| PROFESSORES DE CARIDADE |
Marina Cupertino Poli, filha do Sr. Mário Cupertino e de Dona Dulce Lage Poli Cupertino, residentes em Goiânia, nasceu a 8 de outubro de 1951 e desencarnou a 19 de abril de 1969, em consequência de glomerulonefrite, que se agravou desde os quatorze anos de idade.
Foi sempre uma garota de grande círculo de amizades.
Quando criança, além das doenças cíclicas da infância, sofreu bronquite e eczema, dos quais se curou, posteriormente.
Segundo os familiares, ela nunca se revoltou ante o assédio da enfermidade, perguntando, apenas, porque só ela dentre as primas, estava sempre com problemas de saúde.
Embora muito jovem, dizia à sua genitora para não se apoquentar com ela, pois que morreria ainda nova, esclarecendo não sentir medo algum da morte.
Estudava no Colégio Estadual de Goiânia, onde cursava o segundo ano Clássico, fazendo, ainda, o curso de Francês, na Aliança Francesa.
Era grande desportista, nadando e jogando voleibol.
Como desencarnara em abril e em maio seria o Dia das Mães, deixou uma carta de despedida, para esse dia, endereçada à mãe de determinada amiga, a quem queria muito bem.
Luiz Roberto: primo de Marina, desencarnado em Goiânia, a 2 de maio de 1975, em acidente automobilístico. Seus pais assistiram à recepção da mensagem, no Grupo Espírita da Prece, ao final da reunião da noite de 23 de abril de 1976.
Tia Ceci: Tia avó da jovem comunicante, desencarnada em Goiânia, três anos depois de Marina.
Tio Holger: desencarnado em São José dos Campos, Estado de São Paulo, em 30 de agosto de 1949.
Augustinha: trata-se de D. Augusta Soares Gregoris, médium psicógrafa e vidente, que recebeu a primeira mensagem de Marina, oito meses após a sua desencarnação. Normalmente, continua dando noticias dela, nos trabalhos da Irradiação Espírita Cristã, em Goiânia.
Henrique: filho de D. Augustinha , a respeito de quem nos alongamos nos capítulos 24, 26 e 28, desencarnado em acidente.
Vovó Maria Poli: irmã de seu avô, desencarnada há anos, em Limeira, Estado de São Paulo.
Juliana: filha de uma antiga colega de Henrique, na INCA de Brasília. Desencarnou quarenta dias depois deste último, também vítima de acidente automobilístico. Fato curioso é que até mesmo a genitora de Henrique, D. Augustinha, médium a quem a obra Somos Seis (Francisco Cândido Xavier, Caio Ramacciotti e Espíritos Diversos) faz referência, a propósito de um sonho, desconhecia a sua morte, na ocasião da mensagem.
Sobre a página que foi publicada no jornal Cinco de Março, de Goiânia (Cinco de Março, Goiânia, 10 a 16 de maio de 1976, Ano 17, nº. 798. p. 5.), sob o título "Chico Xavier psicografa mensagem de conhecida jovem da sociedade goianiense - Marina fala sobre o Outro Lado da Vida", sejamos breve em nossos apontamentos.
1. "Devo muito ao irmão Colombino e a outros professores de caridade, que vão me auxiliando a esquecer, naquele bendito esquecimento de nós mesmos, para reconhecer que existem provações muito maiores do que as nossas." A denominação de professores de caridade dada aos Benfeitores da Vida Maior é bastante sugestiva e, com efeito, somente eles conseguem nos auxiliar de modo efetivo, "no bendito esquecimento de nós mesmos", já que eles são os verdadeiros administradores do bem.
2. "Por isso mesmo, quanto mais repouso indébito no mundo físico, mais movimentação neste outro lado da vida para as devidas compensações no relógio do tempo."
3. "Ouvimos muito sobre caridade, aí na Terra, e pensamos nela como sendo passaporte para a santificação imediata, quando se resume nela um conjunto enorme de deveres nossos perante a vida, dos quais não se pode fugir sem grandes prejuizos para nós mesmos." Sobre a caridade, além dos Capítulos XIII e XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, recomendamos a leitura do Capítulo XXXV, expressiva página de José Silvério Horta, mais conhecido por Monsenhor Horta, da obra Instruções Psicofônicas (Francisco Cândido Xavier, Instruções Psicofônicas, Recebidas de vários Espíritos, no Grupo "Meimei").
4. "Não sei mesmo onde é que a ausência dói mais, se no caminho dos homens que se separam transitoriamente dos espíritos, ou se nos espíritos que já se desvencilharam das provas humanas." Seríssimo esse passo, que bem demonstra o continuísmo da vida após a morte, e o quanto deveremos reverenciar a Doutrina Espírita, estudando Allan Kardec, palavra a palavra.
5. "As nossas saudades são muito grandes, verdadeiros calvários de cada dia, porque sempre tememos pela insegurança da fé naqueles entes queridos que deixamos no lar do mundo." Daí, a necesssidade da prática do bem infatigável, confiantes na Divina Providência, a fim de pacificarmos, no Além e no Aquém, aqueles filhos de Deus a quem denominamos entes amados.
6. "Muitos amigos realmente se sentiriam felizes com a possibilidade de escrever, entretanto, é preciso treinar para vencer a nós mesmos de modo a que não nos expressemos trazendo amargura.
"Somos exercitados aqui a distribuir esperança e bom ânimo, e não seria justo esquecermos isso.
"A nossa palavra deve ser de reconforto e de fé." Eis, aqui, a explicação daquela passagem da segunda carta de Henrique, no Capítulo 25, quando afirma que não se sente com matrícula no colégio das mensagens. Muito importante este detalhe, especialmente para os pais que desejosos de receberem uma palavra de filhos desencarnados, são constrangidos a esperar, às vezes, por mais de um lustro para a obtenção de semelhante bênção.
Paciência e paciência, quando um ente querido procrastinar, por tempo indeterminado, a comunicação verbal esperada com os que ficaram nas estradas terrestres, é o que aconselharíamos à expectação nesse assunto.
Para finalizar, Marina clareia ainda mais o problema, como que se dirigindo a todos os pais da Terra, rogando-lhes paciência e serviço ao próximo como sendo preciosas moedas, através das quais poderão conseguir algo da Espiritualidade Maior, desde que isso se constitua em benefício para muitos, e não apenas para a família do comunicannte;
"Nossos benfeitores ensinam isso com razão e, por isso mesmo, unimo-nos a todos os entes queridos, antes de tudo pelo silêncio e pela oração, até que consigamos falar sem enfraquecer ou ferir a ninguém."