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O
BATISMO |
"Todavia não era o próprio Jesus que batizava, mas os seus discípulos." (João, 4:2)
João Batista foi o Precursor da vinda de Jesus Cristo e, como tal, com o fito de atrair as multidões e sensibilizar aqueles que o seguiam, achou conveniente praticar o batismo de água.
Era, aliás, uma forma que o Profeta havia escolhido, dado que o povo menos esclarecido necessitava de algo que lhe impressionasse o sentido, e, como a água lava tudo poderia, eventualmente, também lavar os pecados.
O Profeta certamente havia assimilado a idéia do batismo de água dos costumes herdados de povos orientais, principalmente dos indianos, que levavam em alta conta o batismo de água.
Um dos argumentos mais fortes que os membros de algumas religiões buscam para o batismo de seus filhos é o fato de Jesus Cristo também ter-se submetido àquele ritual.
No entanto, Jesus também passou pelo ritual da circuncisão, e não nos consta que nenhum cristão hodierno submeta o seu filho a esse tipo de ritual.
O batismo é praticado por várias ramificações religiosas "para remissão dos pecados", na suposição de que todas as crianças já nascem no mundo com pecado, fundamentadas no chamado "pecado original".
A remissão dos pecados só se processa através do aprendizado no caminho do Bem e no desenrolar das vidas múltiplas
Seria, realmente, muito cômodo se fosse possível o resgate das faltas, submetendo-se a uma prática exterior.
Somente o batismo do fogo, que são as expiações terrenas que redimem os pecados, por mais graves que eles sejam, é suscetível de adequar as criaturas, para garantir acesso aos planos espirituais mais elevados.
Demais,
o evangelista João, 4:2, afirma que Jesus mesmo não batizava ninguém,
mas apenas os seus discípulos.
Paulo A. Godoy