CRIANÇAS |
Deus
sitou no lar o berço doce e puro |
A
criancinha perdiada, |
E
colocou no berço a divina esperança |
Sozinha,
desamparada |
Em
que o homem, plasmando o coração da criança |
É
flor caída na estrada |
Edifica
na Terra o seu próprio futuro. |
Sob
desprezo e aflição... |
. |
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Amaral
Ornellas |
João
de Deus |
.. |
|
Não
olvides que a criança, |
Oh!
vós que atendeis na vida |
No
caminho, vida a fora, |
À
estrela da caridade, |
Vai
devolver-te, mais tarde, |
Recolhei-a
com bondade, |
O
que lhe deres agora. |
Ao
templo do coração |
. |
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Casimiro
Cunha |
João
de Deus |
.. |
|
Criança
- linda semente, |
Terra
- eis a escola da vida. |
Raio
de luz a sorrir. |
Existência!
- o curso breve. |
É
nesse pingo de gente |
Criança!
- o livro ao futuro |
Que
Deus te entrega o porvir. |
Adulto!
- a pena que escreve. |
. |
|
Belmiro
Braga |
Irene
S. Pinto |
.. |
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Pequeninos,
pequeninos, |
Nada
aflige ou fere tanto |
Aves
do céu, procurando |
Como
encontrar, no caminho, |
Um
ninho ditoso e brando. |
Menino
desamparado |
Em
que o pão se faça luz!... |
Vagando,
triste e sozinho. |
Neles
brilham dons divinos |
|
Que
devemos cultivar |
Moisés
Eulalio |
Para
a grandeza do lar |
|
E
exaltação de Jesus. |
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. |
|
Irene
S. Pinto |
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| .. | |
Toda
criança na Terra |
Se
quiserdes vida nova, |
É
sempre uma vida em flor |
Acendei
a própria luz, |
Que
se dirige ao futuro, |
Dand
oà criança o caminho |
Necessitando
de amor. |
Da
elevação com Jesus. |
. |
|
Casimiro
Cunha |
Casimiro
Cunha |
| .. | |
Sou
teu... Ampara-me e esquece... |
Não
olvides que a criança, |
Já
não busco o que se foi. |
No
caminho, vida afora, |
Basta
me digas em prece: |
Vai
devolver-te, mais tarde, |
-"Filhinho,
Deus te abençoe!..." |
O
que lhe deres agora. |
. |
|
José
Bartolota |
Casimiro
Cunha |
| . | |
Na
doce ternura em flor |
Ajuda
a criança pobre |
De
um pequenino a sorrir, |
Por
amor ao teu filhinho. |
A
vida te pede amor |
O
berço desamparado |
Na
construção do porvir. |
É
treva para o caminho. |
João
de Deus |
Casimiro
Cunha |
MENSAGEM
DA CRIANÇA AO HOMEM |
.. |
Construíste
palácios que assombram a Terra; |
entretanto,
se me largas ao relento, porque me |
faltem
recursos para pagar hospedagem, |
é
possível que a noite me enregele de frio. |
.. |
Multiplicaste
os celeiros de frutos e cereais, |
garantindo
os próprios tesouros; contudo, e |
me
negas lugar à mesa, porque eu não tenha |
dinheiro
a fim de pagar o pão, receio morrer |
de
fome. |
.. |
Levantaste
universidades maravilhosas, mas, |
se
me fechas a porta da educação, porque eu |
não
possua uma chave de ouro, temo abraçar |
o
crime sem perceber. |
.. |
Criaste
hospitais gigantescos; no entanto, se não |
me defendes contra as garras da enfermidade, |
porque
eu não te apresente uma ficha de crédito |
descerei
bem cedo ao torvelinho da morte. |
.. |
Proclamas
o bem por base da evolução; todavia |
se
não tens paciência para comigo, porque eu te |
aborreça,
provavelmente ainda hoje cairei na ar- |
madilha
do mal, como ave desprevenida no laço |
do
caçador. |
.. |
Em
nome de Deus que dizes amar, compadece-te de mim!... |
Ajuda-me
hoje para que eu te ajude amanhã. |
Não
te peço o máximo que alguém talvez te venha a |
solicitar
em meu benefício... |
Rogo
apenas o mínimo do que me podes dar para que eu |
possa
viver e aprender. |
.. |
MEIMEI |