TROVAS DA CODIFICAÇÃO |
A POÉTICA COMO DIDÁTICA
O escritor e confrade Octávio Caúmo Serrano, me confiou o prefácio de seu livro TROVAS DA CODIFICAÇÃO, cujos originais acabo de ler com muito encanto.
Não é todo mundo que tem a criatividade e a inspiração de fazer uma abordagem poética de O Livro dos Espíritos, sem cair na vulgaridade.
Octávio Caúmo soube, com muito talento criativo, compor uma moldura, em versos, em torno de toda temática da obra básica da Codificação.
Trata-se, portanto, de trabalho inédito na literatura espírita. Aliás, a poesia sempre esteve a serviço do Espiritismo, mas não no aspecto exegético, como o fez o Caúmo, já conhecido como cronista e articulista.
Lembrar que a literatura mediúnica psicografada pelo extraordinário Chico Xavier, inaugurou-se com PARNASO DE ALÉM TUMULO. O gênero poético, portanto, tem sido muito bem utilizado na propaganda da verdade espírita.
Agora vem Octávio Caúmo, trazendo-nos um livro originalíssimo, digno dos nossos melhores aplausos, em que ele introduz a didática poética como instrumento mais dócil, mais acessível, mais sugestivo ao estudo dos postulados contidos em O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Para tarefa dessa natureza, exige-se cultura, engenho e arte. E isso é justamente o que sobra no texto de Caúmo.
Os versos que ele compôs em cima da austera temática espírita, fundamentada no ciência, no filosofia e na religião, tornam o seu estudo mais ameno, mais agradável, mais descontraído.
E não lhe falta humor, como é fácil de observar nesta quadrinha:
Nos
muitos renascimentos
Temos parentes de sobra
Depois dos conhecimentos
Até amaremos a sogra
Ainda sobre a reencarnação, vejamos esta trova, à guisa de advertência:
Se
você está masculino
Não maltrate sua mulher
Porque virá feminino
Pra
pagar o que fizer.
Com este TROVAS DA CODIFICAÇAO, Caúmo presta mais um serviço à divulgação do Espiritismo, notadamente de O LIVRO DOS ESPIRITOS, esse extraordinário e significativo diálogo entre o visível e o invisível.
Carlos Romero