AINDA MAIS PROVAS
"Alguma coisa haverá, feita por Deus, que a investigação possa comprometer?
Quem sofreu abalo diante do telescópio de Galilleu: o sistema de Universo, ou
os monges? Terá a circulação do firmamento parado, presa de terror, por lhe
haver Newton posto ousadamente o dedo em cima?" Lowell

Nas páginas precedentes, registrei provas por mim mesmo obtidas; porém, as mais apropriadas, para convencer, são as que obtiveram outras que me acompanharam, por vezes anonimamente.

O Sr. Mc Cully (Nas primeiras edições deste livro, pus o seu endereço; mas, tão incomodado ele foi com chamados e cartas inquirindo da residêncIa de Sloan, que tive de omiti-la nesta e o omitirei nas futuras edições, a pedido seu), de Glasgow, gentilmente me concedeu permissão para lhe citar o nome e mencionar algumas de suas experiências. Ele é um arguto e ponderado homem de negócios, que só gradativamente chegou a crer na realidade dos fenômenos psíquicos, depois de haver testemunhado fatos que não conseguiu explicar, senão admitindo que as informações provinham da fonte que lhe era indicada.

Eu poderia relatar numerosas experiências a que outros amigos meus procederam, mas para isso teria que escrever uma obra em muitos tomos. Limitar-me-ei, pois, a apresentar, encerrando estes capítulos consagrados às provas, alguns casos que o mesmo Sr. Mc Cully registrou em seu caderno de notas e autenticou com a sua assinaatura.

Dezoito anos esteve ele a trabalhar intimamente com Sloan, sendo muitas e variadas suas experiências. Quando lhe pedi que me fornecesse algumas, respondeu-me que a dificuldade estava em escolher os casos que se pudessem considerar mais probantes, no imenso acervo de provas que obtivera durante aqueles anos. Foram, nada obstante, escolhidos os seguintes:

Escreve o Sr. Mc Cully: - Uma das mais vívidas e impressionantes mensagens que recebi veio-me de um irmão meu chamado Johnny, que morrera repentinamente, na idade de doze anos. Era o mais moço de todos nós e, sem dúvida, a menina dos olhos de nossa mãe. Pouco depois da morte desse filho, ela foi para a Austrália. Em todas as cartas que me escreviam dali, meus outros irmãos falavam de sua dor e do seu abatimento. Pois bem: Johnny se me manifestou numa das minhas sessões com Sloan.

Depois de estabelecer a sua identidade, perguntei-lhe se sabia onde estava sua mãe. - "Sei", respondeu; "acabo de deixá-la neste momento. Está tomando chá no tombadilho de um grande transatlântico." Atravessou-me cérebro este pensamento: "Estará de regresso?" Essa: pergunta mental ele decerto a leu em meu cérebro, porque logo disse: - "Não; penso que não. Escreve-lhe dizendo que não se aflija tanto, que suas amarguras me fazem muito mal, porque não poderei ser feliz, enquanto ela sofrer." Ora, essa mensagem não me era compreensível. Eu não podia entender o que fazia minha mãe num grande transatlântico, desde que não viajava de regresso a sua casa. Entretanto, sem demora escrevi a mensagem de Johnny e mandei-a para Perth, na Austrália ocidental.

Uma semana ou duas depois, recebi uma carta em que um de meus irmãos dizia que, tentando tirá-la do desânimo em que vivia, lhe comprara passagem num vapor que ia fazer a volta à Austrália e que, no curso desse passeio, ela visitaria uma filha em Sydney. Nesta cidade, a filha levou-a a um médium, pelo qual obteve, com as mesmas palavras, uma mensagem idêntica à que eu recebera e na qual meu irmão lhe dizia que não a afligisse tanto, porque o fazia desditoso.

Passado algum tempo, saindo eu de casa pela manhã para o trabalho, encontrei o carteiro, que me sabia sempre à espera de cartas da França onde tinha três irmãos servindo no Exército. Entregou-me ele um envelope, que imediatamente abri. Continha um telegrama, comunicanndo-me que minha mãe morrera. Resolvi nada dizer a ninguém, esperar e ver o que sucederia.

Havia três meses que não me avistava com Sloan e naquele mesmo dia recebi um aviso seu de que à noite realizaria uma sessão. Compareci. Faziam parte do círculo três ou quatro ministros da Igreja e diversas vozes lhes falaram; uma, especialmente, parecia empenhada em relembrar tudo o que dizia respeito à sua olvidada congregação, mencionando com a maior exatidão nomes e endereços.

Já quase no fim da sessão, tomei da mão do médium e, dirigindo-me ao seu guia, disse: - "Vem, White; não tens sequer uma palavra para este velho amigo?" Respondeu ele: - "Vá-se embora, chefe Cully; não lhe quero falar." Perguntei: - "Oh! que fiz eu?" Ele, porém, insistiu: "Não lhe quero falar." Como eu persistisse em retê-lo, a senhora Sloan, que era clarividente, disse: - "Não o atormente; ele não lhe quer falar." Apesar disso, teimei e ela então disse: - "Está presente uma senhora que passou toda a sessão em pé, atrás da sua cadeira." Aí Whitie falou, por sua vez, dizendo: - "Sinto muito, Cully, mas é sua mãe." Repliquei: "É exato, Whitie, eu a esperava; tem ela alguma coisa a dizer-me?" Imediatamente a trombeta se ergueu e um murmúrio me chegou aos ouvidos: - "Sandy, Sandy, desejo transmitir-lhe um recado de seu pai. Quer que você escreva aos seus. Ele não está satisfeito com você." Fiquei completamente perturbado. Eu contendera com os parentes de meu pai por questões de dinheiro, havia anos. Nunca mais, entretanto, pensara neles. Ninguém naquela sala sabia de meus negócios, tenho a certeza, e era nem mais, nem menos uma mensagem sobre isso que ele me mandava.

Quando a guerra estava a acabar, recebi a visita de um jovem soldado de Perth, na Austrália. Levei-o uma noite à casa de Sloan e uma voz lhe falou, declinando um nome e mencionando um regimento. Ele, porém, respondeu: - "Sinto, bastante, mas não o conheço." Retrucou a voz: - "Encontrará o meu nome no monumento comemorativo da guerra, em Perth." - "Não sei de nenhum monumento dessa natureza em Perth", respondeu o meu amigo; "onde está ele?" -- "Está na Avenida ... " (o nome foi dado, mas eu o esqueci.) - O meu amigo: - "Conheço muito bem Perth; contudo, não sei de avenida alguma com esse nome."

Um ano mais tarde, recebi do meu amigo uma carta na qual dizia que, durante a sua ausência, uma nova avenida se abrira no parque de Perth, com aquele nome e que no centro do triângulo por ela formado se erigia um monumento, onde estava gravado o nome daquele homem, tal qual fora dito na sessão.

Outra ocasião, um artista amigo estava pintando um quadro de cuja venda o produto se destinava aos fundos que se estavam reunindo para um monumento comemorativo. Era hóspede do preboste ou magistrado local. Este dignitário perdera um filho na guerra, e o meu amigo com ele conversando, lhe falou das admiráveis mensagens que se recebiam pela mediunidade do Sr. Sloan. O homem ficou ansioso por assistir a uma sessão e o meu amigo combinou levá-lo e a sua senhora. Já estando atrasado quando a eles me reuni, não houve tempo para as apresentações do costume, de maneira que, ao entrarmos na casa aonde íamos, vi-me atrapalhado, porque esquecera completamente o nome do magistrado e não podia apresentá-lo ao médium, que sorriu e disse: "É aqui bem-vindo todo amigo do Sr. Mc Cully." Ulteriormente, verifiquei ter tido Sloan a impressão de que o cavalheiro não desejava que se lhe declinasse o nome. Sem embargo, mal começara a sessão, o médium, sob o controle de Whitie, levantou-se e, caminhando para o magistrado, declarou: - "Seu filho diz que o senhor tem aí consigo uma coisa que lhe pertence." O cavalheiro perguntou: - "Relógio? caderno de notas ?", etc., etc. A resposta foi: - "Não, não." Pôs-se então o médium a passar a mão pelo ombro do homem e Whitie disse: - "Seu filho lhe está afagando o paletó." - "Sim", observou o cavalheiro, "estou vestido com a roupa do meu filho."

A conversação prosseguiu, acumulando-se as provas.

Dirigindo-se, em seguida, à senhora, a voz, pela trombeta, disse: - "Recorda-se, mamãe, das pegadas no linóleo? Tirei-o por causa disso". É que, por ocasião da sua última licença, ele quis patinar com a irmã. A mãe se opusera, por se achar resfriada esta última. Logo, porém, que aquela se retirou, os dois foram para o gelo. De volta, a moça tirou os patins, mas seus pés, como estavam úmidos, deixaram marcas na superfície polida do linóleo, que a mãe limpara de manhã.

Terminada a guerra, uma senhora me procurou, com muitas recomendações da família. Pediu-me insistentemente que a levasse a uma sessão, o que não era fácil por serem muitos os que desejavam isso e poucas as vagas, visto que só três ou quatro assistentes novos eram admitidos cada noite e todos os membros do círculo tinham amigos empenhados em lá ir. Entretanto, consegui arranjar as coisas; acompanhada por minha mulher e por mim, a aludida senhora logrou o que desejava. Motivava a sua ansiedade o fato de que um irmão seu, que estivera na guerra, era tido como extraviado, sem que dele se houvesse descoberto quaisquer vestígios. Principiada a sessão, não tardou que esse seu irmão se apresentasse a falar de sua morte. Veio depois outra voz, dizendo chamar-se Cameron. Minha mulher e eu conhecêramos um Cameron que fora morto na guerra e, como ninguém do círculo o houvesse chamado, dissemos que seria talvez o nosso amigo; a trombeta, porém, se orientou para a visitante e persistiu em declarar que era a ela que se dirigia. A senhora afirmou que a ninguém conhecia com aquele nome. A voz explicou que servira com seu irmão, que fora feito prisioneiro e morrera na Alemanha. Sem dúvida, era crível o que ele dizia; mas, algum tempo depois, aquela senhora recebeu carta de um casal de nome Cameron, em que se dizia saber que ela estava procurando, por meio de agências estrangeiras, notícias de seu irmão o que muitíssimo lhe agradeceriam se quisesse ter a bondade de informar-se também acerca de um filho deles que igualmente servira no Exército e fora, como o irmão da aludida senhora, dado por desaparecido. Este, evidente, era o Cameron que lhe falara de seu irmão, que ela não sabia ter tido um amigo com esse nome.

Aqui conclui o relato do Sr. Mc Cully e também terminam as provas para cuja enumeração disponho de espaço. A qualquer investigador que deseje conhecê-las em maior número, indicamos o volume, de 435 páginas almirante Usborne Moore, intitulado As vozes, no qual se lhe deparará um registro de experiências realizadas pelo autor e por outros pesquisadores, com o muito conhecido médium de voz direta Sra. Wriedt.

Nos primeiros capítulos deste livro, registrei inforrmações transmitidas pelas vozes, ou com o auxílio da trombeta, ou com exclusão desta. No entanto, Sloan também é, no país, um dos mais apreciáveis médiuns de transe e, não raro, um comunicante, se não consegue transmitir direta e perfeitamente a sua mensagem, fá-lo por seu intermédio, ou pelo de um dos seus guias habituais. Obtive mensagens dadas, parte de um modo, parte de outro. Todavia, para uma conversação prolongada e contínua, as comunicações pelo transe são melhores, porque dessa forma se podem sustentar colóquios ininterruptos, por mais de uma hora. De tal maneira foi que recebi minucioosas informações acerca do processo por que se forma a voz, do que na realidade é a mente, das condições da existência no outro mundo e da relativa estrutura da matéria de que é constituído esse mundo, comparada à nossa matéria física. Um estenógrafo presente apanhava quanto dizíamos.

Antes de tudo, disseram-me que o Universo todo é feito de matéria em vários graus de densidade e de atividade vibratória: que ela enche por completo o espaço, em todo o qual há vida nos mais variados graus de desenvolvimento. O que aqui no nosso mundo sentimos é a matéria a vibrar dentro de determinados limites. Envolvendo a Terra, interpenetrando-a, ligado a ela e com ela a mover-se, há outro mundo, de substância etérea, em estado mais alto de vibração. Conseguintemente, não o percebem os nossos sentidos. Em o nosso mundo físico, o corpo real, ou duradouro, é um corpo etéreo ou espiritual que, no momento da concepção, entra a cobrir-se de matéria física, cuja vibração é lenta, ou, por outras palavras, se reveste dessa matéria. O corpo etéreo é o arcabouço a que se liga a matéria física, e compõe-se de matéria em perfeita consonância com a etérea do plano próximo, mas. enquanto estiver unida à matéria física, sofre as limitações desta última. Pela morte, o corpo etéreo se destaca do seu envoltório físico e continua a funcionar muito naturalmente no mundo etéreo, onde tudo é tão real, com relação a esse mundo, quanto, com relação ao nosso, o é, para nós, o que nele existe.

O corpo etéreo, em cada caso particular, é um duplo do nosso corpo físico e, assim, pode compreender-se como, se forem propícias as condições para que um Espírito rematerialize seus órgãos vocais, possível se lhe torna fazer novamente vibrar a nossa atmosfera, de modo a se lhe ouvir a voz. O duplo etéreo leva tudo consigo, disseram-me, exceto o invólucro físico. O caráter, a memória, o sentimento, a personalidade, etc., o acompanham, porque lhe pertencem, mesmo quando na Terra. A muitos respeitos, o mundo etéreo se assemelha ao mundo terreno. Neste, os nossos sentidos são afetados, como lá o são os dos que o habitam, porém, devido à estrutura mais deliicada da substância etérea, a mente lá trabalha como não o pode fazer aqui. Sob esse aspecto, pois, ele é um mundo mental, tal qual o é o nosso, como procurei mostrar no capítulo III (Mente e Matéria)..

Nesse outro estado de consciência, os seres se encontram em ambientes mais ou menos idênticos aos em que aqui nos achamos. Crescem árvores e desabrocham flores, não sujeitas, porém, à morte, conforme a enterramos na Terra. Os vegetais não deperecem; desmaterializam-se e desaparecem das vistas. Os ambientes do mundo etéreo são, em grande parte, condicionados pelos pensamentos dos seus habitantes, de forma que, por exemplo, suas casas e modo de viver são, em larga escala, obra deles. Isto, esclareceram-me, não quer dizer que o próximo plano da vida seja puramente efeito de projeções mentais, porquanto os que lá vivem experimentam sensações, quais as experimentamos. Podem perceber, tocar e cheirar as flores, apanhá-las e, por onde quer que andem encontram amigos e com eles conversam. Todos os que estão em um plano, disseram-me, podem ver e tocar as coisas que nesse plano existam. Esta a resposta que innvariavelmente recebi, sempre que tentei saber se o outro plano é objetivo ou subjetivo.

Há muitos planos; mas, em cada um deles, só os que ali se acham experimentam as mesmas sensações. Verifiquei por mim próprio que os Espíritos que me falavam a ninguém mais podiam ver, embora se achassem todos na mesma sala. A explicação que me deram foi que estavam em diferentes planos de existência. Não é um mundo de sonho o deles; é um mundo de objetiva realidade, vivamente real. Todas as coisas, a música, a arte, os trabalhos construtivos se praticam num grau de elevação, que não nos é possível apreender.

Reina grande atividade. Cada um tem o seu labor a executar. Servir aos outros e amar são os padrões éticos que lá prevalecem, num grau muito mais elevado do que aqui. É universal a linguagem, de sorte que todos se entendem uns aos outros. Em geral, vivem juntos os de cada nacionalidade terrena e falam a língua de que aqui usaram; há, porém, uma linguagem comum a todos. Insistiam muito os meus informantes num ponto: em que, entre eles, é rígida a disciplina, obedecendo todos aos que exercem autoridade. Cada um se acha submetido a Espíritos mais elevados, cujas determinações e instruções têm que ser atentamente obedecidas. É um Estado bem ordenado e governado .

Não há noite como a concebemos e a luz que os banha não lhes promana do nosso Sol. Se querem repousar, podem atenuar a luz, sem que jamais se produza a escuridão, como a experimentamos. Perguntados como se nutrem, disseram-me que comem e bebem exatamente como nós e têm do comer e do beber as mesmas sensações que nós, se bem a comida e a bebida sejam diferentes daquilo que por esses nomes designamos. Gozam de muito maior liberdade de movimentos, visto que se deslocam de um lugar para outro com uma rapidez que nos escapa à compreensão.

Doutras vezes, inquirindo-os sobre a composição das nossas mentes, disseram-me que a mente é matéria num estado de rapidíssimas vibrações, e que, por ocasião da morte, embora deixemos na Terra o nosso cérebro físico, que é o seu instrumento, ela, na vida espiritual, continua a funcionar por meio do duplo etéreo do cérebro, o qual sobrevive à morte, juntamente com o restante do corpo espiritual.

Toda vida permanece. Os animais, do mesmo modo que os seres humanos, sobrevivem à morte, entrando cada um no estado que harmonicamente corresponde às suas vibrações. A afeição que um animal tenha a um indivíduo pode reuni-los novamente depois da morte; porém, se não houver esse vínculo de afeição, eles atuarão nos planos que lhes correspondem, sem se aperceberem um do outro. Assim, pois, a vida é indestrutível, uma grande força universal prepondera em toda parte, em todas as coisas, de uma forma ou doutra; mas, só pode ser percebida pelos nossos sentidos, quando em conjunção com o físico.

A ciência física trata da matéria física, do que podemos sentir. A ciência psíquica entende com a matéria ou substância etérea. Não podemos sentir esta substância; podem-no, entretanto, os Espíritos. Sua estrutura atômica foi-me dito, difere da nossa matéria. Pode ser éter ou qualquer coisa aparentada com o éter - é tudo o que sabemos a respeito. São irmãos gêmeos o físico e psíquico, o que torna mais fácil a um físico compreender o que é psíquico, do que aos cientistas especializados noutros ramos de conhecimentos. Daí resulta que, hoje, toda a tendência da ciência física é para considerar, não a matéria física, mas a etérea, como básica na estrutura do Universo.

Unicamente os ignorantes afirmam que só é real o que sentimos, que nada existe fora dessa ordem de sensações. Limitados ao extremo são os nossos sentidos, a nossa vista, o nosso tato, o nosso olfato, a nossa audição. Sabemos que o espectro do espectroscópio prova quão limitada é a nossa visão ordinária e que, além da ordem de vibrações do que chamamos cor, outras podem ser vistas, estendendo-se para os lados. Tem-se dito que as vibrações que percebemos, se comparadas às que não percebemos, são muito menos do que uma polegada em face de uma milha.

É evidente que uma imensa região existe, própria para outra vida, a ser habitada em torno e dentro deste nosso mundo, região essa inteiramente fora dos sentidos normais das nossas percepções. Enquanto não compreendermos que aqui os nossos sentidos apenas atendem a uma restritíssima ordem de vibrações, que é o que chamamos matéria física; que, além dessa ordem de vibrações, há um universo cheio de vida, em correspondência com uma ordem mais elevada de vibrações do que a matéria física, vibrações para nós irreais, porém da maior realidade para os planos em que se desenvolvem, não poderemos apreender ou compreender, em toda a sua plenitude, os fenômenos psíquicos que se produzem através da mediunidade.

J. A. Findlay