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DINHEIRO: UMA BÊNÇÃO |
Da mensagem recebida pelo médium Xavier, ao final da reunião da noite de 20 de agosto de 1976, explicitemos apenas alguns itens, deixando que o próprio leitor o faça quanto aos demais, já que esta quanto a primeira página de Izídio, se mostra referta de apontamentos que nos induzem a pensar.
1. Leilá, Júlia, Lau e Blanche: irmãs de Izídio.
2. Carlos, Flávio e Nilson: cunhados do comunicante.
3. Urquiza: amiga da família, que ajudou a criá·lo.
4. Nazira : prima de Izídio.
5. Geraldo: pai de Nilson, desencarnado em janeiro de 1976.
6. Nenzinha: apelido familiar de D. Maria Rodrigues, esposa de Geraldo e mãe de Nilson.
7. Dr. Vieira: abnegado médico que deu assistência a Izídio, nos seis dias que esteve em estado de coma, no Hospital Ortopédico, de Goiânia.
8. Maurício: filho do Dr. Vieira, que desencarnou em maio de 1976, com apenas sete anos de idade, vítima de queimadura. Cf. os capítulos 37 e 38.
9. Zé da Brahma: companheiro de Izídio, que desencarnou no mesmo acidente automobilístico, sobre quem nos estendemos no capítulo anterior.
"Mamãe, parece-me que a gente, quando se desvencilha do corpo físico, regressa à condição de criança. ( .... ) Visito em sua companhia a nossa família nova - a família que adquirimos por extensão. Escuto seus convites ao trabalho, e acompanho-a com aquela satisfação de menino feliz. ( .... ) O amor pelo campo não sofreu qualquer modificação. Fitar os céus e estudar na terra acolhedora, são ainda um prazer no meu coração. ( .... ) Muito grato quando você procura colocar minhas mãos nas suas, no serviço do bem." Em todos os lances, Izídio deixa claro que "fora da caridade não há salvação". Mais adiante, entra num ponto da maior importância: o papel do dinheiro e como nos conduzir quando possuímos glebas de terra neste mundo:
"Entendo que o dinheiro é uma bênção de Deus para se aplicar, mas a terra é uma bênção de Deus, em que conseguimos e devemos produzir para o bem de todos.
"Aqueles projetos para o Norte, com Araguaína em nossa mira, continuam comigo.
"Isso não quer dizer que me apeguei a patrimônios materiais, ou que não encontrei vida melhor, que a vida na fazenda. Não é isso.
"Penso em trabalho e proteção para aqueles que a bondade de Deus nos confiou ao zelo de cada dia." Lição das mais profundas para aqueles que por prova ou expiação se tornam latifundiários. Que distribuam tarefas para os trabalhadores braçais e estes sejam remunerados com dignidade, não havendo necessidade de transformarem suas grandes propriedades rurais em minifúndios. Lição profunda, repetimos, a do jovem fazendeiro desencarnado. De certa forma, vem completar a segunda mensagem de Henrique Emanuel Gregoris (veja-se o Capitulo 25), a propósito daqueles que perdem muito tempo acumulando "alguns mangos na poupança", quando "poderlamos acumular outras espécies de benefícios. "
Que todas essas lições nos calem fundo na inteligência e nos corações, sejamos apagados jornaleiros ou detentores de relativa fortuna material.