ALLAN KARDEC, O REFORMADOR

Em 31 de março de 1996, a Humanidade rememorou o 127º aniversário da desencarnação de Allan Kardec, o ínclito Codificador da Doutrina Espírita.

Flammarion tinha razão quando, à beira do túmulo de Kardec, afirmou que ele era "0 bom senso encarnado".

Se perlustrarmos a sua vida desde que foi inteirado das mesas girantes, pelo magnetizador M. Fortier, até o findar de sua existência terrena, veremos, realmente, que o Mestre pautou a sua vida estritamente pelas normas da ponderação, do exame sem preconceito e da análise imparcial.

Esse seu espírito de perscrutador profundo contribuiu, consideravelmente, para que a Doutrina dos Espíritos tomasse corpo, assumindo as proporções gigantescas de hoje.

A missão de Allan Kardec foi a de um Reformador. Ele codificou uma doutrina, que encerra a comunicação do Espírito de Verdade, que, no dizer de Jesus Cristo, viria, em tempo oportuno, trazer novos ensinamentos, quando o gênero humano estivesse mais bem preparado para assimilá-los.

O preclaro professor desempenhou uma obra árdua e cheia de intensos sacrifícios, mormente por ter como cenário um século no qual a Ciência caminhava a largos passos para um materialismo distanciado de Deus.

A exemplo do que aconteceu com Jesus Cristo, Allan Kardec também teve opositores sistemáticos, que jamais esmoreciam o combate às novas idéias.

Entretanto, como os tempos eram chegados, a obra de Kardec logicamente se apresentou como Verdade irretorquível, abalando a estrutura milenar dos velhos sistemas religiosos e empolgando a Humanidade do mundo onde vivemos.

O ilustre filho de Lyon veio para esclarecer melhor tudo aquilo que Jesus havia ensinado, dando-lhe novas configurações à luz da Doutrina Espírita, em cumprimento à promessa do Cristo sobre o advento do Espírito de Verdade, do Consolador.

Paulo A. Godoy