PADRÕES PARA VIVÊNCIA DO ESPIRITISMO

"PELO FRUTO SE CONHECE A ÁRVORE". (MATEUS, 12:33)

Não é muito difícil, a qualquer pessoa, conhecer os fulgurantes postulados do Espiritismo: o mais difícil é vivenciá-los,

Realmente, enquanto muitos sistemas religiosos fazem questão da quantidade, e o que lhes importa é que os seus adeptos proclamem a profissão de fé, engrossando, assim, as suas fileiras, o Espiritismo tem mais empenho na qualidade do que na quantidade dando muito mais apreço à conversão real dos seus profitentes, pois é imperioso que eles sintam os ensinamentos em seus corações e passem a adotá-los com convicção, fazendo deles as normas do seu viver no mundo.

Allan Kardec escreveu no tocante a essa questão: "O Espiritismo, só reconhece por adeptos os que praticam os seus ensinos, isto que trabalhem pelo próprio melhoramento moral, procurando vencer as más inclinações, ser menos egoístas e menos orgulhoso, mais benevolentes, mais humildes, pacientes, caridosos com próximo, mais moderados em tudo, pois são esses os sinais do verdadeiro espírita".

Concluímos dessas palavras do Codificador da Doutrina Espírita, que muito pouco vale uma criatura se proclamar religiosa e satisfazer a todas as ordenações exteriores de sua religião, se ela não comparticipar do número daqueles que transplantam para o recesso dos seus corações a centelha bendita do amor e da caridade. Ao adepto do Espiritismo muito pouco adianta que apenas se proclame Espírita, pois é de suma importância que sinta no seu interior tudo quanto a Doutrina preceitua como diretrizes, para se transformar num cristão verdadeiro.

A dificuldade do adepto para a vivência do Espiritismo consiste em se despojar de todos os vícios, entre eles o ódio, os sentimentos de vingança, a avareza e todas as más inclinações, passando a sentir em sua alma o desejo inabalável de se aproximar de Deus, através do progressivo depuramento do seu Espírito, na escala evolutiva.

Ser Espírita é se desdobrar em esforços constantes em favor de soerguimento moral e espiritual da Humanidade; ser Espírita é zelar pela integridade do lar pela educação primorosa dos filhos; é ser austero nas ações e compreender onde termina os seus direitos, e principia os do seu próximo; é fazer com que a razão e a justiça presidam todos os seus atos; é ser tolerante, misericordioso, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Paulo A. Godoy