COMPREENSÃO |
O
mundo aplaude e coroa |
És
tu mesmo que governas |
Quem
vence a batalha a esmo, |
Teus
sucessos e fracassos. |
Mas,
no Além, o vencedor |
Depende
das tuas pernas |
É
quem venceu a si mesmo. |
A
extensão dos próprios passos. |
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Antonio
Azevedo |
Aderbal
Melo |
| .. | |
Prudência
se não valesse |
Nada
de bom se mantém |
Na
vigilância que exorta, |
Onde
alguém se obrigue a tal. |
Nenhuma
casa teria |
Virtude
é fazer o bem |
Necessidade
da porta. |
Podendo
fazer o mal. |
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Lobo
da Costa |
Alcides
Brandão |
| .. | |
Por
esses trilhos terrenos |
Bela
a palavra de Armia, |
Quantos
louros imortais, |
Mas,
no instante do batente, |
Se
o rico bebesse menos, |
Clama
que a chuva está fria |
Se
o pobre comesse mais!... |
Ou
diz que o sol está quente. |
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|
Lulu
Parola |
Juca
Muniz |
| .. | |
Lembrando
no céu fulgente |
Dizem
que a Terra se esconde |
O
mundo que se maldiz, |
No
inferno da provação. |
O
santo que é santo sente |
No
entanto, a Terra responde |
Vergonha
de ser feliz. |
Abrindo-sem
em flor e pão. |
. |
|
Eufrásio
de Almeida |
Toninho
Bittencourt |
| .. | |
O
bom conselho comigo |
No
suor do próprio rosto, |
Tem
este velho embaraço: |
Bebe
o pranto da amargura. |
Sempre
aponto ao meu amigo |
Do
solo mais empedrado |
Tudo
aquilo que não faço. |
A
fonte verte mais pura. |
. |
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Emílio
de Menezes |
Gomes
Leite |
| .. | |
Reprovação
no caminho |
Um
homem que nada faz, |
Tem
desses lances extremos: |
Embora
cheio de planos, |
Condenamos
no vizinho |
É
um morto movimentado, |
Aquilo
que nós não temos. |
Inda
que viva mil anos. |
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|
Xavier
de Castro |
Teles
de Meireles |
| .. | |
Bom
conselho vale muito |
Fácil
ver sem grande estudo: |
Se
cumprido onde ressoe. |
Com
requinte disfarçado, |
O
pastor guia o rebanho, |
Muito
punhal em veludo, |
O
passo pertence ao boi. |
Muito
veneno em melado. |
. |
|
Lobo
da Costa |
Lopes
Filho |
| .. | |
Quem
busca o tempero brando |
Entre
os bons, dinheiro é sempre |
De
uma trova aprimorada, |
Amparo
que não se escoa; |
Ouça
a voz de um passarinho |
Mas,
entre os maus, é o recurso |
Cantando
de madrugada. |
Que
desmascara a pessoa. |
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Ismael
Martins |
Cristovão
Barreto |
| .. | |
"Que
fazes de ouvidos moucos?" |
Do
Além, onde a luz nos guia |
-Perguntei
à campa em trevas. |
Sem
que se saiba porquê, |
E
ela disse: "Como, aos poucos, |
Tudo
aquilo que se via |
O
que ajuntaste e não levas." |
É
a casca do que se vê. |
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Juvenal
Galeno |
Benedito
C.Irmão |
| . | |
Considera
os dissabores |
Sem
afeto imaginário, |
Quais
furacões de fumaça... |
O
amigo diz o que sente. |
Poeira
de muitas cores |
O
futuro adversário |
Que
sufoca, ensina e passa... |
Bajula
constantemente. |
. |
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Oscar
Batista |
Lopes
Filho |
| . | |
Há
quem abusa e se gaba, |
Enquanto
a luz não se oponha |
Mas
esquece (e é sempre assim) |
À
sombra da fantasia, |
Que
quando a festa se acaba |
Sempre
vigia quem sonha, |
A
conta é paga no fim. |
Sempre
sonha quem vigia. |
. |
|
Soares
Bulcão |
Antonio
Sales |
| . | |
Prazer
na carne! Façanha, |
Injustiças,
desacatos... |
Jogo
de achar e esconder!... |
Não
guardes pretextos vãos. |
No
mundo, quem perde ganha, |
Na
bacia de Pilatos |
Quem
ganhou vem a perder. |
Muita
gente lava as mãos. |
. |
|
Bernardo
de Passos |
Henrique
de Macedo |
| . | |
Cartazes,
anúncios, planos, |
|
O
maior deles - a cruz - |
|
Permanece
há dois mil anos |
|
Na
promoção de Jesus. |
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Àlvaro
Martins |
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| . | |