|
CORAÇÕES
PRENHES DE AMOR |
"EU
SOU A LUZ DO MUNDO; QUEM ME SEGUE NÃO ANDARÁ
NAS TREVAS, MAS TERÁ A LUZ DA VIDA." (JOÃO, 8:12)
Jesus Cristo, a fim de ministrar os seus maravilhosos ensinamentos, procurava, com prioridade, os humildes, os misericordiosos e os pobres de espírito, aqueles que estavam preparados para assimilar os preceitos para ganhar o Reino dos Céus; a grande maioria deles eram criaturas simples, dotadas de poucos recursos intelectuais, que, em contrapartida, tinham os corações prenhes de amor, tendo o Mestre o escopo de iluminar os seus caminhos, convertendo-os à "Boa Nova" e transformando-os em "homens novos", que passavam a vivenciar a Doutrina Cristã.
A estes o Cristo dirigiu o Sermão da Montanha, que contém uma série de promessas vivas que Deus destina àqueles que cumprem as suas sapientes Leis, os quais mesmo sofrendo o fazem resignadamente, cientes e conscientes de que a Justiça Divina é magnânima e eqüitativa.
O Mestre tinha a seu lado homens como os Apóstolos, os quais eram personagens dóceis, humildes, que se dedicavam de corpo e alma à tarefa de acompanhá-lo em suas andanças, tanto com o objetivo de assimilar os seus ensinamentos, como o de cooperar para o espírito de suas pregações. Para isso, eles não vacilavam em fazer longas caminhadas, muitas vezes enfrentando tropeços, como o narrado em Lucas, 9:51 a 56, quando o Mestre e os Apóstolos não foram recebidos pelos Samaritanos e tiveram que buscar pouso em outro local.
Naquela época, como sucede sempre, existiam muitos homens que tinham os corações carentes de amor, enquadrando-se, entre eles, muitos Escribas e Fariseus. Eram homens de dura cerviz, fanatizados, e zelosos no cumprimento de Leis obsoletas, os quais não trepidavam em apedrejar mulheres adúlteras e supostos hereges, ufanando-se, inclusive, com a crucificação de Jesus. Entre eles, no entanto, existiam alguns poucos Fariseus que eram homens de mente arejada e dispostos à prática do Bem.
O evangelista Lucas (10:21) afirmou que face à vibração reinante por ocasião da volta dos setenta discípulos, Jesus exclamou:
-"Graças de dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste aos pequeninos. Assim é, ó Pai, porque assim te aprouve". Esta exclamação do Mestre, obviamente, deu a entender que a sua missão, na Terra, era precipuamente destinada aos pequeninos, aos humildes, e àqueles que esperavam, pacientemente, o advento dos tempos futuros, àqueles que depositavam as suas esperanças em Deus, conscientes de que o Pai Celestial jamais abandona qualquer um dos seus filhos, que todas as promessas vivas contidas no Sermão da Montanha representam inequívoca demonstração do seu incomensurável amor pelos seus filhos.
Trazendo aos homens a grandiosa mensagem de paz e de amor, contida nas páginas rutilantes dos Evangelhos, o Mestre objetivou fazer evidenciar aos olhos de todos que Deus é soberanamente justo e bom, desejando, ardentemente, que todos os seus filhos se aperfeiçoem, adquirindo virtudes santificantes, que sejam sábios e misericordiosos.
Por isso, disse Jesus: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celestial"'.