A EXPIAÇÃO

Narra o Evangelho, segundo Lucas (4:25 a 27), "Que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o Céu se fechou por três anos e seis meses, de sorte que na Terra houve grande fome.

E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta, de Sidon, uma pobre viúva. E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o Sírio".

O Espiritismo ensina que, aplicando-se a Lei de Ação e Reação nem todos os homens estão aptos a receber sinais ou curas.

Haja vista o Evangelho nos revela que, certa vez, Jesus estava comprimido por uma multidão de sofredores, e Ele curou, apenas uma mulher que, cheia de fé, tocou em suas vestes.

Existem casos de expiações de falta do passado, os quais não podem ser sanados, até que as criaturas que estão a eles submetidos tenham pago o "último ceitil", conforme preceituam os Evangelhos.

Os Espíritos executores da vontade de Deus também não podem curar a todos indiscriminadamente, senão aqueles que já se acham preparados ou que tenham terminado o ciclo de resgate dos pecados cometidos no pretérito.

Nos versículos de Lucas, contidos em 4:25 a 27, notamos a confirmação dessa assertiva:

- Existiam muitas viúvas no tempo do profeta Elias, no entanto, somente uma pobre viúva de Sarepta, de Sidon, recebeu a visita do profeta; e existiam muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu, mas somente um leproso da Síria merecia ser purificado.

Existem muitos possessos e doentes de todos os matizes nos dias que correm, e apenas uma parcela deles merecerá a cura.

O criminoso que foi condenado à reclusão não poderá ser libertado unicamente por demonstrar vontade de sê-lo, mas somente quando tenha resgatada a sua pena.

- Aqui cumpre esclarecer que existem provações e expiações. Muitos sofrimentos que acometem os homens são provações necessárias para o burilamento de seus Espíritos.

Paulo A. Godoy