DO
CALVÁRIO AO CONSOLADOR |
"E
EU ROGAREI AO PAI, E ELE VOS DARÁ UM
OUTRO CONSOLADOR, PARA QUE FIQUE
CONVOSCO PARA SEMPRE." (JOÃO,14:16)
Quase 2000 anos se escoaram, desde que Jesus Cristo levou pesada cruz ao Calvário, e desde a época em que se cumpriu a sua promessa do advento do Espírito de Verdade, o Consolador.
Nesse longo período de quase 20 séculos, muitas coisas aconteceram no mundo. Muitos missionários aqui desceram com o objetivo de impulsionar o gênero humano para seus superiores objetivos, mas também muitos falsos profetas surgiram no cenário do mundo, procurando obstaculizar a implantação dos lídimos preceitos evangélicos .
Se o Calvário serviu para silenciar a voz d'Aquele que veio ensinar aos homens o caminho de sua rendenção espiritual, o advento do consolador representou uma nova abertura, para que os homens pudessem compreender o sentido dos ensinamentos que ficaram velados.
Se os homens que levaram o Mestre ao Gólgota conseguiram dar início a um processo de colocação da luz sob o velador, o Consolador veio para fazer com que essa mesma luz brilhasse como um farol, iluminando toda a Humanidade .
Nunca mais do que agora se faz necessária a presença do Cristo, através dos Evangelhos, à face do mundo, pois os sofrimentos incrementando-se devido à insensatez de homens que continuam a preferir as coisas de César, em detrimento das coisas de Deus.
Apesar de nunca ter desamparado a Humanidade, pois Ele afirmou que jamais a deixaria órfã, a presença de Jesus se faz agora mais atuante, porque o homem está mais bem preparado para assimilar as verdades que não conseguiu apreender há quase 20 séculos.
Para os detratores do Cristo, o Calvário representou a sua morte e a destruição das suas idéias, mas, para os que realmente seguem Jesus, o Monte da Caveira simbolizou o triunfo da missão e a glorificação do nome do Mestre.
Afirmou o evangelista João, logo no início do seu Evangelho, que "a luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a compreenderam" (João, 1:5).
Realmente, o advento de Jesus Cristo foi uma autêntica difusão da luz sobre as trevas do mundo, mas, assim como os que trabalham nas trevas temem o efeito da luz, também os ferrenhos detratores da Verdade viram em Jesus um impedimento para a continuidade das obras deles, e, por isso, tudo fizeram para colocar um véu sobre a Verdade, levando ao Calvário o Cristo de Deus pois, com uma luz brilhando de modo tão ofuscante, jamais poderiam continuar as tramas urdidas nos domínios tenebrosos dos persistentes inimigos da Verdade.
Felizmente, já brilha nos horizontes do mundo a luz do Consolador, cuja tarefa básica consiste em restabelecer todos os ensinamentos do Cristo em seus verdadeiros fundamentos, uma vez que os interesses de alguns homens fizeram com que muitos desses ensinamentos fossem deturpados no decorrer dos séculos, sob o impacto de um obscurantismo intransigente e avassalador.
A pureza da Doutrina Cristã foi sensivelmente deturpada, no decorrer dos tempos, principalmente nos obscuros anos da Idade Média, prevalecendo até o presente muitos desses agregados exteriores, por isso, o papel do Consolador é de relevante importância com vistas à equação desses problemas, a fim de que a Doutrina trazida pelo Mestre seja recolocada no pedestal em que o Instituidor a situou.
Com o advento do Espiritismo, lídima expressão do Espírito de Verdade, brilha nos horizontes do mundo uma nova luz, suscetível de conduzir os homens a Deus, as criaturas ao Criador, nessa longa caminhada que todos os homens encetam, a fim de que suas almas se purifiquem e se libertem através do conhecimento da Verdade.
Paulo A. Godoy