A SESSÃO

"A Ciência está obrigada, pela eterna lei da honra,
a enfrentar com destemor todo problema que se
lhe possa claramente apresentar." Kelvin

Já tendo o leitor travado conhecimento com o médium, passarei a descrever o que ocorria numa sessão. Quais Os papéis que desempenham aquele e os assistentes? O médium, no nosso caso, vive em pequena habitação muito confortável, próximo de uma das mais movimenntadas ruas da cidade, porém, a distância suficiente para se achar livre do ruído que produz ali o incessante tráfego. A porta de entrada abre para um corredor, a cujo lado esquerdo ficam o quarto de dormir e a cozinha. À direita é a sala onde se realizam as sessões. Habitualmente, de 10 a 15 pessoas lá se reúnem, sem que, entretanto, o médium intervenha para lhes designar lugares. Aliás, não cuida sequer de saber quem está presente, ou não. O Sr. Mc Cully que ocupa cargo de responsabilidade, num dos mais importantes estabelecimentos de Glasgow, durante longo tempo tomou a si o encargo de promover as sessões. Os assistentes variam de semana a semana e, em geral, a metade dos que comparecem é de pessoas que vão pela primeira vez, ou que, antes, só haviam ido acidentalmente. O círculo, no entanto, tinha um núcleo formado pelos que freqüentavam regularmente as reuniões, os quais contribuíam para os resultados, como sempre acontece, porque os que são assíduos concorrem para estabelecer as condições do ambiente.

Dentre essas condições, a harmonia é a mais essencial ao êxito da sessão e eu sempre achei que os melhores resultados se obtêm quando harmonizados se encontram os assistentes e exclusivamente bons sejam os sentimentos. Presentes pessoas antipáticas umas às outras, ou perturbadas e de certo modo excitadas, desfavoráveis se tornam as condições do ambiente. Por essa razão, desavisado é que um grupo de novatos faça reuniões com um médium altamente desenvolvido e espere bons resultados, da primeira vez. Semelhante coisa é impossível, pelo que sempre foi tido como de bom aviso que o maior número possível de freqüentadores habituais compareça, a fim de que boas se mantenham as condições, embora se permita que estranhos assistam às experiências, se beneficiem com elas ou recebam o conforto que proporcionam. Os que as freqüentam regularmente já transpuseram a fase da dúvida e do cepticismo, fase em que vêm à tona todas as idéias pessoais. Esses são os que já tiveram experiências suas, obtendo manifestações de amigos seus do Além. Aptos se acham, portanto, a conservar-se em atitude plácida, o que auxilia a frustrar qualquer adversa influência, oriunda de um ou de alguns dos adventícios.

Os que freqüentam sessões, regularmente, estão sempre a perceber vibrações em torno de si. Acostumam-se, mesmo fora dessas ocasiões, a pensar em termos de vibrações, a cujo respeito a descoberta do rádio, mais do que qualquer outra que o homem tenha realizado, concorreu para educar o público. Já estudamos o éter e toda a gente instruída sabe que as nossas estações radiofônicas não dão, em certos dias, resultados tão bons quanto noutros. Por melhores que sejam as estações transmissoras e as receptoras, umas e outras podem ser perturbadas pelo que se denomina "oscilações". Aquele que vai hostil ou irritado a uma sessão ocasiona exatamente o mesmo que faz um que, "oscilando" e incomodando-nos, perturba as nossas condições de sem-fio. O éter desempenha papel tão importante numa sessão, quanto com relação aos instrumentos irradiadores.

A muitos pode parecer estranho o dizer eu que o nosso espírito ou corpo etéreo, é uma reprodução exata do nosso corpo físico, influencia o éter que o envolve. Cada um de nós faz vibrar o éter de modo particular, porquanto o corpo de cada um emite vibrações de graus diferentes. As de um homem ou mulher, que entra para uma sala de sessão em atitudes de franca hostilidade, influem de tal forma sobre as condições ambientes, que o fenômeno se produz com menos facilidade. Sei haver quem, tendo investigado com esse ânimo, suponha e diga amiúde que nunca obteve resultado algum, donde deduz que nenhum resultado podem outros obter. Bom seria compreendessem esses tais, pelo menos, que uma mente crítica e sutilmente ativa não modifica condições e que ninguém espera nem pede que eles tragam a razão no bolso, quando entrem para uma sala de sessões. Pessoalmente, nunca procedi assim. Sou hoje tão crítico quanto sempre fui e, se qualquer coisa de natureza suspeita ocorresse na sala da sessão, creio que seria dos primeiros a apontá-la; mas, não obstante, em geral, obtenho provas excelentes de natureza supranormal.

Prefiro tratar o médium, como trato a qualquer outra pessoa com quem me encontre ... Porque um homem é médium, não se segue seja um maroto ou um desclassificado. Admito haja desclassificados e marotos entre os médiuns, como há em qualquer outra classe da sociedade. Tenho encontrado médiuns desonestos, como tenho encontrado gente desonesta nos meus serviços e na minha vida social. Deveremos confiar o nosso corpo a todo aquele que se diga capaz de curá-lo? Certo que não. Utilizamo-nos da nossa razão e da nossa ponderação e, se procedermos descriteriosamente, sofreremos as conseqüências de haver confiado o nosso organismo para ser tratado por quem diz poder fazer uma coisa para a qual não tem capacidade. Do mesmo modo, quando vos puserdes em relação com um médium, tratai-o como costumais tratar a todos com quem travais conhecimento. Se assistirdes a uma sessão em plena claridade, julgai, pelo que ele disser, se alguma coisa supranormal ali há, ou não. Verificai se é possível, ou não, que ele ou ela haja obtido normalmente a informação que deu e pesai-lhe os prós e os contras de modo judicioso. Semelhantemente, quando vos achardes em uma sessão de voz direta, na obscuridade, certificai-vos primeiro de que não é o médium quem fala e, além disso, ponderai as comunicações que receberdes e cuidai de verificar se oferecem a prova de terem vindo de uma personalidade distinta da do médium e de que essa personalidade é, realmente, quem a voz diz ser. Essa foi a norma que segui, de crítica cerrada, porém, nunca hostil, e, desse modo, me cerquei do que consideramos as melhores condições e que eram as em que se colocavam os freqüentadores assíduos das sessões de Sloan. Elas determinam vibrações que tornam possível aos do outro plano virem até nós, mesmo que esteja presente uma ou outra pessoa hostil. Se a "oscilação" dessa pessoa não for extremamente forte, as emanações dos demaís assistentes bastarão para nulificar as contrárias e para assegurar satisfatórios resultados.

Pessoas, contudo, há que, embora não hostis, nenhum resultado obtêm, sem que seja por culpa delas. Todos os dias encontramos criaturas que instintivamente nos desagradam, sem sabermos por que, criaturas que, no entanto, podem ser, justificadamente, simpáticas a outros, mas que, pelo que nos diz respeito, nos põem, por assim dizer, completamente desnorteados. Seremos mais exatos, se dissermos que perturbam as nossas vibrações. Não nos achamos harmônicos com essas pessoas e, assim, não nos sintonizamos. O mesmo se dá com os que nenhum resultado conseguem: emitem vibrações que tornam impossível aos do outro lado aproximar-se deles. As vibrações das duas personalidades, daqui e de lá, se chocam e impedem se estabeleçam as condições necessárias. Daí vem o serem bons assistentes de sessão uns, enquanto que outros são maus. Quem trabalha anda, na vida cotidiana, lado a lado com muita gente; alguns há, porém, que estão sempre a desnortear os outros, ou a serem desnorteados por aqueles com quem se encontram, residindo aí a razão por que uns se mostram aptos a pôr-se em contacto com vibrações mais sutis, ao passo que outros não. Provavelmente, com a grande maioria ocorre, mais ou menos, o que se dá comigo a tal respeito; de fato, a julgar pelas comunicações que ouvi os do outro mundo transmitirem aos que assistiam às sessões, com a maioria deve dar-se o que comigo se verifica; mas, não podemos deixar de reconhecer que há certos indivíduos constituídos de modo que não se ligam, tanto variam as suas vibrações, a outros aqui na Terra, de sorte que, ao irem a uma sessão repelem toda tentativa que façam os do outro mundo para se porem em contacto com eles. Não se suponha, queira eu dizer que as condições sejam exatamente as mesmas para todos, porque não o são. Há pessoas delicadas e agradabilíssimas, que não conseguem resultado algum; o que quero dizer é que, com a nossa experiência terrena, relativa a diversas pessoas, melhor se compreenderá como podem alguns ser bons assistentes de sessão e outros não. Os primeiros emitem vibrações que possibilitam as comunicações aos do outro mundo que tentam comunicar-se. As vibrações que os demais emitem tornam impossível que isso se dê. Eis por que consideramos eminentemente desejável se sentem juntos os que emitem vibrações que não se chocam entre si. A harmonia é o objetivo; tão necessária ela é, quanto um poderoso médium, razão por que procuramos sempre cultivá-la nas sessões de Sloan.

Nada concorre mais do que a música, para que as melhores condições se estabeleçam. As vibrações musicais, embora sejam levadas pela atmosfera e não pelo éter, exercem indireta influência sobre as vibrações que enviamos para o segundo; por isso é que iniciamos as nossas sessões cantando, acompanhados ao harmônio. Sloan prefere à música secular os hinos, o que, entretanto, não é imprescindível. Qualquer música produz o efeito desejado; mas, nas sessões de Sloan, só se cantam hinos e, se as condições se tornam tensas e as vozes enfraquecem durante a sessão, cantamos de novo. Isso, em geral, causa o efeito que se quer, notadamente o de melhorar os meios de comunicação entre os dois mundos.

Depois que todos se achavam reunidos e entabularam uma conversação preliminar, sentamo-nos em círculo e o médium conosco, alternados, tanto quanto possível, homens e mulheres, porque também muito concorre para que boas condições se estabeleçam o misturarem-se as vibrações mais grosseiras às mais delicadas dos dois sexos. No centro do círculo são colocados os dois megafones que já descrevemos. Estabelece-se animada conversação geral, porque o falar auxilia a formação do ambiente apropriado. Faz-se, quase sempre, uma oração inicial e em seguida entoa-se um hino; porém, antes que se acabe o primeiro, já o médium guarda silêncio e a sua cabeça se inclina gradualmente, tal qual se adormecera. Aquele que lhe está à direita segura-lhe a mão direita e o que se acha do outro lado, a esquerda. Apaga-se a luz e todos se dão as mãos, formando uma cadeia, e assim permanecem até ao fim. Continua o cântico; ao primeiro hino, segue-se outro e, quando acaba o terceiro, já Sloan está em transe profundo e nós o escutamos como que a resmungar. Proogressivamente, esse resmoneio se faz mais perceptível e ouvimos as palavras que se vão formando, indistintamennte a princípio, depois, pouco a pouco, mais claramente articuladas, de modo a serem mais bem escutadas.

Afinal, "'Whitefeather" (Pena Branca), o guia, anuncia com um brado a sua presença.

- "Boa-noite, amigos, Whitefeather aqui agora, o Espírito do médium fora do corpo e mim a dirigir; mim ouvir perfeitamente, mim pode fazer sua boca fala o que mim quer dizer. Boa-noite todos."

Essa, em regra, a sua saudação, a que respondemos: - "'Boa-noite Whitie", e lhe exprimimos o prazer que experimentaríamos, se o ouvíssemos falar de novo. Habitualmente, a primeira pergunta que lhe dirigimos é sobre se são boas ou más as condições. Ele é um pessimista de tom sombrio. Foi-me dito, certa vez, que o pessimista é uma criatura que sempre viveu com um otimista. Penso que os amigos de Whitie devem ter sido otimistas, porque invariavelmente, ele nos diz que as condições são más e que nada se produzirá. Sabemos, todavia, que não devemos tomar muito a sério essa insinuante personalidade e sempre lhe contrapomos uma opinião menos desfavorável, dizendo que estamos seguros de que tudo se passará muito bem.

Seu pessimismo, em geral, não se justifica; mas, ao que parece, nenhum proveito tira do desmentido que a experiência lhe oferece, pelo que devemos entender que a condição a que costuma referir-se é momentânea e que, quando ele volve, finda a sessão, com a maioria dos que o acompanham, para as regiões onde habita, a vida se lhe apresenta à visão sob cores menos carregadas.

Contudo, seu pessimismo nos diverte, tanto quanto nos podem divertir aqueles que na Terra estão sempre a ver as coisas pelo lado tétrico. Procuramos animá-lo e, então, lhe perguntamos o que fez depois da nossa última reunião e a conversa prossegue vivaz, respondendo ele, no seu extravagante inglês, às nossas observações. Isso dura cerca de dez minutos ou um quarto de hora e, enquanto fala o nosso amigo pessimista, seus companheiros do Além trabalham, preparando os meios próprios às comunicações por voz direta. Pacientemente esperamos que concluam o seu labor, não sendo, em geral, longa a nossa expectativa. Vai continuando a palestra, quando, de repente, uma voz forte, vinda de um ponto qualquer do teto, nos saúda, dizendo: - "Boa-noite", saudação a que respondemos.

A essa outra personalidade, perguntamos se podemos contar com bons resultados e recebemos a grata resposta de que as condições são boas e que há os do outro plano, desejosos de falar-nos, tudo farão para consegui-lo. Fala, então, outra voz, mandando descruzem as pernas os que as têm cruzadas, ou referindo-se a qualquer coisa de interesse para algum dos presentes.

- "Sr. Lang, eu o vi e a Sra. Lang falando ontem ao seu jardineiro."

- "É exato", replica o Sr. Lang.

- "Diziam-lhe que querem tire ele uma roseira de junto da casa e a coloque noutro lugar do jardim."

- "Muito bem, meu amigo, está certo; foi isso mesmo.

Terá visto ou ouvido qualquer outra coisa?"

E assim continua o diálogo entre a voz e o Sr. Lang, acabando este por dizer: - "Perfeitamente; conquanto eu não o tenha visto, o meu amigo deve ter estado lá, pois que tudo o que me diz, com efeito, se verificou."

A partir daí as coisas se tornam mais pessoais: uma voz falará diante de um dos assistentes, lembrando antiga amizade, dando-lhe o nome e a residência na Terra e referindo algum caso particular.

Lembro-me de uma ocorrência verdadeiramente impressionante. Uma voz falou a um homem que se sentara a meu lado, declinando o nome de uma mulher, a quem aquele respondeu. Ela então mencionou o nome de todos os filhos do assistente, assinalando o caráter de cada um, e deu conselhos especiais acerca de como deveria proceder com o mais velho, que era sobremodo turbulento. Disse-me depois o companheiro a quem a voz se dirigira que esta era da sua esposa recentemente falecida e que lhe falara exatamente como o teria feito se ainda vivesse na Terra, com conhecimento de todas as características da família, e concluiu assim: "Nem o médium, nem nenhum dos presentes sabem de coisa alguma com relação a mim ou à minha família."

Na mesma ocasião, outra voz de mulher falou ao Coronel Mc Donald, dizendo ser sua mãe e que com ele tomara parte na comunhão do dia anterior, em Portree in Skye. Declarou-me, depois, que nenhum dos presentes podia saber que, precisamente naquele dia, chegara ele de Portree, onde participara da comunhão.

Tudo isso era ouvido por todos os que formavam o círculo e assim prosseguia a sessão, vindo uma voz após outra colocar-se diante da pessoa a quem queria falar e falava, fornecendo provas de sua identidade a essa pessoa. Se as condições eram propícias, ouvíamos umas trinta ou quarenta vozes diversas, a falar aos assistentes; se, porém eram más as condições, somente duas ou três falavam e isso mesmo de maneira muito indistinta. Entretanto, as trombetas, invariavelmente, se moviam sem cessar, em torno da sala, quando através delas ninguém falava.

Eu, previamente, as untava de matéria fosforescente de sorte que todos as viam a flutuar ao redor da sala e a altura do teto. Tocavam com delicadeza os assistentes e a pedido de alguém, numa determinada parte do corpo, sem engano e logo à primeira tentativa. Nenhuma hesitação, sempre a mesma destreza e a mesma suavidade no tocar. Proporcionavam-nos, às vezes, um entremez musical, batendo com as trombetas no assoalho, ou em todas as pessoas, ao mesmo tempo. Ouvíamo-las subirem direito ao teto e fazerem do forro um tambor. Luzes do tamanho mais ou menos de uma meia-coroa se moviam a maior parte do tempo pela sala, sem nunca poderem ser pegadas. Logo que alguém estendia a mão para segurar uma, ela se afastava. Todos esses fatos, cumpre lembrá-lo, se passavam em completa escuridão e, normalmente, ninguém os pode reproduzir.

Após uma sessão, sentados os demais assistentes e eu no escuro, tentamos fazer com as trombetas o que fora feito durante aquela; mas, como ninguém, e não precisamos insistir neste ponto, pode ver no escuro, o que as trombetas fizeram no correr da sessão nenhum ser humano, sem a faculdade da visão, poderia realizar. Igualmente, nenhum ser humano pode, na obscuridade, empunhando uma luz fosforescente, dizer quando um dos assistentes se dirige para ele a fim de arrebatá-la e quando se afasta. Essas luzes fosforescentes, como as trombetas, são postas em movimento por inteligências para as quais a nossa escuridão não existe, porque a essas inteligências corresponde uma luz de natureza diversa da de que agora dispomos.

Ao cabo de três horas, só nos apercebemos de que o tempo correra, quando chega o momento das despedidas. As vozes se tornam então menos distintas e Whitefeather declara: 'Não podemos ir mais longe, nem dizer mais coisa alguma", sendo ele o último a nos dar adeus.

Gradativamente, o médium sai do estado de transe.

As luzes se reacendem e ele, como sempre, pergunta se obtivemos bons resultados. Durante todo o tempo, conservou-se na mais completa inconsciência de tudo o que ocorrera, de maneira que naturalíssima é aquela pergunta. Sloan volta muito rapidamente ao estado normal. Discutimos um pouco entre nós mesmos sobre o que se produziu e nos dispersamos.

Tal a descrição de uma sessão com este notável médium. Os jornais da manhã seguinte nada continham acerca do que se passara em sua casa, se bem tudo o que ali sucedera fosse de vital interesse para todo o gênero humano. Os programas de rádio à tarde são mais ansiosamente lidos pelos entusiastas das transmissões radiofônicas, os quais ardem por ouvir a voz de alguém que fale de questões relativas a este mundo em que vivemos, mas não gostam de prestar atenção ao que ouvimos dos nossos amigos que, tendo vivido na Terra e emigrado para outro mundo, se acham aptos a dizer-nos como lá vivem e em que condições agora se encontram. Somos por demais criaturas do presente. O outro mundo, para grande número dos que nele pensam, está muito distante para que valho a pena com ele nos ocuparmos. Quão poucos se acham compenetrados da sua proximidade e da possibilidade de obtermos de lá, preenchidas as condições necessárias, informações e instruções mais úteis e reconfortantes para a Humanidade, do que tudo quanto nos diga uma voz humana por um transmissor sem fio.

J. A. FINDLAY