| FAZER O BEM: O MELHOR INVESTIMENTO |
Da segunda carta de Henrique, transmitida através do médium Xavier, a 12 de novembro de 1976, salientemos alguns pontos dos muitos destacáveis que existem ao longo de toda a página.
1 - Dentro da mesma linguagem de que se serviu para a transmissão da primeira mensagem - rica de gírias - e ainda nomeando a genitora por "Véia", qual o costume que adotava quando encarnado, Henrique nos convida a atenção, de início, para um assunto de suma importância: o do merecimento para se comunicar através da instrumentalidade mediúnica.
No caso, deixa claro, não somente por modéstia de sua parte, mas, talvez, por se tratar da realidade, que o mérito pertence ao coração maternal.
De fato, ao que sabemos, as comunicações são permitidas quando os Benfeitores da Vida Maior verificam que elas reverterão em benefício de várias criaturas, encarnadas ou desencarnadas.
De qualquer modo, Henrique nos alerta para uma questão de muito interesse, dentro das fileiras espíritas, a recordar-nos a recomendação de Allan Kardec: "passar tudo pelo crivo da razão."
2 - Cessamento de "barulho e perturbação" e chegada da tranqüilidade, depois da atitude materna: perdão para o acusado.
3 - "Existe um Poder sobre nós que nos socorre sempre mais depressa quanto mais depressa se manifeste a nossa aceitação e a nossa paciência. "
Afinados com as Forças Superiores da Vida, tudo se nos toma mais fácil para a liquidação justa de todos os problemas. Ou por outras palavras: aceitação e paciência - primeiro passo para que a solução adulta de todos os obstáculos, por mais graves que sejam do ponto de vista humano.
4 - "Aquilo que me sucedeu, devia suceder. Uns chegam à experiência física para tempo curto; outros dobram as fieiras dos dias e varam um século. Hoje, compreendo. A idade por si não vale, porque deste lado vale apenas aquilo de bom que colocamos no rio do tempo. Cada dia é momento de se entregar algo de melhor á embarcação das horas."
5 - "A gente por aí lutando com tanto empenho por alguns mangos na poupança, e aqui reconhecemos que se perdeu muito tempo nisso, quando poderíamos acumular outras espécies de benefícios."
Verdade inconsussa, esta que lembra Allan Kardec, no Capítulo XVI de O Evangelho segundo o Espiritismo, e que a maioria de nós outros, os reencarnados, nos recusamos a encarar frente a frente, alegando as conjunturas da sociedade mercantilista, não passando tudo isso de simples racionalização de nossa parte.
6 - "Um neto, "Véia" querida, é um tesouro."
Refere-se a Luiz Henrique Gregoris Rabelo, nascido a 28 de setembro de 1976.
7 -' Novamente a problemática das palavras. Seria bom, sem dúvida, que a expressão "cemitério" fosse substituída pelo sugestivo nome "Berçário Novo"
Tempo virá, com o desenvolvimento da Psicolingüística, que dá seus primeiros passos, em que a Semântica alcançará seu florescimento máximo.
8 - Izidio: Izídio Inácio da Silva, desencarnado a 26 de fevereiro de 1974, com 19 anos de idade, em desastre automobilístico, sobre quem falaremos nos próximos capítulos.
9 - Jurandir: Jurandir Nascimento, desencarnado em acidente a 23 de maio de 1970, com 20 anos de idade, filho de Gabriel e de D. Santinha Nascimento.
10 - Guimarães: Geraldo Guimarães Rosa, desencarnado a 25 de outubro de 1974, em conseqüência de acidente, com 23 anos de idade, filho de Geraldo e D. Guilhermina Rosa.
11 - Oscar: Oscar Masaki Tsuruda, desencarnado em acidente, a 11 de agosto de 1973, com 24 anos de idade, filho de Aiki e Tamiko Tsuruda.
12 - "Nosso querido amigo Nicolau, o "São Nicolau" de nossa casa": Trata-se de Nicolau Calixto Hezin, desencarnado a 26 de dezembro de 1975.
Fato admirável que demonstra de modo irretorquível a autencidade da mensagem, é que os quatro primeiros nomes citados são de amigos íntimos de Henrique, companheiros que cresceram junto dele, e que eram assim chamados, inclusive o de origem nipônica.
13 - As datas citadas - 28 de agosto e 8 de outubro coincidem com a realidade.
Mais um detalhe comprobatório. Aparentemente simples, mas muito importante.
14 - Eduardo, Márcia e Ângela; Mário Lúcio e Luiz Antônio: Cf. os itens 4,10 e 12 do capítulo anterior.
15 - Dona Lélia, Antenor de Amorim e Alvicto Nogueira:
Nossos conhecidos de capítulos anteriores e grandes amigos da família de Henrique.
16 - "O 'Menino da Porteira' fica sendo a canção de seu Henrique para você." O "Menino da Porteira", de Teddy Vieira e Luisinho, com efeito, segundo a genitora do comunicante, era a toada que Henrique e Eduardo tocavam no violão e cantavam acompanhados pelo carinho materno. Detalhe, a nosso ver, igualmente dos mais preciosos também.
17 - Pai Gastão e Vovô Manoel: Nossos conhecidos de capítulos anteriores, Gastão, Henrique Gregoris e Manoel Soares, sendo este último, o avô materno, seguidor da tarefa abençoada de Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento, Minas Gerais, e desencarnado a 19 de janeiro de 1937, como já tivemos ocasião de ver, páginas atrás.
Agradeçamos
ao Criador e ao Divino Mestre pela bênção da Mediunidade
Espírita-cristã, rogando de igual modo a bênção
da saúde e da alegria para o médium Xavier, pelo seu Meio Século
de Mediunidade com Jesus e Kardec, marcado em 8 de julho de 1977.