MULHER |
Onde
a mulher se encastela |
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Simplesmente
no prazer, |
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Toda
a vida, em torno dela, |
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Começa
logo a descer. |
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Rita
B.de Melo |
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COLOMBINA |
Mascarada
mulher o rabecão trouxera. |
Morrera
em pleno baile a frágil Colombina |
E,
no egrégio salão de culto à Medicina, |
O
professor leciona, em voz veemente e austera: |
-"Rapazes,
contemplai ! É rameira e menina, |
Tombou
ébria no vício e com certeza era |
Devassa
meretriz, mistura de anjo e fera, |
Flor
de lama e prazer, Vênus e Messalina." |
Em
seguida, a cortar, rompe a seda sem custo, |
Desnuda-lhe,
solene, a alva pele do busto, |
Afasta,
indiferente, as flores de rendilha... |
No
entanto, ao descobrir a face triste e bela, |
O
mestre cambaleia e chora junto dela... |
Encontrara
na morta a sua própria filha. |
Júlia
Cortines |