ALLAN
KARDEC, O REFORMADOR |
Flammarion tinha razão quando, à beira do túmulo de Kardec, afirmou que ele era "0 bom senso encarnado".
Se perlustrarmos a sua vida desde que foi inteirado das mesas girantes, pelo magnetizador M. Fortier, até o findar de sua existência terrena, veremos, realmente, que o Mestre pautou a sua vida estritamente pelas normas da ponderação, do exame sem preconceito e da análise imparcial.
Esse seu espírito de perscrutador profundo contribuiu, consideravelmente, para que a Doutrina dos Espíritos tomasse corpo, assumindo as proporções gigantescas de hoje.
A missão de Allan Kardec foi a de um Reformador. Ele codificou uma doutrina, que encerra a comunicação do Espírito de Verdade, que, no dizer de Jesus Cristo, viria, em tempo oportuno, trazer novos ensinamentos, quando o gênero humano estivesse mais bem preparado para assimilá-los.
O preclaro professor desempenhou uma obra árdua e cheia de intensos sacrifícios, mormente por ter como cenário um século no qual a Ciência caminhava a largos passos para um materialismo distanciado de Deus.
A exemplo do que aconteceu com Jesus Cristo, Allan Kardec também teve opositores sistemáticos, que jamais esmoreciam o combate às novas idéias.
Entretanto, como os tempos eram chegados, a obra de Kardec logicamente se apresentou como Verdade irretorquível, abalando a estrutura milenar dos velhos sistemas religiosos e empolgando a Humanidade do mundo onde vivemos.
O ilustre filho de Lyon veio para esclarecer melhor tudo aquilo que Jesus havia ensinado, dando-lhe novas configurações à luz da Doutrina Espírita, em cumprimento à promessa do Cristo sobre o advento do Espírito de Verdade, do Consolador.
Paulo A. Godoy