A
BÍBLIA E SEUS ABSURDOS |
OPINIÃO DO FILÓSOFO LEON DENIS SOBRE O DEUS DA BÍBLIA
Deus
é apresentado na Bíblia sob aspectos múltiplos e contraditórios.
Dizem-no o melhor dos pais e fazem-no desapiedado para com os filhos culpados.
Atribuem-lhe a onipotência, a infinita bondade, a soberana justiça,
e rebaixam-no até ao nível das paixões humanas,
mostrando-o terrível, parcial, implacável.
Fazem-no criador de tudo o que existe, dão-lhe a presciência, e,
depois, apresentam-no como arrependido da sua obra.
... Não se pode considerar a Bíblia como
A PALAVRA DE DEUS nem uma revelação sobrenatural.
LEMBRETE:O
CANAL PAGO "DISCOVERY CHANNEL", NO MÊS DE ABRIL/2005; FÊZ
UMA APRESENTAÇÃO DA "SEMANA EGÍPCIA", AONDE MOSTROU
PELOS AVANÇOS CIENTÍFICOS ATUAIS QUE MUITAS COISAS QUE NÃO
BATEM COM A "BÍBLIA", COMO POR EXEMPLO O FILHO
DE RAMSÉS, DIZ A BÍBLIA QUE FOI MORTO POR DEUS, (POR SER O PRIMOGÊNITO);
MAS NA REALIDADE, FOI UMA PANCADA MUITO
FORTE NA CABEÇA NA PARTE DETRÁS, ENTÃO: "NÃO
FOI MORTO POR DEUS", MAS, MORTO EM "NOME DE DEUS" - Edivaldo
A
crítica histórica fixou que a Bíblia não é
essencialmente diferente dos textos sagrados encontráveis em todas as
outras religiões.
Félicen Challaye
PREFÁCIO
Este trabalho
versa sobre os livros atribuídos a Moisés e o que se pensa ter
sido escrito por Josué. É o que os autores denominam de Hexateuco,
reconhecendo-se, pois, o Pentateuco e esse livro uma unidade (vide: Pentateuco
- Hexateuco, de S. Movinckel, Berlin, 1964).
Ao longo cia análise que fiz, de versículo a versículo,
houve momentos em que pensei em desistir, diante dos quadros terríveis
que se sucediam ante os meus olhos. Vi, estarrecido, entre outros absurdos,
três mil israelitas serem massacrados porque preferiram um "bezerro
de ouro", àquele "Deus" autoritário e impiedoso.
Os gritos de clemência dos apóstatas ecoaram, lugubremente, pelas
planícies, ao pé do Monte Sinai. "Deus", implacável,
iracundo, exigia vingança! O sangue jorrou sobre a Terra, como se não
fosse estancar jamais.
E tantas outras carnificinas "presenciei", horrorizado. Que "Deus"
é esse? Por que tanta ânsia sanguinária? Era sempre insatisfeito;
queria sangue, e mais sangue, que jorrava, abundante, dos pescoços de
crianças, de idosos degolados e de animais! Nada demovia "Deus"
de seus instintos assassinos.
Era implacável a sua ira, tanto quanto para com os seus "filhos",
quando o traíam, como para as populações vencidas nas guerras
que promovia. A sua ordem era, sempre, PASSAR A FIO DE ESPADA TUDO QUE VIVESSE
na cidade conquistada. Até os animais não escapavam. Afinal de
contas, eles também têm sangue!...
Entrego, com tristeza, esta obra ao público. É a primeira vez
que, ao concluir um trabalho, me sinto deprimido, acabrunhado. Perdoe-me, caro
leitor, por fazê-lo compartilhar do meu mais profundo desgosto em assistir,
absolutamente impotente, ao que os homens fizeram de Deus, transformando-O à
sua imagem e semelhança.
Esse
"Deus" algoz deveria ter ficado no passado histórico dos hebreus.
Ali, de qualquer sorte, ele age com desenvoltura, entre um povo extraordinariamente
belicoso, pleno de ambições, que não vacila em fazer prevalecer
os seus avassaladores objetivos.
Não se pense que sou uma blasfemo, que nutro ojeriza ao conteúdo
do Velho Testamento; em absoluto! É que não posso aceitar um "Deus"
que promove, como "Senhor dos Exércitos", crimes hediondos,
levando o "povo eleito" à prática de terríveis
atitudes perante o seu próximo. Nos estandartes das tropas israelitas
deveria ter inscrita, em letras indeléveis, vistosas, rubras: OLHO
POR OLHO, DENTE POR DENTE!
Esses estandartes, quando apareciam ao longe, os desafetos de Israel tremiam
nas bases. Sabiam que, se perdessem a batalha (e normalmente perdiam), seriam
humilhados, teriam suas mulheres estupradas e violentadas, crianças e
idosos trucidados.
A
cidade conquistada seria, por ordem de "Deus", transformada em cinzas...
Mas, caro leitor, fiquemos, por enquanto, por aqui. Caso pretenda, após
este sombrio preâmbulo, penetrar as páginas desta obra, recomendo
que as perlustre aos poucos, evitando o exacerbamento das emoções
e da angústia.
Tristemente,
Carlos Bernardo Loureiro