DAS PENAS E GOZOS TERRENOS |
Não
tem sorte quem é fútil |
E
quando morre um parente, |
E
busca só no dinheiro |
Seja
o filho, seja o pai, |
Ser
feliz. Tem de ser útil, |
Não
pode ficar contente, |
Bom
amigo e companheiro. |
Mas
sabe para onde ele vai. |
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Conhece
as Leis de Deus |
Também
nós vamos um dia |
Que
se vive e não se morre |
Mudar
para outros lares |
E
ao ver ir embora os seus |
Felizes
e, todavia |
Não
se revolta num porre. |
Voltaremos
noutros lares. |
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Com
esta certeza plena |
Este
nunca é ingrato, |
Ninguém
será infeliz. |
nem
sente decepções |
Caminha,
mente serena, |
Porque
vive em seu recato |
Deste
pro outro país. |
Sem
ter bobas ilusões. |
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Agradece
pelo ensino |
Viu
muita gente simpática |
Que
dos Mestres recebeu, |
Amou
e foi muito amado |
Desde
quando era menino |
E
diante da antipática |
Ou
hoje que já cresceu. |
Mostrou-se
resignado. |
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Nunca
censurou ninguém |
Sente-se
envergonhado |
Por
quem não simpatizasse, |
Por
não ter sido correto |
Cuidou
de tratá-lo bem |
E
ter feito tudo errado, |
Com
um sorriso na face. |
Logo
depois de ser feto. |
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Teme
a erraticidade |
A
sua mágoa será |
E
o juiz que irá julgá-lo, |
Não
por fazer grande mal, |
Que
apesar da boa vontade |
Mas
se arrependerá |
Em
algo há de censurá-lo. |
Por
sua vida banal. |
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Tomara
porém que seja |
Daquele
que se defende |
Forte
enquanto encarnado |
No
suicídio condenável |
E
não como quem almeja |
Pensando
que nada o prende |
Fugir
do que foi marcado. |
A
esse corpo imprestável. |
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Mas
quando ele se dá conta |
Matou
o corpo somente, |
De
que nada se acabou, |
Mas
a alma está vivendo |
Percebe
que grande afronta |
Num
estado diferente |
A
si mesmo provocou. |
Agora,
inda mais, sofrendo. |
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E
o suicida em desespero |
Mas
não tem volta o caminho |
Tenta
anular o seu gesto, |
E
o coitado ali grudado |
Quando
dizia eu quero |
Percebe
muito bichinho |
Matar-me
porque não presto. |
Comendo
o corpo estragado. |
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Se
você já está informado |
Espere
a hora chegar, |
De
que a morte não existe, |
Aproveite
o aprendizado |
Não
pode viver frustrado |
E
assim, quando retornar, |
E
nem se sentir tão triste. |
Voará
como um anjo alado. |
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Octávio
C. Serrano |
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