OS PAIS

Talvez não exista sobre a face da Terra coisa mais sublime ou encantadora do que ser pai ou mãe.

Não podemos mesmo conciliar o fato de que possam existir criaturas que abominem essa felicidade, com o dever de criar e educar as dóceis criaturinhas que lhes são confiadas por Deus, na qualidade de filhos.

O Criador, dando-nos a ventura de sermos depositários de tão sublime legado, nos proporciona um meio incomparável de evolução, de desenvolvimento, do sentimento sagrado do amor.

Além disso, nada há mais agradável do que acariciarmos em nossos braços essas meigas criaturinhas que, quais anjos mimosos, nos fazem esquecer até as amarguras da vida.

Somente as pessoas desprovidas de senso comum poderão desprezar essa dupla concessão divina em favor do nosso progresso, pois as crianças nos dão lições de simplicidade e, simultaneamennte, educam o nosso dom de discernimento, chegando mesmo a imprimir em nossas almas um cunho mais relevante, no que se refere às elevadas conquistas morais e espirituais.

Jesus Cristo, certa ocasião, nos legou o ensinamento de que quem não se fizer simples como uma criança não entrará no Reino dos Céus.

No entanto, existem pais que submetem seus filhos aos mais rigorosos castigos por questões fúteis, criando animosidade que se avulta quando os filhos crescem e passam a guardar-lhes rancor nos corações.

Não há muito tempo uma mãe desalmada chegou a matar sua indefesa filhinha, por ter esta feito suas necessidades fisiológicas na cama.

Outros casos de violência têm deixado os filhos deficientes sem alguns de seus órgãos vitais.

A maior parte das crianças pode ser educada pelas palavras, pelos exemplos, dependendo dos pais o critério a ser adotado qual deve ser sempre fundamentado no amor e na ternura.

Paulo A. Godoy