DA LEI DA IGUALDADE |
E
se houver igualdade |
Iguais
possibilidades |
O
que é muito natural, |
De
crescer e ser feliz, |
Haverá
oportunidade |
Espalhar
grandes verdades, |
A
todos, de forma igual. |
Fazer
o que sempre quis. |
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Desigualdade
existem |
Não
se interessam no estudo |
Conforme
as aptidões |
Nem
se esforçam no serviço, |
E
os imperfeitos persistem |
Mas
se desculpam, contudo, |
Em
fazer mal suas ações. |
Dizendo-se
ser noviços. |
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Mas
nas horas de lazer, |
O
mesmo se dá também |
Quando
entra a viciação, |
Nos
assuntos de dinheiro. |
Sabem
bemo que fazer |
Uns
têm mais outros não têm |
E
não lhes falta a instrução. |
Neste
teste passageiro. |
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Quem
sabe o rico de agora |
Mas
é preciso que a posse |
Foi
o pobre dedicado |
Seja
assim distribuída, |
E
o pobre desta hora |
Porque
se assim não fosse |
Foi
o rico descuidado. |
Ficaria
mal dividida. |
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É
mister que haja patrão, |
Um
faz um trabalho leve, |
Como
também empregado, |
O
forte faz o pesado. |
Com
correta orientação |
Por
isso ninguém se atreve |
Tudo
é bem executado. |
A
mudar o combinado. |
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Um
tem organismo frágil, |
Ninguém,
então, sinta inveja |
Outro
já é meio atleta. |
Do
melhor aquinhoado, |
O
fraco pode ser ágil |
Porque
sem que ninguém veja |
E
o forte meio pateta. |
Pode
ser um perturbado. |
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São
provas duras, terríveis, |
É
difícil ter riqueza |
A
beleza e a inteligência, |
E
manter a humildade |
Como
ter posses incríveis, |
Melhor
talvez a pobreza, |
Que
confundem a consciência. |
Junto
com a honestidade. |
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O
homem e a mulher |
O
Espírito que nasce |
Tem
iguais os seus direitos |
Chega
num ou noutro sexo. |
E
discorde quem quiser |
Se
fizer tudo com classe |
Porque
todos têm defeitos. |
Nos
dois há de ter sucesso. |
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Porém
a grande igualdade |
Ninguém
fica para semente |
Está
no dia da morte. |
Essa
é a justiça do além, |
É
a hora da verdade |
Só
morre serenamente |
Cada
um leva sua sorte. |
Quem
nunca lesou ninguém. |
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Dói
muito mais que a consciência |
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Do
homem que está no corpo, |
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O
grito da interferência |
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De
um carma dentro do morto. |
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Octávio
C. Serrano |
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