada. | e ouve alguém mansamente. | |
| Dizer-lhe: Fara ou Ester | E quando ergue o punhal | |
| atende a lei de Deus | contra o próprio pai, | |
| que manda amar os pais, | torna a ouvir essa Voz, | |
| mesmo sendo judeus. | da mão a arma lhe cai. | |
| Junto a outras mulheres, | E a jovem princesa, | |
| percorre o itinerário | de dois tronos herdeira, | |
| que de Jerusalém | da Casa do Caminho | |
| vai até ao Calvário. | fez-se humilde aguadeira. | |
| Depois, quando começa | Vai feliz, encontrar-se | |
| atroz perseguição, | no plano sideral, | |
| ela cai vitimada | com Aretas, Zendi, | |
| num massacre cristão. | o seio maternal. | |
| Juntas traçam um plano | Para um oásis do Espaço | |
| de ajuda cristã | vão os Ismaelitas | |
| querendo ver a Terra | vão cidadãos romanos, | |
| mais feliz, amanhã | sidônios, moabitas. | |
| Hoje eles são muitos | Estão aqui milhares | |
| trabalham sempre mais, | o certo, não sei talvez | |
| na tarefa contínua, | São de quatorze mil, | |
| de implantar a paz. | cento e sessenta e três. | |
| E quem hoje lhes conta, | ||
| Esta história singela, | ||
| É Luiz Nicolau | ||
| de Fagundes Varela. |
O Comandante
Armond anotou tudo e, passado algum tempo, procurou confirmar com outros médiuns.
Contou-nos, ainda, o amigo espiritual, ao nos mostrar esse Grupo, que a diferença
racial desaparece, quando os homens, conscientizando-se das suas atribuições
como Filhos do Criador, aprendem a respeitar-se mutuamente, através de
um ideal superior.
Martha G. Thomaz