| PAZ E FORTALEZA ESPIRITUAL |
Dentro da tônica da mensagem anterior, de 1969, "Felicidade do Reencontro", recebida pelo médium Xavier, em 1970, o autor fornece-nos precioso material para análise e meditação.
Antenor volta a insistir junto à filha, Sra. Lélia de Amorim Noogueira, que "a morte é apenas mudança, não ausência".
Sobre o genro desencarnado, Alvicto Osoris Nogueira, confirma que sua transferência para o Além exigia "aquele quadro de improviso" - um desastre automobilístico -, constituindo-se, como acontece em toda provação a que sejamos levados, em bênção de Deus, conquanto a dor que soframos.
"Nosso Nogueira trazia, no plano da nova existência, aquela despedida assim, repentina, a ecoar-lhe dolorosamente na sensibilidade de Esposa e Mãe."
No caso, D. Lélia, com maior teor de compromissos cármicos, depois de Alvicto, enfrentou dificuldades e empeços de toda ordem, desde o instante em que conseguiu emergir do desastre, com diversas fraturas, não ficando paralítica, segundo depoimento dela própria, graças à assistência espiritual que lhe não faltou em hora nenhuma, depois que iniciou, com espírito de paciência e aceitação, o seu processo de resgate.
Curioso notar que o sofrimento moral é o mesmo, tanto de quem fica, quanto de quem parte.
Daí a necessidade do maior esforço no sentido da conformação, por parte de quem permanece no Plano Físico, no sentido de garantir a paz dos entes amados, ao mesmo tempo em que o desencarnado, já agora, na verdadeira vida, em paz consigo mesmo pelo ajuste de velha conta ante a Lei de Causa e Efeito, poderá ingressar em outro caminho com vistas a auxiliar, mais tarde, aos que permanecem, temporariamente, na retaguarda.
Todos os elementos da equipe familiar compartilham da experiência.
Por isso mesmo, Antenor de Amorim, em poucas palavras, alerta-nos para este ponto importante:
"Às vezes, na existência terrestre, chegam até nós criaturas do nosso próprio passado, à feição de credores, junto de quem devemos exercitar a compreensão e o devotamento, a harmonia e a bênção toodos os dias".
E como nos conduzir, em semelhante conjuntura? O próprio Espírito nos responde:
"As pessoas se modificam para melhor, quando nos observam realizando esforço idêntico. Desse modo, você, na condição de mãe, abençoe e ajude sempre, construindo a paz em auxílio de todos." A propósito, vale a pena citar ligeiro passo de um livro organizado por Walter G. Joffe (Trecho de Enid Balint, O que é a Psicanálise):
"Uma das coisas mais extraordinárias e talvez animadoras que a psicanálise descobriu foi que as pessoas nunca desistem de tentar acertar as coisas para si e para aqueles que amam. Mesmo quando possam parecer estar fazendo justamente o contrário, amiúde descobrirmos que o que parece ser a conduta mais desesperada e inútil pode ser compreendida como uma tentativa de recuperar algo de bom do passado ou de corrigir algo de insatisfatório. Repetidas vezes elas retornam às suas falhas, numa tentativa de remediá-las, ainda que não possam evitar repetir novamente a mesma falha."
Importante e confortadora a recomendação de Antenor para que a filha conduza D. Nayá, quando for possível, para uns dias "nas águas de Caldas Novas. Ela precisa de um repouso que se faça igualmente medicação."
Por que importante e confortadora a recomendação?
Tão somente porque Antenor confirma a orientação dos Espíritos Superiores, no sentido de que aproveitemos o máximo cada um de nossos períodos reencarnatórios, fazendo o melhor ao nosso alcance, trabalhando até o limite das forças (questão 683 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec), e compreendendo que "o repouso serve para reparar as forças do corpo e ele é também necessário a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, para se elevar acima da matéria."
Depois de várias considerações, sumamente valiosas, Antenor de Amorim ainda nos oferece mais esta:
"Na essência, é Jesus que buscamos sempre e isso, minha filha, é o que importa."