A VIDA NO MUNDO DOS ESPÍRITOS |
Em
muitos mundos nascemos |
Unem-se
os desencarnados |
Nesta
transitoriedade, |
Como
nos juntamos nós. |
Neles
nos demoraremos |
Em
grupos organizados, |
Buscando
a maioridade. |
Pra
viver contra e prós. |
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Dependendo
do que gostam |
O
Espírito adiantado |
Assim
serão suas conversas. |
Só
fala de coisa séria |
Em
muitas coisas apostam, |
Mas
o inferior, coitado, |
Cada
um nas mais diversas. |
Se
perde em qualquer matéria. |
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Quando
a gente vai voltar |
Quem
foi um rico avarento, |
E
decide o que vai ser, |
Melhor
que renasça pobre, |
Todos
vêm nos ajudar |
Porque
com o sofrimento |
A
escolher como fazer. |
Irá
regressar mais nobre. |
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Se
pobre do que não ama, |
Quem
valoriza a vida, |
Volta
pobre, em meio ao povo, |
Seja
pobre ou seja rico, |
Porque
aquele que reclama |
Ganha
degraus na subida |
Repete
tudo de novo. |
E
chega depressa ao pico. |
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Quando
chegam os feriados |
Pobre
daquele imortal |
Que
homenageiam os mortos, |
Que
ficasse enclausurado |
Dias
chamados Finados, |
Como
se fora um mortal |
Só
se chora pelos corpos. |
Dentro
da cova enterrado. |
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Nós
vamos ao cemitério |
Amor
que nasce da alma, |
Levar
vela, levar flor, |
Que
brota no coração, |
Mas
declaro, sem mistério, |
Que
lhe infunde grande calma |
Ele
precisa é de amor. |
E
alumia a escuridão. |
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Octávio
c. Serrano |
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