ESPOSO EM VIDA TRANSFORMADA,
MAS NÃO AUSENTE

De início, o Autor Espiritual se refere à oração, assunto a que Allan Kardec dedicou todo o capítulo XXVIII de O Evangelho segundo o Espiritismo.

Em seguida, referindo-se à filha Lelé com suas lutas (tanto o apelido de Adelaide Siqueira de Amorim quanto o fato de ter sido ela distinta religiosa franciscana durante 32 anos e de cujas atividades se despediu naturalmente contra a sua própria vocação, e encontrando novo ânimo nas leituras espíritas, detalhes desconhecidos do médium), chega a afirmar, peremptório: "Que avance para a frente, sem ressentimentos no coração. Jesus não é um mestre morto e a cruz abraçada por Ele ainda é para nós todos uma luz que jamais deve esmorecer."

Antenor de Amorim nasceu na cidade de Pirenópolis, Estado de Goiás, a 17 de julho de 1875, e desencarnou no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, a 26 de março de 1948. Era casado com a Sra. Nayá S. Amorim, deixando os filhos Lélia (Veja-se o depoimento de D. Lélia de Amorim Nogueira na obra Amor & Luz (Emmanuel Testemunhos diversos/Francisco Cândido Xavier/Rubens Silvio Germinhasi), IDEAL, S.Paulo, l.a edição, 1977, pp. 42-49) casada com Alvicto, desencarnado em desastre automobilístico; Leônidas, que reside, hoje, nos Estados Unidos da América do Norte, e Adelaide (Lelé).

Do princípio ao fim da mensagem, notamos a preocupação do Espírito em consolar a esposa que se transformou em viuva, segundo a terminologia humana, mas que ele mesmo não a considera com tal, já que se refere ao genro desencarnado como sendo o "esposo que está em vida transformada, mas não ausente".

Preocupa-se, ademais, em consolar a filha que se teria convertido em viúva não fora continuar Alvicto Nogueira vivo, no Mundo Espiritual, recuperando-se do choque natural da desencarnação de improviso.

Ao mesmo tempo dá forças à filha que, transferida da vida monástica à vida prática, se entrega às tarefas da Doutrina Espírita; e não se esquece do filho que moureja no Exterior.

Antes de terminar a missiva referta de ensinamentos para todos nós, os reencarnados que lavramos o campo bendito do Espiritismo, Antenor assim se expressa, dirigindo-se à Dona Lélia: "Você sabe, fiilha, que a vida so é grande e bela, justa e rica pela alegria que se possa criar em favor dos outros."

Segundo informações da família, o comunicante foi católico, mas simpatizante do Espiritismo. Acompanhava constantemente sua mulher, D. Nayá, espírita convicta, às sessões doutrinárias, onde era muito querido.

Conclusões:

lª.) necessidade da oração, a fim de que possamos trilhar com serenidade o caminho da vida na Terra, por vezes, queimado a fogo de provação, e, de outras vezes enregelado de lágrimas;

2ª.) cabe-nos viver sem mágoas, quando perseguições e dificuldades surgirem no caminho, certos de que os tutores espirituais nos protegem da vida mais alta;

3ª.) não nos rendermos à idéias de desalento, ante as provações necessárias e inadiáveis ;

4ª.) lembrarmo-nos de que tudo se encadeia na vida, a fim de que a Bondade do Senhor nos dê aquilo de que mais carecemos.

5ª.) permanecemos unidos na beneficência e no ideal de servir, consciente quais somos de que a Seara do Bem é o ponto de nosso reencontro com o Cristo - o Eterno Benfeitor de nossas almas.