LAR |
Anotação
clara e simples |
Os
namorados são sonhos |
Que
nos obriga a pensar: |
Entre
a verdade e a ilusão, |
Surge
o lar dentro mundo |
Se
chegam ao matrimônio |
Sem
que o mundo seja o lar. |
O
lar revela o que são. |
.. |
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Marcelo
Gama |
Xavier
de Castro |
. |
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Para
quem sofre no Além |
Família
e reencarnação, |
Sob
a culpa em choro inglório |
Deus
as fez buscando a paz, |
O
regresso ao lar terrestre |
Não
levam mágoas à frente |
É
a bênção do purgatório. |
Nem
deixam contas atrás. |
.. |
|
Oscar
Leal |
Roberto
de Alencar |
. |
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Cartório
faz união |
De
quaisquer provas na Terra |
E
começa o lar a dois, |
A
que mais amansa a gente: |
O
amor constrói amizade, |
Inimigo
reencarnado |
Casamento
vem depois. |
Sob
a forma de parente. |
.. |
|
Antonio
de Castro |
Lulu
Parola |
. |
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Quando
um sábio das Alturas |
Casamento
é um laço em luz |
Necessita
reencarnar |
Da
Vida Superior |
Ninguém
consegue impedir |
Mas
o lar desgovernado |
Nem
adianta evitar. |
É
a sepultura do amor. |
.. |
|
Casimiro
Cunha |
João
Paiva |
. |
|
Toda
civilização |
Não
adianta fugir |
Cresce
em tudo sábiae bela |
Do
débito que se atrasa |
Tão-somente,em
qualquer parte, |
Reencarnação
chega logo |
Porque
o lar sofreu por ela. |
Cobrando
dentro de casa. |
.. |
|
Silveira
de Carvalho |
Cornélio
Pires |
. |
|
Todo
lar que se levanta |
Lar
e Mãe - a dupla simples |
Como
for, seja onde for, |
Que
a força da vida encerra, |
É
sempre uma sementeira |
Guardam
consigo, ante Deus, |
Para
a colheita do amor. |
Toda
a grandeza da Terra. |
.. |
|
José
Nava |
Antonio
Bezerra |
| . | |
No
lar - palácio ridente |
|
Dos
mais belos que há no mundo -, |
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Se
o perdão mora na frente, |
|
A
paz reside no fundo. |
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.. |
|
Alberto
Ferreira |
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| . | |
L
A R (CADINHO) |
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| Não nos vamos iludir | Quantas vezes ouvimos: |
| que o lar é um mar de rosas, | "-Lar, doce lar !" |
| canto dos poetas, | Reclamar o fugitivo: |
| em versos e em prosas ! | "-Quem me dera para casa voltar !" |
| Emmanuel, chama o lar de "Cadinho" | ...caminhando no mesmo ideal |
| como se fosse um cantinho, | marido dedicado, esposa carinhosa, |
| um cantinho aconchegante, | filhos bonzinhos e educados |
| onde todos vivem vibrantes... | como ondas harmoniosas ! |
| Todos trocam beijos, abraços | Como o Sol que acende o pântano |
| num campo de benemerência, | sem perceber o insulto da lama, |
| neste clima fraternal | tudo é paz, beleza e calma, |
| não existe a violência ! | ninguém se ofende ou reclama ! |
| Ah ! se isso fosse verdade !... | Nossas arestas do passado |
| mas sabemos que Cadinho | fervendo na purgação, |
| é uma grande fornalha, | dia-a-dia são lapidadas |
| para ficarmos mansinhos ! | purificando-nos o coração. |
| Foi lá no Plano Maior | Aquele moço bonito, |
| cônscios da responsabilidade | carinhoso e alinhado |
| que convidamos os credores | hoje é um velho ranzinza |
| para acertos, com lealdade. | a exigir predicados ! |
| A jovem bela, formosa, | Ambos se digladiaram |
| que perdeu os seus encantos, | como feras numa jaula |
| já não é mais amorosa | sem perceberem que o lar |
| vive a reclamar nos cantos. | é uma intensa sala de aula. |
| Não aproveitam as lições | E lá, naquele bercinho, |
| nem estudam como irmãos, | enfeitado de fita e véu, |
| e perdem a oportunidade | trazendo tanta alegria, |
| da gloriosa redenção ! | um anjoveio do céu ! |
| Ah ! mas depois de moço ! | ...dizendo que fomos culpados |
| Sem apelo prorrogado | da sua deliquência |
| na cadeira como réus, | e o que lhe é de direito |
| ele nos coloca sentados ! | vem nos cobrar sem clemência. |
| Ah ! se soubéssemos o lar valorizar ! | Mas não lamentemos agora |
| Elegeríamos, no mundo | o peso da nossa indigência, |
| o amor, a concórdia, a paz | sempre é tempo de melhorarmos |
| e a família em primeiro lugar ! | na estrada da experiência. |
| Jesus quando veio ao mundo, | Da carpintaria de Nazaré |
| embora erguido a uma cruz, | à cruz de Jerusalém, |
| ensinou-nos que a melhor escola | com sabedoria e amor |
| é simplesmente um lar, cheio de luz ! | só passou praticando o bem. |
| Legou-nos o Evangelho, | Teu chamamento sublime, |
| falou-nos da responsabilidade, | nós, ingratos desprezamos. |
| pediu-nos para matarmos o homem velho | E em caminhos tortuosos |
| e renascermos com claridade. | sofrendo, chorando, erramos. |
| Ó Jesus ! Se soubesses... | Sabemos que vieste de longe |
| o nosso padecimento e dor, | E com tanta serenidade, |
| porque nunca preferimos | tinhas apenas uma preocupação: |
| nos entregar ao Teu amor ! | "De ajudar à Humanidade" ! |
| ... e resgatemos nossos males | |
| de tanta desigualdade, | |
| convertendo a terra amiga, | |
| em casa de luz e bondade ! | |
MEU
LAR |
Meu
lar é um ninho quente, belo e doce, |
Meu
generoso e abençoado asilo, |
Onde
meu coração vive tranquilo |
Na
sacrossanta paz que Deus me trouxe. |
Meu
refúgio sereno de esperança |
Nele
encontro essa luz terna e divina |
Do
amor que aperfeiçoa, ampara e ensina |
Minhalma
ingênua e frágil de criança. |
O
lar é a minha escola mais querida. |
Doce
escola em que nunca me confundo, |
Onde
aprendo a ser nobre para o mundo |
E
a ser alegre e forte para a vida. |
João
de Deus |
CONVERSA
EM CASA |
|
O
suor da paciência |
Conserva-te
nobre e simples |
Encontra
a luz por remate. |
Para
que o bem não se torça. |
Não
há provação difícil |
Muita
vez, a ingenuidade |
O
medo é que nos abate. |
É
grande sinal de força. |
Venceste?
Trabalha sempre |
No
que tange a confidência |
Sem
detenção no passado. |
Fala
a Deus em tua prece. |
O
herói que vive da fama |
Quem
melhor guarda um segredo |
É
um vivo-morto enfeitado. |
É
aquele que o desconhece. |
Cultiva
a reta intenção |
Onde
tens o coração |
Em
tua própria defesa... |
Reténs
o próprio tesouro.. |
Mesmo
vítima do engano, |
O
dinheiro que escraviza |
Sinceridade
é grandeza. |
É
dura algema de ouro. |
Compra,
guarda e ajunta livros |
Perdoa
e ajuda amparando |
Mas
estuda, dia a dia |
Como
as terras generosas, |
Mostrar
a biblioteca, |
Que
dão, em troco de estrume, |
Não
mostra sabedoria. |
Pão
e bênção, vida e rosas. |
Casimiro
Cunha |
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