DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA |
Algo
que chama a atenção |
Nas
noites que são dormidas |
E
explicar nosso sonho, |
Vemos
pessoas estranhas, |
Porque
causa agitação |
Histórias
mal compreendidas, |
Ou
pesadelo medonho. |
Nos
vemos cheios de manhas. |
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Temos
medos e fobias |
São
as viagens noturnas |
Situações
bem complicadas |
Explicam
os Veneráveis, |
E
nos vemos com manias |
Pelas
estradas soturnas |
Que
são por nós censuradas. |
Ou
caminhos agradáveis. |
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Revemos
amigos velhos, |
À
noite o Espírito sai |
Que
hoje são desconhecidos, |
E
explora o pensamento, |
Parece
vermos espelhos |
Porque
liberto ele vai |
Com
jovens envelhecidos. |
Viajar
na asa do vento. |
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Visita
quem está vivo, |
Há
vezes que um acidente |
Encontra
quem está "morto" |
Deixa
o nosso corpo em coma |
E
segue o passeio, altivo, |
Saímos,
vamos em frente |
Despreocupado,
absorto. |
Escapamos
da redoma. |
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Dali
vamos ao espaço |
E
ali, no hospital, |
Vemos
amigo e parente, |
O
doutor e sua escolta, |
Deitamos
em seu regaço, |
Se
empenha, é natural |
Revemos
a nossa gente. |
Para
trazer-nos de volta. |
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E
quando vem a melhora, |
Tem
gente que anda dormindo, |
Chega
a hora de voltar, |
Outras
que dormem andando, |
A
vida, sabe-se agora, |
Não
vi nenhuma caindo, |
Jamais
irá terminar. |
Tdoas
firmes caminhando. |
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Isso
é sonambulismo, |
O
olho físico dorme |
Uma
visão diferente, |
Mas
o do Espírito vê |
Nos
explica o Espiritismo |
E
ele caminha conforme |
Porque
não cai essa gente. |
A
alma dispõe e crê. |
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Porque
o que vê nesta hora |
Por
isso é coisa comum, |
Não
é o olho natural, |
Enquanto
o corpo repousa, |
É
o da alma que, de fora, |
A
alma de qualquer um |
Vê
muito mais que o normal. |
Voar
como a mariposa. |
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Octávio
C. Serrano |
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