AMOR |
Verdade incontrovertida: |
Ofensa, pedrada, espinho, |
O amor que merece fé |
Injúria, maldade ou lama... |
Só se conhece na vida |
Tudo vence no caminho |
Naquilo que amor não é. |
O coração de quem ama. |
. |
. |
Trajano de Almeida |
Auta de Souza |
. |
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Se há defeitos em que amas, |
Do amor livre tenho a saga |
Não te lamentes, nem grites, |
Na melhor saga do instinto |
Que amor à frente da sombra |
Onde o sexo se paga |
É sempre luz sem limites. |
Amor e clarão extinto. |
. |
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Auta de Souza |
Lobo da Costa |
. |
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Obsessão, a rigor, |
Ao desculpar a quem ama |
É o amor endividado |
O amor conhece porque, |
Fazendo do obsessor |
Porque amor em qualquer trama |
A vida do obsedado. |
Vê tudo e faz que não vê... |
. |
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Casimiro Cunha |
Benigna da Cunha |
.. |
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Sexo: afetos, cadilhos |
Em provas de paz e amor, |
Em dolorosas esperas... |
Nas lutas de toda parte, |
Lutam nos pais e nos filhos |
O teu examinador |
Muitas paixões de outras eras. |
É aquele que vem tentar-te. |
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Silvio Fontoura |
Noel de Carvalho |
.. |
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Amor puro que conheço |
Amor é o bem manifesto |
Ninguém fere ou desarruma, |
Para o bem que for preciso, |
Ampara e serve sem preço |
Às vezes, um simples gesto, |
Nem reclama cousa alguma. |
De outras vezes um sorriso. |
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Fidelis Alves |
Américo Falcão |
.. |
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Mão que se oculta e se entende |
Nosso amor puro se expressa |
Espazindo amor e paz, |
Ao repartimos o pão. |
Por sombra alguma se ofende |
Na manteiga é que começa |
Nem cobra as bênçãos que faz. |
O tempo da tentação. |
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Deraldo Neville |
Cornélio Pires |
.. |
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Amor que não serve ou sofre |
Amor na Terra em verdade |
Pelo bem, fazendo o bem |
Não é como eu concebia, |
Lembra tesouro escondido |
É uma renda de ansiedade |
Que não ajuda a ninguém. |
Bordada de fantasia. |
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Marcelo Gama |
José Nava |
.. |
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Das contas gerais do amor |
Ligação que vem do amor |
Nas lutas em que te pões, |
Ninguém consegue escondê-la, |
Caridade encerra a soma |
Tem a ternura da flor |
De todas as afeições. |
E a persistência da estrela. |
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Mario Linhares |
Targélia Barreto |
.. |
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Amor vence qualquer sombra |
Dos avisos do Universo |
Injúria, lodo, labéu, |
Outro mais lindo não há: |
Quem do ódio cria o amor |
De toda cinza do mundo |
Está por dentro do Céu. |
O Amor sobreviverá. |
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Casimiro Cunha |
Álvaro Martians |
.. |
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Feridas de amor dói muito |
Briga, barulho, discórdia, |
Na existência dos mortais, |
Juízo fora de si, |
Mas sem feridas de amor |
Cuidado, amigos da Terra, |
A vida dói muito mais. |
Que paixão é isso aí. |
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José de Castro |
Cornélio Pires |
.. |
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Luz de amor que se conserva |
Amor puro entre dois seres |
Lembra o Sol varrendo a bruma: |
Quanto mais alto se alcança |
Dá-se a todos sem reserva, |
Tem a beleza da rosa, |
Mas não pede cousa alguma. |
Nos dedos de uma criança. |
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Meimei |
Meimei |
. |
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Maior amor é o que encerra |
Amor, o amor quando é puro |
O amor que nos vem do Cristo |
É uma estrela em luz sem fim... |
Atende a todos, na Terra |
Brilha em lama, cinza e treva |
Amparando sem ser visto. |
E ama sempre mesmo assim. |
. |
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Juvenal Galeno |
Targélia Barreto |
. |
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Narcisismo é a sombra antiga |
Afeições que achei na Terra: |
Em que a afeição se destoa: |
Enredos, prisões, cadilhos... |
Muita gente ama a si mesma |
Só vi amor verdadeiro |
Na vida de outra pessoa. |
No amor dos pais pelos filhos. |
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Milton da Cruz |
Souza Lobo |
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Quando o amor é provação, |
Amor
no amor de que ama |
Não adianta cuidado; |
Vara
fel, pedra aflição |
Por mais se queime em paixão, |
Até
que se faz estrela |
É um anjo crucificado. |
Por
dentro do coração. |
. |
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Lívio Barreto |
Auta
de Souza |
. |
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Amar
expressa na estrada |
Viver
para o bem dos outros |
Doar-se
constentemente, |
Conquanto
nem sempre agrade, |
Entregar
tudo por nada... |
Não
é somente dever, |
Ser
amado é diferente. |
É
a lei da felicidade |
. |
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Pedro
Silva |
Silveira
de Carvalho |
. |
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O
amor disciplina tanto |
Vi
o amor...É um anjo excelso |
Que,
no fundo, aperfeiçoa |
Em
lágrimas jubilosas... |
A
conquista de nós mesmos |
O
peito guardando espinhos... |
Por
meio de outra pessoa. |
As
mãos espalhando rosas... |
. |
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Júlio
Maciel |
Targélia
Barreto |
. |
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Em
toda parte onde está |
De
toda lição que aprendo |
O
amor em si vem a ser |
No
estudo em que me aprofundo |
Como
a fonte que se dá |
O
amor é o maior prodígio |
Sem
pensar em receber. |
Que
se conhece no mundo |
. |
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Esdras
Faria |
Manuel
Sobrinho |
Amor
puro, amor perfeito |
Todo
amor é Deus na vida |
Em
paixões não se embaraça |
A
criá-la e engradecê-la, |
Lembra
o sol que aquece o leito |
Desde
a penúria do charco |
Passando
pela vidraça. |
À
luz divina da estrela. |
. |
|
Silvio
Fontoura |
Auta
de Souza |
. |
|
Mais
amor e menos voz |
Quem
ama sem pedir nada |
Com
isso a prece é mais alta, |
E
as próprias dores bendiz |
Deus
sabe mais do que nós |
Encontrou,
por fim, na estrada, |
Tudo
aquilo que nos falta. |
A
bênção de ser feliz. |
. |
|
Otoniel
Beleza |
Lucano
dos Reis |
. |
|
Missão
de amor sobre a Terra |
O
amor se revela a gente |
Expressa
duro combate, |
Nas
qualidades divinas |
É
a dor que se cristaliza |
Começando
exatamente |
Para
que a luz se retrate. |
Pelas
cousas pequeninas. |
. |
|
Lucano
dos Reis |
Deraldo
Nevilie |
. |
|
Amar
é sofrer sem queixa |
Morre
a carne, mas o amor |
Para
ver alguém feliz... |
Brota
de novo com a vida |
Observa:
o fruto é a soma |
Como
o lírio perfumado |
Das
lágrimas da raiz. |
Vem
da terra corrompida. |
. |
|
Marcelo
Gama |
Vivita
Cartier |
. |
|
O
amor é o astro dos astros |
Amar,
- viver para alguém, - |
E,
às vezes, belo e profundo, |
É
sacrifício incomum, |
Sabe
ser feliz de rastros |
Entretanto,
ser amado |
Na
pior lama do mundo. |
É
próprio de qualquer um. |
. |
|
Vital
Bizzaria |
Pedro
Silva |
. |
|
O
amor,- essência dos Céus, - |
Obsessão
de quem ama |
Tão
só no amor se resume, |
Ninguém
consegue entendê-la, |
Pode
surgir em mil formas |
Parece
vaso de lama |
Que
é sempre o mesmo perfume. |
Encarcerando
uma estrela. |
. |
|
Oscar
Batista |
Auta
de Souza |
. |
|
O
amor é a soma dos bens |
Se
a tua grande afeição |
Que
a todos pertencerão. |
Já
deu tudo quanto tem, |
Felicidade
onde esteja |
Não
sofras... A provação |
Resulta
da divisão. |
É
para teu próprio bem. |
. |
|
Sabino
Batista |
Ciro
Silva |
. |
|
Afeição
que vive às tontas |
O
amor é fonte divina |
Sem
equilíbrio de lado, |
Que
desliza clara e bela, |
Não
passa, afinal de contas, |
Mas
se está sem disciplina |
De
equívoco prolongado. |
O
charco arrasa com ela. |
. |
|
Belmiro
Braga |
José
Albano |
. |
|
Em
várias questões de afeto, |
Amor
livre - uma expressão |
Eis
a lição com que esbarro: |
Que
vive a se contrapor. |
Cultiva-se
amor dileto |
Amor
em si não é livre, |
E
adora-se um deus de barro. |
Se
é livre não é amor. |
. |
|
Vivita
Carlier |
Adelmar
Tavares |
. |
|
Ama
e serve, sofre e luta... |
Ciência
ao nível do amor - |
Sem
lâmina que a sublima |
Eis
o que a Lei determina. |
A
pedra larga e bruta |
Quando
falha o coração |
Nunca
seria obra prima. |
O
cérebro desatina. |
. |
|
Auta
de Souza |
Silvio
Fontoura |
. |
|
O
amor em si lembra o Sol |
Amor
do amor não se arreda... |
Que
dissipa treva e bruma |
Ama
sempre...Obsessão |
Trabalha,
serve e ilumina, |
É
o mel do amor quando azeda |
Sem
exigir coisa alguma. |
No
vaso do coração. |
. |
|
Rita
B.de Melo |
Targélia
Barreto |
. |
|
Conselho
dos Altos Céus |
Não
há júbilo, a rigor, |
Que
todos entenderão: |
Que
se possa comparar |
Sem
amor ninguém consegue |
Ao
do amor que encontra amor |
A
própria libertação. |
Depois
de muito esperar. |
. |
|
Carlos
Vitor |
Maciel
Monteiro |
| . | |
Amor
- da sombra em que existo, |
Depois
da morte é que a gente |
Parece
clarão de aurora, |
Tem
o amor que aperfeiçoa, |
Consolo
de Jesus-Cristo, |
Amando
quem nos esquece |
Mão
estendida a quem chora!... |
Nos
braços de outra pessoa. |
. |
|
Ulisses
Bezerra |
Jovino
Guedes |
| .. | |
Amor...
Uma frase apenas... |
Vai
o berço, vem a cova; |
Olhar
terno que se afasta... |
Sai
o prazer, surge a dor... |
Um
bilhetinho... uma flor... |
O
tempo tudo renova, |
Para
quem ama isso basta... |
Mas
amor é sempre amor... |
. |
|
Teotônio
Freire |
José
Bartolota |
| .. | |
Se
alguém te insulta, a ferir-te |
Amor,
puro, além da morte, |
O
anseio de amor e paz, |
Chama
que não esmorece: |
Não
lamentes, nem te irrites... |
Largado,
não abandona, |
Calando-te,
vencerás. |
Esquecido,
não esquece. |
. |
|
Casimiro
Cunha |
Targélia
Barreto |
| .. | |
Para
quem ama, decerto |
Amor
- canção que ressoa |
Engano
não é desdouro... |
No
silêncio com que esbarro - |
Poeira
na luz do Sol |
Recorda
em cada pessoa |
Pareche
chuva de ouro. |
O
céu num pote de barro. |
. |
|
Carlos
Câmara |
Ulisses
Bezerra |
| .. | |
Quando
o corpo desce à campa, |
Amor
que a morte emudece - |
Resíduo
largado à treva, |
Saudades
tristes em bando!... |
Muita
conversa de amor |
Quem
fica, às vezes esquece, |
É
palha que o vento leva. |
Quem
parte, fica lembrando!... |
. |
|
Lucídio
Freitas |
Francisco
Otaviano |
| .. | |
Descrever
o amor nos céus? |
Na
Terra, amores violentos |
Inútil
meu testemunho. |
São
leiras de desenganos: |
O
maior amor que eu tive |
Sorrisos
de alguns momentos, |
Jamais
passou de rascunho. |
Suplícios
de muitos anos. |
. |
|
Luis
Pistarini |
Eugenio
Savard |
| .. | |
Ligação
que de começo |
Ando
a chorar, sem arrimo, |
Nenhum
amor manifesta: |
Triste
ausência, rude e brava... |
Jóia
falsa de alto preço, |
Mas
a ausência que eu lastimo |
Largada
no fim de festa. |
É
a do amor com que eu te amava. |
. |
|
Roberto
Correia |
Lauro
Pinheiro |
| . | |
O
céu purifica o amor |
Amor
sincero, amor puro: |
Para
que brilhe, a contento, |
Castelo
que não desaba, |
No
cadinho da saudade |
Aflição
que chora rindo, |
A
fogo de sofrimento. |
Um
sonho que não se acaba... |
. |
|
Targelia
Barreto |
Carlos
Câmara |
| . | |
Amor,
quando é verdadeiro, |
Se
a afeição te envolve em chama, |
Quanto
mais dor mais ardente... |
Não
sigas rindo à matroca, |
Quanto
mais pedras na fonte, |
Porque
a hera também ama |
Tanto
mais pura a corrente. |
O
arbusto que ela sufoca. |
. |
|
Teotonio
Freire |
Anisio
de Abreu |
| . | |
Meu
amor por ti é tanto, |
Ai
do lume da afeição |
Tem
tanta fé, tanto brilho, |
Que
não fica na amizade!... |
Que
apenas para fitar-te |
Quanto
maior a paixão, |
Amanhã
serei teu filho. |
Menor
a felicidade. |
. |
|
Jovino
Guedes |
Souza
Lobo |
| . | |
Amor
- nos sonhos em bando, |
Doce
o termo que transponho! |
Às
vezes - note você -, |
Sempre
me deste, Senhor, |
É
o bem que se faz pensando |
O
peito cheio de sonho, |
No
amor que nunca nos vê. |
O
sonho cheio de amor. |
. |
|
Ulisses
Bezerra |
Colombina |
| . | |
Trazes,
mulher, no destino, |
Amores
desencarnados, |
Sejas
frágil, sejas forte, |
Quantos
deles esquecidos! |
O
lume do amor divino |
Notando
sem ser notados, |
Que
brilha na própria morte. |
Ouvindo
sem ser ouvidos!... |
. |
|
Julinda
Alvim |
Francisco
Otaviano |
| . | |
Palavra
de amor é brisa |
Amor,
centelha da vida, |
Reconfortane
e eficaz, |
Onde
tudo se inicia, |
Ampara
a quem precisa, |
Nasce,
cresce e se renova |
É
como um manto de paz. |
Como
o sol num novo dia. |
. |
|
Isabel
de S. e Paiva |
Marcelo
Gama |
| . | |
Pretendes
entrar na posse |
Queres
alívio, sossego, |
Da
Vida Superior !... |
No
coração sofredor... |
O
caminho mais seguro: |
A
providência primeira: |
Mais
serviço, mais amor. |
Mais
serviço, mais amor. |
. |
|
.. |
|
Desejas
libertação |
Desejas
felicidade, |
De
mágoa, pena, temor... |
Resposta
a sonhos em flor... |
O
recurso que não falha: |
A
receita da alegria: |
Mais
serviço, mais amor. |
Mais
serviço, mais amor. |
. |
|
.. |
|
Sonhas
a paz restaurada |
Solicitas
do destino, |
De
afetos a recompor !... |
Saúde,
amparo, vigor... |
A
base do entendimento: |
O
programa necessário: |
Mais
serviço, mais amor |
Mais
serviço, mais amor. |
. |
|
.. |
|
Rogas
roteiro adequado |
O
amor por si resume |
Para
encontrar o Senhor... |
A
luz que brilha sem norma, |
O
ensino claro da vida: |
É
sempre o mesmo perfume |
Mais
serviço, mais amor |
Em
frascos de qualquer forma. |
. |
|
Casimiro
Cunha |
Oscar
Batista |
| .. | |
SEMPRE
AMOR |
Torno,
ansioso, da morte à casa que deixara... |
Os
meus, o lar, o amor... eis tudo o que ambiciono. |
Entro.
Lá fora, o parque, a tristeza, o abandono... |
Mormaço,
plenilúnio, o vento, a noite clara... |
Debalde
grito, corro, observo, inspeciono... |
Subo.
Um morcego ronda pequena almenara... |
Nada.
Ninguém me espera. A vida desertara. |
Tudo
silêncio e pó de tapera sem dono... |
Sofro
desilusão que o mundo não descreve. |
Mas
alguém abre a porta e me chama, de leve... |
Fito
pobe mulher... Na face, o olhar sem brilho... |
Conheço-a
!... Minha mãe! ...Quanta saudade, quanta !... |
Vem
lembrar-me a rezar... Beijo-lhe as mãos de santa ! |
Ela
chora e repete: "Ah ! meu filho ! meu filho !... |
Jorge
Matos |
LEI
DE AMOR |
. |
-"Rua!...
Rua, infeliz que me ensombraste o nome!..."- |
Clama
o pai, a rugir para a filha que implora: |
-"Não
me expulses, meu pai!... Temo a noite, lá fora!..." |
E
ele mostra o punhal na fúria que o consome. |
. |
Voa
o tempo a rolar, sem que a vida o retome... |
Ele,
desencarnado, ansioso e triste agora, |
Traz
à filha exilada o coração que chora, |
Espírito
a sofrer, em sede, chaga e fome. |
. |
Ela
sente-lhe a dor, através da lembrança, |
E
dá-lhe um corpo novo, ante a luz que o descansa |
Nos
fios da oração, em celeste rastilho!... |
. |
E,
mais tarde, no lar que os apascenta e acalma, |
Ele
diz: "Minha mãe, doce mãe de minhalma!..." |
E
ela diz a cantar: -"Deus te abençoe, meu filho!..." |
. |
Narcisa
Amália |