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FENÔMENOS
ESPÍRITAS |
ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO
Revista quase centenária, órgão oficial de uma antiga entidade espírita federativa, sediada no perímetro central do Rio de Janeiro, publicou em seu número de junho de 1946 um registro intitulado - "Um livro de C. Picone Chiodo" - a propósito de oferta feita àquela instituição, por esse autor italiano, de um exemplar de sua obra A Imortalidade da Alma (U L'lmmortalitá dell'Anima").
O livro em apreço, conforme se lê na notícia vinda a lume na supracitada revista, representa a primeira parte, em separado, da obra que Chiodo concebeu e intentou levar a termo. Ali ele estuda principalmente os fenômenos anímicos, isto é, os fatos psíquicos que sucedem entre os vivos, reservando para a segunda e última parte, então anunciada para breve, as manifestações dos mortos (" Manifestazioni del Defuni") - ou sejam, os fenômenos espíritas propriamente ditos, de que são agentes os Espíritos desencarnados.
De L'lmmortalitá dell'Anima, editada em Milão, em 1941, provavelmente devido aos mil transtornos causados pela segunda Grande Guerra, que naquele ano já envolvia a Itália e cujo término ocorreu no primeiro trimestre de 1945 - só em 1946 chegou ao Brasil um exemplar, justamente aquele oferecido pelo autor à entidade federativa acima mencionada.
Ora, nós também, em janeiro de 1946 - meses antes de o correio trazer ao nosso País o aludido livro de Picone Chiado traçamos o esquema de um trabalho nos moldes de L'lmmortalitá dell'Anima, apenas com a diferença de reunirmos as duas partes em um só volume. Os assuntos versados eram essencialmente os mesmos. E logo naquele mês de janeiro de 1946, começamos a preparar os artigos, em número de dez, como planejáramos, analisando os fenômenos anímicos e dando por finda metade de nossa tarefa. Os nossos artigos chegaram na época a ser publicados em sucessivas edições do periódico Mundo Espírita - fundado em 1932 e ainda ininterrupta e vitoriosamente circulando, graças a Deus e aos esforços perseverantes dos honrados diretores da Federação Espírita do Paraná.
Não recordamos por que razões poderosas fomos procrastinado a feitura dos demais artigos, enfocando os fenômenos provocados pelos Espíritos dos mortos, a fim de os adicionarmos aos outros, completar o livro e providenciar sua publicação.
Certo é que o tempo foi passando e nosso descaso permanecendo, até que atingimos o ano de 1975, quando, certo dia, nos passou pela mente reler os velhos e amarelecidos originais. Modéstia à parte, achamo-los dignos de ampla divulgação, juntamente com os capítulos que ainda tínhamos que escrever. Fizemos uns ligeiros retoques e algumas intercalações no texto, e um de meus filhos se encarregou de repassar à máquina as antigas e preciosas laudas.
A essa altura, já nos aproximando dos oitenta janeiros, e um pouco cansado, posto que sempre em atividade pela imprensa, difundindo nossa Doutrina, entendemos conveniente procurar um parceiro, ainda moço e talentoso, que aceitasse a incumbência de redigir os dez artigos restantes.
Batemos à porta de dois confrades de alto gabarito intelectual, consultando-os. Ambos idealistas e ativos, por isso mesmo sobrecarregados dos quefazeres doutrinários e algo mais, declinaram do encargo, apresentando suas escusas, que reconhecemos plenamente justificáveis.
Diante do insucesso, e como não entrara em nossa cogitação desistir dessa empresa lítero-doutrinária, fizemos da fraqueza força para que o livro que o leitor tem na mão adquirisse inteireza e unidade.
Só que os artigos ou capítulos finais, que compomos, não têm a extensão dos outros que integram a primeira parte. Tanto melhor, porque a leitura se faz em menos tempo. Time is money.
Quanto à explicação que demos no princípio e que nos pareceu indispensável, por ela se evidencia que não plagiamos nem imitamos o escritor italiano C. Picone Chiodo, cujo trabalho, L'lmmortalitá dell'Anima, não consta ter sido vertido para nossa língua nem sequer jamais o vimos em mão de pessoa alguma. Houve, sim, entre nós ambos - tão estranhos e distantes um do outro - uma notável coincidência de pensamento no tocante ao plano e ao objetivo de nossas obras.
ALFREDO MIGUEL
FENÔMENOS
ANÍMICOS |
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CAPÍTULO
I A morte aparente Letargia e catalepsia O sinal irrecusável da morte verdadeira Inumações prematuras Quatro milhões de pessoas enterradas vivas |
CAPÍTULO
II A tortura sepulcral Os primitivos cristãos Debatida questão no Senado Fatos que a História e o Evangelho O alvitre do Dr. Hartmann tende |
CAPÍTULO
III A estimativa do Dr. Simão Carleston Casos recentes de catalepsia Aparelhos científicos para evitar.. As câmaras mortuárias do Dr. Zingaropoli Velhas práticas que o tempo aboliu O erro da doutrina que considera a alma... |
CAPÍTULO
IV A doutrina materialista Antagonismo entre duas classes de... Religiões materializantes O Espiritismo e sua obra saneadora |
CAPÍTULO
V Rumo aos fatos O cérebro e a alma A psiché, uma entidade... Opinião concordante do Prof. Elliot... As experiências científicas provam ... Os casos de catalepsia patológica... Um médico que observou e descreveu... |
CAPÍTULO
VI Testumunho de uma escritora inglesa... Desdobramento em estado de vigília O caso célebre de Emill Sagée Uma senhora, na Bahia com quem... Manifestações extra-corpóreas de.. Adormecido em Arienzo, Santo... Centenas de casos desse gênero... |
CAPÍTULO
VII Ainda os fenômenos de bicorporeidade Espíritos de vivos que se manifestam... Um rapaz cujo duplo se isola e vai... O fantasma de um vivo previne e salva... Aparição fluídica de um deputado inglês.. O Presidente Abrahão Lincoln se vê... A visão do Imperador Vespasiano Exemplos citados por Allan Kardec Transladação |
CAPÍTULO
VIII A concepção teológica da alma induz... O perispírito, suas propriedades e função Os fenômenos sonambúlicos Comentários do Codificador do Esp... Apolônio de Tiana Swedenborg Nostradamus A prova de independência da alma... |
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O
sono e os sonhos |
A
crença remota na existência da alma |
FENÔMENOS
ESPÍRITAS |
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CAPÍTULO
I Chico Xavier e os Espíritos |
CAPÍTULO
II As aparições |
CAPÍTULO
III Bell e o mascate |
CAPÍTULO
IV Um médium excepcional |
CAPÍTULO
V De que modo foi denunciado o criminoso... |
CAPÍTULO
VI Materialização de Espíritos |
CAPÍTULO
VII Fotografia psíquica |
CAPÍTULO
VIII Espíritos bons e Espíritos malévolos |
CAPÍTULO
IX Obsessão coletiva e epidêmica |
CAPÍTULO
X males da cegueira espiritual |