INTRODUÇÃO

A magna questão da família é tema de sempre. Apesar de sabermos que a família é a unidade básica da sociedade, sua célula primeira, sua importância merece permanente vigilância e estudo de todos os segmentos da coletividade humana. Não pretendemos, aqui, fazer um estudo enciclopédico ou histórico da família, já que este trabalho não é o único, tampouco visa a esgotar uma matéria tão complexa e delicada que envolve os dramas de almas que se amam e se odeiam na escalada das múltiplas existências.

Considerando, sobretudo, que a família é um laboratório vivo de experiências e aprendizado, uma verdadeira escola para educação dos Espíritos, na sua ansiosa busca da felicidade, que ainda não é deste mundo, mas pode nele começar. Devemos considerar, outrossim, que a visão espírita de família difere das de filosofias não reencarnacionistas. O Espiritismo apresenta a família como o instituto abençoado em que as criaturas humanas se reencontram com um programa de provas e expiações, com vistas ao futuro. Por outro lado, a família, na concepção espírita, antes de ser reunião de corpos é reduto sagrado de Espíritos imortais.

A visão reencarnacionista traz um entendimento que motiva as criaturas ao esforço pelo próprio progresso moral, através da renúncia, da boa vontade, da ajuda mútua, de perdão, da tolerância e muito mais, de se alcançar um grau de consciência desperta. A grande batalha que se trava no imo do ser humano ainda se debita ao egoísmo, que gera os grandes problemas e até tragédias de conseqüências imprevisíveis.

A consciência desperta pela razão e pela lógica dos ensinamentos espíritas leva a criatura a aceitar certas conjunturas decorrentes do passado, apresentadas em forma ele antipatia, ódio, ciúmes, entre familiares. Igualmente se explicam atrações sexuais doentias entre pais e filhos, entre irmãos, adultério e até os incestos podem ter raízes em encarnações anteriores. Da mesma forma se podem explicar a simpatia, a afinidade e o amor que brotam espontaneamente entre as criaturas.

Daí, o presente trabalho visa a trazer uma contribuição aos pais, educadores, evangelizadores e à sociedade, numa tentativa de encontrar soluções que minorem o sofrimento oriundo da ignorância do que seja a família e sua missão na Terra.

A família não é somente foco de lutas e problemas, mas também fonte geradora de felicidade quando há entre todos os seus componentes a iluminação de princípios espirituais superiores.

Reunimos nesta Obra o que já foi escrito pelos Espíritos Joanna de Ângelis, Amélia Rodrigues, Benedita Fernandes, Manoel Philomeno de Miranda, em diversos títulos editados pela LEAL, pela FEB e outras editoras. Destacamos, igualmente, algumas questões inseridas na codificação Kardequiana e entrevistas com Divaldo Pereira Franco, abordando a família e os problemas correlatos, como: pais, filhos, casamento, separação, vícios, educação para a vida e para a morte, resgate, influência da religião, sexo, evangelização infantil e juvenil, entre outros, já que o lar é a primeira escola e os pais, os primeiros educadores.

Como já vem sendo amplamente divulgado, este é o Ano Internacional da Família, instituído pela ONU, em seu calendário oficial. A USE, União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, lançou, no ano passado, a campanha "Viver em Família" com o sloogan "Vamos apertar (mais) este laço". A FEB também se engajou neste movimento, dando sua contribuição valiosa em nível nacional. A USE tem promovido conferências e seminários em todo o Estado de São Paulo a respeito deste tema. O próprio Divaldo Franco realizou várias palestras, abordando o assunto em diversos pontos do País.

S.O.S. FAMÍLIA procura colocar em suas mãos, num volume, aquilo que está contido em diversos livros psicografados por Divaldo Franco.

S.O.S. FAMÍLIA é mais uma antologia de trabalho dos Bons Espíritos, interessados em ajudar a criatura humana na condição de Espírito eterno, na conquista da plenitude interior e da felicidade absoluta, destiinação de todos nós.

Miguel de Jesus Sardano