CARTA DE UM PAI AGRADECIDO

Querida Lélia, filha querida.

Deus nos ampare. Estamos aqui, ao seu lado, e pedimos a continuidade de sua fortaleza e resignação.

Quatro anos se passaram, em que tivemos de descer do píncaro da alegria com o enlace de nossa querida Simone para sofrer a despedida de nosso Alvicto.

Sabemos como foi rude a prova, mas você, minha filha, está no centro do lar, abençoando e sustentando os filhos queridos. Do que você orou, chorou, pediu a Deus e aceitou com humildade, os nossos Amigos da Vida Maior entretecem os recursos que lhe fazem a resistência para continuar.

Nosso Alvicto está presente e beija-lhe as mãos. Estimaria escrever, mas ainda não consegue.

Só mesmo aqui, no outro lado da vida, é que podemos compreender as dificuldades daqueles que amam, transformados em emoções indizíveis a lhes tomarem todo o ser, diante da situação nova em que desejariam tudo dizer de arranco aos entes queridos que ficaram na Terra, sem possibilidade de fazer isso, de modo a derramar o próprio coração nas palavras. Esperemos.

Pede-lhe, o companheiro amigo e dedicado, serenidade e amor em todas as situações, de modo a que os filhos queridos permaneçam, em harmonia com os problemas do mundo, que só se consegue solucionar com tempo e paciência.

Você nos compreende e isso nos reconforta.

Estamos mais fortemente ao lado de nossa Nayá nestes dias, contando com o amparo de Jesus em nosso favor.

A vida, filha, é assim como luz entre dois mundos. O amor nos faz agir na Terra, impulsionados pela falta e pela saudade que nos impõem todos aqueles que nos antecederam na morte, e, no Mundo Espiritual, a mesma saudade e a mesma falta que sentimos dos nossos entes queridos que, ainda na Terra, nos induzem a agir para que estejamos todos na mesma faixa de abençoada união.

Reconforte nossos familiares com a sua fé viva e com a sua compreensão.

E creia, o seu trabalho de agora é uma luz sempre maior. Nunca se veja intimamente isolada, porque você não está só. Guarde a esperança no coração por luz incessante, e conserve a bendita certeza de que a morte é sempre vida, e vida muito maior e muito mais ampla do que a vida em que permanecemos na Terra enquanto no corpo físico.

Para todas as filhas queridas e para o nosso Leônidas, o nosso abraço do coração.

E de pensamento ligado à nossa Nayá e saudando a nossa estimada irmã e amiga que nos acompanha fraternalmente, a nossa Maria, com os agradecimento a todos os irmãos que nos possibilitam escrever esta carta, abraça a você, carinhosamente, o pai reconhecido e amigo que não a esquece,

Antenor