DA PERFEIÇÃO MORAL |
Há
vícios e há virtudes |
Quer
livrar-se das paixões |
Que
nos deixam em conflitos; |
E
depois ser um arcanjo, |
Por
enquanto as atitudes |
Encare
as situações |
Revelam-nos
muito aflitos. |
Com
atitudes de anjo. |
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Mas
pega-se o egoísta, |
O
homem que é de bem |
Avarento
e orgulhoso, |
É
fácil de a gente ver, |
Preso
aos seus pontos de vista |
Não
maldiz contra ninguém |
Muito
pouco generoso. |
Nunca
o vemos ofender. |
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É
um ser que se reforma, |
Sabe
que só quem se olha |
Cada
dia quer ser melhor, |
Por
dentro, na consciência, |
Segue
sempre cada norma |
Sai
chuva e não se molha |
Sem
se julgar o maior. |
Na
avaliação da decência. |
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Não
busca a felicidade |
É
exigente consigo, |
Só
no prato de comida, |
Combate
suas más tendências, |
Mas
sabe que a caridade |
Desculpa
o seu inimigo, |
É
o pão que alimenta a vida. |
Foge
da maledicência. |
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Só
essa felicidade, |
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A
que não é deste mundo, |
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Pode
trazer a verdade, |
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De
um prazer doce e profundo. |
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Octávio
C. Serrano
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