DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL |
Quando
vai chegando o dia |
Alguém
que vá recebê-lo |
Em
que irá nascer no povo, |
Com
amor e muito afeto, |
Começa
uma romaria |
Que
sinta prazer em tê-lo |
Para
arrumar pais de novo. |
Como
seu filho dileto. |
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Nos
dias que vão passando |
Por
isso, até mães solteiras |
E
o homem faz tudo torto |
Estão
entre as convocadas. |
Há
candidato lutando |
Por
conta de suas besteiras |
Contra
a pílula e o aborto. |
As
almas são reencarnadas! |
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Quem
não pode ter filhos |
Quem
sofre a esterilidade |
Ajude
aquelas que têm |
E
não pode procriar |
Combata
seus empecilhos, |
Não
pense que é crueldade, |
Ampare
os que de outras vêm. |
Mostre
amor ao adotar. |
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Quem
traz os males do corpo, |
Um
órgão com deficiência |
Atrofia
ou aleijão, |
É
um valioso auxiliar, |
Não
se sinta meio morto, |
Exercita
a paciência |
Agradeça
a encarnação. |
E
ajuda pra não errar. |
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Quem
se perdeu no alcoolismo |
Entenda
que a lei de Deus |
Vem
de fígado doente. |
É
sempre a nosso favor, |
Pulmão,
se for tabagismo, |
Pois
todos os filhos Seus |
Por
isso fique contente. |
São
alvos do mesmo amor. |
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A
infância que se tem |
Trazemos
muitas tendências |
No
homem é mais comprida |
De
um passado milenar |
Porque
aquele que aqui vem |
E
os pais, com suas providências |
Precisa
mudar de vida. |
Conseguem
nos reformar. |
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Eduque
logo seu filho, |
Não
se perca na preguiça |
Mas
seja com ele ameno, |
Deixando-o
ficar maior, |
Tente
pô-lo em novo trilho |
Porque
o caráter enguiça |
Já
desde muito pequeno. |
E
vai ser muito pior. |
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Com
uns nos sentimos bem, |
Às
vezes vemos alguém |
Outros
nos causam repulsa, |
Que
logo nos dá prazer, |
Porém
existe, também, |
Nos
sentimos muito bem |
Por
quem o coração pulsa. |
Sem
conseguir entender. |
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Mas
é comum outras horas |
Há
sempre quem gostaria |
Nos
sentirmos muito mal |
De
conhecer o passado |
Foram
sogras, foram noras, |
Mas
isso nos deixaria |
Em
um convívio anormal. |
Deveras
envergonhado. |
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Imageine
se soubesse |
E
se trouxesse informado |
Que
matou seus próprios pais, |
Que
sua filha foi sua amante, |
Como
crê que ora pudesse |
Deixou
seu lar arruinado, |
Amá-los
cada vez mais? |
Iriam
amá-la o bastante? |
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Que
o seu filho o traiu |
Esquecemos
o passado |
Com
sua esposa passada |
Mas
só no nosso presente, |
E
em sua casa surgiu |
Porque
ele está guardado |
Como
se não fosse nada? |
Nos
arquivos do inconsciente. |
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Octávio
C. Serrano |
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