NÃO MATARÁS

Eis um dos grandes mandamentos da Lei recebida por Moisés, no Monte Sinai - "Não Matarás" - o qual está longe de ser cumprido.

É verdade que grandes passos têm sido dados nesse sentido, pois os códigos civis de muitas nações já aboliram a pena de morte.

Essas nações já não admitem a pena de morte como acontecia no passado, quando os homens pagavam com a vida os seus erros mais irrisórios.

A Humanidade já atravessou uma época, em que não havia o menor respeito pela vida humana, haja vista os massacres nas arenas romanas, as perseguições praticadas em nome do Cristo, na Era inquisitorial sem volvermos os nossos olhos para um passado mais remoto, quando a discordância de preceitos religiosos ou atentados contra as leis civis eram punidos com a lapidação e outros gêneros de morte mais cruéis, inclusive com a crucificação.

Sem mencionarmos as vítimas das sentenças que são proferidas pelos Poderes Judiciais das nações, que, não tendo uma legislação perfeita, ainda adotam a pena de morte, voltemos os nossos olhos para o assombroso número de criaturas que largam seus envoltórios na Terra, abruptamente, pelas mãos dos seus semelhantes, através de brutais assassinatos.

Deve-se, também, levar em conta os crimes passionais e de massacres de crianças indefesas, como tem acontecido muito reiteradamente nos tempos presentes; a troca de tiros entre quadrilhas de malfeitores, os quais têm abatido criaturas inocentes, que nada têm a ver com o caso.

Acrescentemos, ainda, que alguns países desejam legalizar a pena do aborto, aniquilando seres em formação, o que representa, também, um crime.

É a demonstração da prevalência dos instintos sexuais sobre o bom senso, em clamoroso atentado contra as Leis de Deus. É evidente que o aborto generalizado representa uma brutal predominância da matéria sobre o Espírito.

O Espiritismo nos apresenta uma visão clara das responsabilidades individuais, e a cada um será dado segundo as suas obras.

Aquele que matar o seu semelhante poderá ter a certeza de que a Lei da Reencarnação se encarregará de equacionar o seu problema, no futuro, considerando-se que o Ser é eterno e a Justiça Divina é justa e eqüitativa.

Paulo A. Godoy