REENCARNAÇÃO |
Reencarnação nos ensina |
Uma
lei que nunca erra: |
A afeição que aperfeiçoa, |
Reencarnação,
lei bendita... |
Pois vemos quem mais amamos |
Cada
ser retorna à Terra |
Nos braços de outra pessoa. |
Na
lição que necessita. |
.. |
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Lívio Barreto |
Jèsus
Gonçalves |
. |
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Reencarnação
mostra a face |
Parente
fazendo caso, |
Da
Lei, de forma concisa: |
Lar
terrestre, provação: |
Cada
pessoa renasce |
Conta
que chega em atraso |
Na
condição que precisa. |
Pedindo
liquidação. |
.. |
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Aderbal
Piragibe |
Aderbal
Piragibe |
. |
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A
paz com que sonho agora |
Reencarnação...Nova
trilha!... |
É
luta que não me atrai... |
Mulher
que desrespeitei |
Meu
inimigo de outrora |
Terei
amanhã por filha, |
Amanhã
será meu pai. |
Segundo
as regras da Lei. |
.. |
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Mauro
Luna |
Mauro
Luna |
| . | |
Reencontrei-te
reencarnada... |
Do
Além se vê, face a face, |
Imagina
o meu deserto!... |
O
que nunca se entendeu, |
Rever-te
perto e tão longe, |
Na
morte de quem renasce, |
Sentir-te
longe e tão perto... |
Na
vida de quem morreu. |
.. |
|
Lívio
Barreto |
Helvino
de Morais |
| .. | |
Desencarnei...
É verdade. |
Adoro
a Terra, entretanto, |
Mas
prodígios não me peças! |
Vale
mais no meu arquivo |
Já
tenha a infelicidade |
Ser
vivo depois de morto, |
De
ver o mundo às avessas. |
Que
ser morto sendo vivo. |
.. |
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Raul
Pederneiras |
Martins
Coelho |
| .. | |
Muitos
vivos vendo o morto |
Se
afirmas, triste e descrente, |
Sentem
pânico profundo, |
Que
a vida acaba no chão, |
E
há muito morto com medo |
Repara
a humilde semente |
Dos
vivos que estão no mundo. |
Em
plena ressurreição. |
.. |
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Carlos
Câmara |
Fidélis
Alves |
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Falece
o autor fescenino, |
Reencarnação!
Novos ninhos! |
A
febre de ouro carcome-o... |
Mas
o que dói onde vamos |
Mas
volta a novo destino |
É
ver nossos passarinhos |
Num
berço de manicômio. |
Abrigados
noutros ramos. |
.. |
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Américo
Falcão |
Alceu
Wamosy |
| .. | |
A
lei da reencarnação |
O
espírito reencarnado, |
É
crivo que discrimina: |
Quando
a mentiras se aferra, |
Trabalho
- a peneira grossa, |
Quanto
mais fraco mais goza, |
A
dor - a peneira fina. |
Quanto
mais goza mais erra. |
.. |
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Antonio
de Castro |
Antonio
Azevedo |
| .. | |
A
lei da reencarnação |
Na
fazenda grande e bela, |
Pede
cuidado no ensino; |
O
rico e duro senhor |
O
menino será velho, |
Renasceu,
volvendo a ela, |
O
velho será menino. |
Por
simples cultivador. |
.. |
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Irene
S. Pinto |
Américo
Falcão |
| . | |
Atormentei-me,
querida!... |
A
evolução é assim: |
Hoje
debalde te louvo... |
O
berço... O lar... A afeição... |
Agora,
para encontrar-te, |
O
sonho... O labor... O fim... |
O
jeito é nascer de novo. |
Depois
- a reencarnação. |
.. |
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José
Nava |
Godofredo
Viana |
| . | |
O
espírito reencarnado |
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Lembra
um tronco viridente |
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De
raiz presa ao passado, |
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Plantando
o futuro à frente. |
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.. |
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Bernardo
de Passos |
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A
OUTRA FACE DA VIDA |
Já
não sei mais cantar da vida a negra face, |
Cheia
de mágoa e dor, plena de ais e prantos |
Busquei
a oculta face ela me revelasse |
E
logrei desvendar todos os seus encantos. |
Porém,
para que assm, feliz eu alcançasse |
Ver-lhe
a face da luz, livre de negros mantos, |
E
à terra da ventura houvesse livre passe, |
Jurei,
fiel, jamais trair-lhe os fins mais santos. |
E
vi-lhe, enfim, a face eterna e deslumbrante, |
Que
sob o véu da dor e o sal do pranto existe, |
E,
tendo-a visto, não sei mais o que é ser triste. |
Chore
e descreia quem não viu tua face amada. |
Eu
que, porém, a vi, ó vida bela e abençoada, |
Deixa
tua glória exalte e esplendor eu cante ! |
Therezinha
Oliveira |
DUAS
VIDAS |
-Uma
esmola, senhor que me alivie os males ! |
E
o marajá responde humilhando o mendigo: |
-Um
pária é maldição na viagem que eu sigo ! |
Afasta-te,
infeliz ! Não me fites, nem fales ! |
Ao
sonido marcial de clarins e timbales, |
A
caravana parte, em busca de outro abrigo... |
E
o grande hindu, lembrando um rei vaidoso e antigo, |
fulge
no palanquim por montanhes e vales ! |
Mas
o príncipe morre... e o Tribunal Divino |
Impõe-lhe
vida nova... é um pária sem destino, |
Que
traz agora a dor qual fogo atado ao lenho |
E
no mesmo lugar que ele, mísero empesta, |
Implora
a um marajá que se retira em festa: |
-Uma
esmola, senhor, para as chagas que eu tenho !.. |
Valentim
Magalhães |