Conduta
Espírita |
Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita. Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome de conduta.
Encontramos aqui diretrizes de bom-tom, ou simplesmente um conjunto de lembretes para uso pessoal, no caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.
Certa feita, disse o Divino Mestre: "Quem me segue, siga-me", e noutra circunstância, afirmou: "Quem me segue não anda em trevas".
Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.
Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva. De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostalado de redenção.
Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra.
Assim, ao ler este comportamento, equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E se o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve fazer.
Emmanuel
Amigo:
Aqui estão reunidas algumas indicações cristãs para que venhamos a burilar as nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de misericórdia, nos situou os corações.
Assim,
pois, rogamos não se veja em nossos apontamentos esse ou aquele propósito
de culto às convenções do mundo exterior, nem teorização
de disciplinas superficiais.
É que, na atualidade, mourejam, somente no Brasil, mais de um milhão
de trabalhadores do Espiritismo, e decerto, por amor â nossa Doutrina
de Libertação, será justo sintonizar as nossas manifestações,
no campo vulgar da vida, com os princípios superiores que nos comandam
as diretrizes.
Sabemos que a liberdade espiritual é o mais precioso característico
de nosso movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la,
não podemos esquecer que o exemplo digno é a base para a nossa
verdadeira união em qualquer realização respeitável.
Da
conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.
Não temos a presunção de traçar diretrizes absolutas
ao comportamento espirita. Compreendemos, com Allan Kardec, que, em Espiritismo,
foi pronunciada a primeira palavra, mas, em face do caráter progressivo
de seus postulados, ninguém poderá dizer a última.
Relevem-nos, desse modo, quantos lerem as presentes nótulas, traçadas
de caminho a caminho.
Escrevendo-as, tivemos em mira tão-somente a nossa própria necessidade
de aperfeiçoamento, ante a crescente extensão dos espiritas em
nossos círculos de ação, com a certeza de que somos indistintamente
tutelados de Nosso Senhor Jesus-Cristo, o nosso Mestre Divino, achando-nos todos
chamados, por Ele, a aprender na abençoada Escola Terrestre.
ANDRÉ LUIZ
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