DAS LEIS DA REPRODUÇÃO |
Em
planetas como neste |
É
preciso uma mulher |
De
prova e expiação, |
E
um homem que acasale, |
O
processo é sempre este |
Pra
nascer filho qualquer, |
Pra
fazer reprodução. |
De
outra maneira não vale. |
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Às
vezes há casamento, |
Aceite
a maternidade |
Às
vezes só há junção, |
Que
Deus lhe deu por missão, |
Mas
não é esse argumento |
Senão
a esterilidade |
Que
define a criação. |
Virá
em outra encarnação. |
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Homem
não pense em curtir |
Muitos
são celibatários |
Sem
responsabilidade. |
E
filhos não querem ter, |
A
impotência pode vir |
outros
casam nos cartórios |
Em
outra oportunidade. |
Para
a prole receber. |
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Mas
mesmo quem for solteiro |
Se
preferir outro auxílio, |
Pode
ajudar, ser querido. |
Há
o ancião solitário, |
Participoar,
dar-se inteiro, |
Que
o receberá qual filho |
Diante
de um órfão sofrido. |
E
este será o seu salário. |
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Ao
lhe fazer companhia, |
O
que só é condenável |
Aplaca-lhe
a escuridão, |
É
a tal da poligamia |
Converse
um pouco por dia, |
Porque
é inaceitável |
Suavize
sua solidão. |
E
o normal contraria. |
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Octávio C. Serrano |
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