A FÉ DO CENTURIÃO

Estando Jesus na cidade de Cafarnaum, aproximou-se dele um Centurião, pedindo-lhe que fosse curar um seu criado que estava paralítico e violentamente atormentado.

Por isso, o Mestre lhe disse: "Irei e lhe darei saúde".

No entanto, o Centurião respondeu-lhe:

- "Não sou digno que entres debaixo do meu telhado. Dize aqui de longe, que tenho certeza de que ele ficará curado.

- Também sou Comandante de soldados, e digo a um, vai, e ele vai; a outro, vem, e ele vem".

E maravilhou-se Jesus, ouvindo dele essas palavras, em seguida exclamando: "Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé".

O Mestre, habituado a encontrar relutância e incredulidade no meio daquele povo, não pôde deixar de proferir a célebre exclamação: "Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé".

De fato, em matéria de fé, o Centurião havia sobrepujado todos os doutores da lei e mesmo muitos dos pequeninos seguidores do Mestre.

Enquanto, em alguns casos, o Cristo tinha necessidade de impor as suas mãos sobre a cabeça do enfermo, e até fazer lodo, para que um cego tornasse a ver, no caso do Centurião Ele operou uma cura a distância, com fundamento na fé daquele oficial romano, que, comandando soldados que obedeciam às suas ordens mais comezinhas, achou, em sua prudência, que o Mestre tinha ascendência sobre os Espíritos que, no caso em apreço, produziam a paralisia e a tormenta naquele servo.

Vemos, portanto, na atitude do Centurião de Cafarnaum, o mais edificante exemplo de fé e a mais exuberante demonstração de humildade, que devem servir de lição para os eternos incréus.

Paulo A. Godoy