EUTANÁSIA |
1 - O QUE É A EUTANÁSIA?
RESP.: Eutanásia é o ato pelo qual subtrai-se a vida de alguém com o pretexto de evitar-lhe sofrimentos, bem como aos seus familiares.
2 - POR QUE O HOMEM NÃO TEM O DIREITO DE DISPOR DA PRÓPRIA VIDA?
RESP.: Porque só Deus tem esse Direito. O que Deus dá o homem não pode tomar.
3 - QUAL A RESPOSTA DE SÃO LUÍS, DADA NO CAP. V, ÍTEM 28 DO E.S.E. REFERENTE A EUTANÁSIA?
RESP.: Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir um homem até a beira da sepultura para em seguida retirá-lo com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que soou a sua hora final.
4 - A EUTANÁSIA É UM BEM, NOS CASOS DE MOLÉSTIA INCURÁVEL?
RESP.: O homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja. A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal. Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito.
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- A mídia vem abrindo grande espaço para o debate sobre a eutanásia.
Nota-se que hoje é encarada com alguma simpatia por muita gente. Como
explicar essa mudança?
RESP.: E' lamentável. Embora condenada por todas as religiões,
a chamada morte branda ganha espaço justamente porque as pessoas não
estão levando a sério os princípios religiosos. Pensa-se
muito em termos de imediatismo, sem cogitações quanto às
implicações espirituais. Mesmo países que a consideram
crime, não exercitam uma fiscalização rigorosa, no sentido
de evitá-la. Uma dose mais forte de anestésico e o paciente morre
por falência múltipla dos órgãos, um eufemismo para
esse assassinato cometido em nome da piedade.
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- Quais as consequências para o Espírito?
RESP.: Enfrentando uma morte que não tem nada de branda, porque é
um ato de violência, o Espírito situa-se, geralmente, em estado
de torpor no plano espiritual, com maior dificuldade de adaptação.
Por outro lado, estará interrompendo o cumprimento de seu carma, já
que não é por acaso que enfrenta uma agonia prolongada.
7 - Há dois termos que entram no debate sobre a
eutanásia. O primeiro é a distanásia. Poderia falar algo
a respeito?
RESP.: Trata-se da morte lenta, com grande sofrimento. E' usado hoje para caracterizar
a utilização de aparelhos que suprem deficiências orgânicas
e mantêm o paciente vivo. Discute-se se não seria lícito
desligá-los quando se trata de um paciente terminal, alguém com
câncer disseminado por exemplo, sem nenhuma possibilidade de recuperação,
em sofrida agonia.
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- Sustentar o corpo artificialmente, com aparelhos, não seria uma maneira
de ajudar o paciente a cumprir o seu carma?
RESP.: Talvez estivéssemos apenas retardando a libertação
de um prisioneiro que cumpriu sua pena. Algo semelhante ao que faz a família,
quando se posta ao redor do leito do moribundo, orando, vibrando, torcendo para
ele não morrer, formando uma teia de retenção que não
evita a morte; apenas prolonga a agonia.
9 - E quanto à ortotanásia?
RESP.: O termo define a morte sem sofrimento. Obviamente, se Deus inspirou a
descoberta de medicamentos para aliviar a dor, eles devem ser usados no paciente
terminal, em favor de uma morte mais suave, sem tormentos para ele e para os
familiares.
10 - E como fica o carma, o pagamento das dívidas?
RESP.: Dizem os mentores espirituais que todos os sofrimentos decretados pela
justiça divina são amenizados pela divina misericórdia,
quando nos apresentamos para o resgate. Isso explica a presença dos analgésicos.
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- Os efeitos colaterais de drogas potentes contra a dor podem apressar a morte.
Não teríamos aqui uma eutanásia?
RESP.: Sim. Por isso é preciso usar criteriosamente esses medicamentos,
evitando excessos passíveis de provocar a falência dos órgãos.
12 - Essas questões são extremamente complicadas.
Não seria razoável deixar nas mãos dos médicos?
RESP.: Não é aconselhável. E se eles forem favoráveis
à eutanásia? Evitando generalizações, já
que cada caso tem suas particularidades, compete à família dialogar
com os médicos, enfatizando que não se use excesso de medicação,
capaz de provocar a morte do paciente ou de recursos tecnológicos que
apenas prolonguem sua agonia. E, obviamente, entregar nas mãos de Deus,
cultivando confiança e resignação, formando um ambiente
que favoreça a assistência dos mentores espirituais, a definirem
quando e como se dará o desenlace.