ALMA |
Toda pessoa no mundo, |
Embora desiludida, |
No caminho a que se entrega, |
Alma cansada e sincera, |
É tão rica do que dá |
Por muito te doa a vida, |
Quanto é pobre do que nega. |
Não desanimes!...Espera. |
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Lucano dos Reis |
Auta de Souza |
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O
espírito quando avança |
As
almas quando se amam |
No
bem que a vida requer |
Nem
a morte as intimida, |
Tem
a força do varão |
Regressam
a berço novo |
E
a compaixão da mulher. |
E
encontram-se noutra vida. |
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Silveirade
Carvalho |
Antonio
de Castro |
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Dos
quadros além da morte |
Toda
forma que há na vida |
Eis
o mais claro que vi: |
Por
onde a vida se vá |
Cada
qual entra na sorte |
Guarda
outra forma escondida |
Que
fez por dentro de si. |
Que
a morte revelará. |
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Regueira
Costa |
Regueira
Costa |
| . | |
Boneca
que sempre riste |
Idéias,
sonhos, anseios... |
De
alma gelada e insincera, |
Serve
sempre, alma sincera, |
Ah!
Boneca, como é triste |
Quem
espera, trabalhando, |
A
solidão que te espera! |
Alcança
tudo o que espera. |
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Vivita
Cartier |
Regueira
Costa |
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| ELEVAÇÃO Escuta,
alma querida, Se
a prova te retalha a alma sincera, O
Sol potente que nos ilumina
O
carvão na lareira acende a chama, Assim
também, alma querida e boa,
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ALMAS SOFREDORAS Meus
amigos, no serviço Ouvindo
os desencarnados Tantos
náufragos em treva, O
malfeitor que aparece Paranóicos
revoltados, Apaixonados
que clamam, Sovinas
desesperados, Suicidas
em desalento, As
mentes em vício e ódio, Tiranos
paralisados, Espíritos
que perseguem Obsessores
que bradam Meus
irmãos, não olvideis, Casimiro Cunha
|
Além
da noite |
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Além
da noite do sepulcro aberto, |
O
horizonte mais fúlgido cintila... |
Revelando
outra luz, doce e tranquila, |
Qual
sublime alvorada que vem perto ! |
. |
Extasiado,
o espírito liberto, |
Abandonando
o ergástulo de argila |
Corta
o céu pleno e claro em que se asila, |
Longe
das sombras do carreiro incerto. |
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Vós
que subis por ásperos caminhos, |
Sob
cruzes de lágrimas e espinhos |
Acalentai-as
para compreendê-las !... |
Atravessai
a dor ríspida e santa, |
Que
outra vida mais alta se levanta |
No
luminoso império das estrelas. |
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Cruz
e Souza |
REFLEXÕES
DE UMA ALMA |
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| No jardim de minha vida há flores entreabertas, | Se após o vento, sobrevém a tempestade... |
| e outras ainda em botão... | Sofro a dor, mas não sucumbo à revolta. |
| Sobre a relva macia ou entre as pedras, | Apesar da torrente que encobre o meu olhar, |
| vou construindo a minha evolução. | sei que Jesus continua à minha volta. |
| . | |
| Em alguns momentos o Sol é meu conforto, | Na Terra, há quem admire o meu perfume. |
| onde a alegria inunda o meu ser. | Há também quem se concentre em meus espinhos... |
| Em outros, há orvalhos sobre as pétalas... | Mas, como a natureza realmente não dá saltos, |
| A emoção transborda em meu viver. | purificar-me constitui o meu destino. |
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| Há tempos em que o vento bate forte, | Reveste-me um corpo, sei que sou Espírito |
| ameaçando tudo arrasar. | e que preciso no Bem perseverar... |
| Resisto o quanto posso nestas horas, | Cumprindo fielmente as Leis Divinas, |
| em que preciso a minha fé exercitar. | a Luz Maior, um dia, hei de alcançar ! |
Iara
Pereira da Silva |
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