NEM DE PAULO, NEM DE APOLO

"Quero dizer, com isto, que cada um de vós diz:
Eu sou de Paulo; e Eu sou de Apolo; e Eu sou de
Cefas; e Eu sou de Cristo," (Primeira Epístola aos
Coríntios, 1:12)

Apesar de todo o esforço que se tem feito e do evidente progresso que se tem notado no setor da aproximação entre os adeptos das várias religiões cristãs, ainda é de se lamentar a relutância que certos agrupamentos ou Igrejas denotam, quando se objetiva uma melhor e maior compreensão entre todos aqueles que se arrogam ao título de cristão.

Já o Apóstolo Paulo, alguns anos após o martírio de Jesus Cristo, conclamava os seus discípulos à união, asseverando que os homens não deviam ser de Paulo, nem de Apolo, nem de Cefas, mas sim do Cristo.

Paulo, um dos maiores Espíritos que já baixaram à Terra - o Vaso Escolhido por Jesus - colocava fora de cogitação a sua personalidade para tão-somente fazer destacar a figura e a missão sublime do Grande Mestre Nazareno.

Quando o Apóstolo dos Gentios fez a sua peregrinação na Terra, a discórdia entre os seus discípulos era até certo ponto tolerável, dado o grande atraso moral e intelectual reinante entre os seus contemporâneos; porém, em pleno século XX, quando a Doutrina ensinada pelo Mestre é compreendida à luz de novos ensinamentos, não é mais concebível tal estado de coisas.

Entre os Espíritas, não há margem para tal desunião, pois a Doutrina Espírita é um conjunto harmonioso e repleto de normas as mais elevadas de compreensão e de solidariedade.

Em sua majestosa tarefa de cristianização, o objetivo básico do Espiritismo é fazer com que sejam silenciadas as dissensões, pois, torna-se imperioso que a Doutrina seja mantida a salvo das cogitações e do personalismo de determinados grupos, para que se possa abreviar o advento de uma nova Era de paz e de prosperidade para o gênero humano.

Paulo A. Godoy