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PREFÁCIO |
O grupo familial é conquista nobre do processo antropológico-sociológico no qual o ser humano cresce.
Superando o período das atrações sexuais sem objetivos dignificantes, no qual os filhos permaneciam sob os cuidados da mãe, na condição de crias, sem que ela tivesse responsabilidade de educá-los e desenvolvê-los, a poliandria passou a predominar, gerando o matriarcado que prevaleceu soberano com resultados perturbadores.
Mais tarde, a poligamia, inferiorizando a mulher, respondeu pelos filhos que ficavam abandonados, sem a paternidade responsável.
A monogamia veio facultar o exercício da dignificação no lar, através dos cônjuges, oferecendo à prole os recursos da educação e os valores ético-morais que favorecem os celeiros da paz e da felicidade possíveis de serem fruídos na Terra.
A família, por essa razão, tornou-se a célula máter do organismo social onde se desenvolvem os sentimentos, a inteligência, e o Espírito desperta para as realizações superiores da vida.
Por isso, toda vez que a família se desestrutura a sociedade cambaleia, a cultura degenera, a civilização se corrompe.
A tecnologia atual aliada à ciência, que ensejou a conquista do Cosmo, infelizmente não pôde impedir o deterioramento da família, vitimada por inúmeros fatores que se têm enraizado no organismo social de forma cruel.
Como consequência, uma vaga de perturbação varre o planeta, ameaçando as belas construções dos milênios e quase tudo reduzindo a escombros e loucura.
A família, na condição de grupo consanguíneo, está formulando um vigoroso pedido de socorro à sociedade em geral.
Esse S.O.S alcança as mentes e os corações, convidando à reflexão e à ação imediata no dever e no bem; à seriedade no que tange aos compromissos domésticos; à renúncia em benefício da prole; à abnegação, ampliando as áreas do amor no lar; ao respeito recíproco dos cônjuges, que se comprometeram edificar o clã feliz...
Graças à promiscuidade sexual que desvaira as criaturas, no atual contexto social, parecendo conduzir os seres humanos a um retrocesso moral, os filhos, órfãos de pais vivos e irresponsáveis, clamam por justiça e amor, expressa pela forma de violência, de agressividade, de exibicionismo, de irreverência, hauridos nas drogas aditivas, no álcool, na exaustão dos sentidos, a tudo perturbando com vandalismo e insensibilidade. Lançamos um S.O.S. para a família !
Os Espíritos, preocupados com a família, têm-nos vindo, através dos tempos advertindo, orientando, conclamando os homens e mulheres à preservação do lar, mais apertando cada dia, esse laço, que prende um parceiro ao outro, ambos responsáveis pela estrutura familial.
Consideramos de muita oportunidade o presente trabalho, tendo em vista a valiosa contribuição da Organização Mundial das Nações Unidas, considerando este como o Ano Internacional da Família (1994), com vistas a uma sociedade mais ditosa do futuro, após a sua consolidação moral e recuperação da dignidade perdida.
Não trazem novidades, nem representam grande cota sociológica ou psicológica para o gravíssimo problema, representando, entretanto, um tijolo a mais que colocamos no edifício em construção da família nova e plenificada.
Joana de Ângelis