OS DENUNCIADORES

"Oxalá em Israel todos fossem profetas e o Senhor
lhes desse o seu Espírito." (números, 11:29)

Encontramos na Bíblia vários indivíduos que agiram como denunciadores.

Num dos casos, narrado no Antigo Testamento, um jovem veio denunciar a Moisés que dois homens, Eldad e Medad, estavam profetizando no campo, isto é, os dois personagens estavam praticando a mediunidade, dando passividade aos Espíritos e espargindo ensinamentos de ordem espiritual.

Num outro caso, relatado no Novo Testamento, o próprio Apóstolo João veio dizer a Jesus que um homem estava expulsando os maus Espíritos usando o seu nome.

No primeiro caso, aconteceu que Josué, estando presente, dirigiu-se a Moisés e recomendou-lhe que proibisse aquela prática tendo Moisés retrucado: "Que ciúmes são estes por mim; oxalá em Israel todos fossem profetas e o Senhor lhes desse o seu Espírito" .

No segundo caso, o Apóstolo disse a Jesus que havia proibido aquele homem de continuar a agir daquele modo. No entanto, o Mestre discordou da denúncia dizendo: "Quem não é contra nós, é por nós".

Vemos aí dois casos interessantes de pessoas sempre dispostos a denunciar casos de intervenção de Espíritos, o que demonstra claramente, que na Terra sempre existiram e existem criaturas que não aceitam casos relacionados com a realidade.

Foi no tocante a pessoas desse jaez que Jesus Cristo verberou a atitude dos Escribas e Fariseus, que, no dizer do Mestre, "eram homens de dura cerviz e incircuncisos de coração", os quais menosprezavam as obras do Cristo, não admitindo que Ele era o Messias prometido pelos Profetas, que vinha aclarar os horizontes do mundo.

Nesse caso, a atitude dos Escribas e Fariseus, como denunciadores, foi bem ampla e sem limitações; eles fizeram conluio com o Sumo Sacerdote, fazendo com que este se tornasse o mais rancoroso detrator da obra do Cristo.

Nesse evento, chegou-se mesmo a apregoar a notícia de que Jesus fazia aquelas obras invulgares por intermédio de Belzebu, figura que entre os judeus era equivalente a Satanás.

Não satisfeitos com esse conluio, os inimigos de Jesus chegaram a pagar as trinta moedas de prata, para que Judas Iscariotes O denunciasse, traindo Aquele de quem era Apóstolo, e se deram por satisfeitos enquanto não O viram crucificado no cimo do Calvário .

Paulo A. Godoy