DOENÇAS |
1 - ENFERMOS E ENFERMIDADES
Vamos investigar as causas fundamentais que dão origem às enfermidades do CORPO e da MENTE, que tanto fustigam os habitantes do nosso planeta, e que são, de uma forma ou de outra, A FONTE PRINCIPAL DOS NOSSOS SOFRIMENTOS E PESARES.
Os homens de ciência, desde a mais remota antiguidade, vêm promovendo incansavelmente uma guerra sem tréguas na tentativa de identificar as origens, entender o desenvolvimento e descobrir o modo de tratar cada um dos males que atacam a espécie humana. Nessa luta, quase desesperada, muitas batalhas foram vencidas. Hoje grande parte das enfermidades pode ser debelada e muitas outras evitadas.
De um modo até certo ponto desconcertante, observamos, contudo, que ao se conseguir controlar uma determinada doença grave, uma outra prontamente vem tomar seu lugar no papel de flagelo dos homens. Se meditarmos um pouco, vamos observar que é exatamente isso que tem ocorrido no decorrer dos tempos.
No
início foi a lepra, depois a peste, a tuberculose, a paralisia infantil,
o câncer e as doenças cardiovasculares, e finalmente, hoje, o desafio
maior parece ser o controle da AIDS (Síndrome da Deficiência Imunológica
Adquirida). A medicina, teimosamente fazendo questão de ignorar os aspectos
ligados ao Espírito, tem estudado o homem apenas pela metade, já
que tem limitado suas pesquisas exclusivamente ao corpo físico. Por isso
mesmo tem amargado muitas derrotas.
Sem se admitir a existência do Espírito, da lei do carma, da reencamação
e das permutas fluídicas em que permanentemente estamos envolvidos, fica
muito difícil entender e lidar com a maioria das enfermidades que nos
acometem. O passista responsável não pode de forma alguma cometer,
também, esse equívoco dos cientistas e, já que o seu objetivo
maior é ajudar a restaurar o equilíbrio orgânico do paciente,
deve dedicar-se continuamente ao estudo das situações que conduzem
e influenciam tais desequilíbrios. Imbuído dessa convicção,
o qual tem por objetivo facilitar a compreensão dos mecanismos das ações
benéficas e deletérias que os fluidos podem causar. Este capítulo
tem também o objetivo de expor a forma pela qual os componentes cármicos
afetam o nosso equilíbrio orgânico.
Mesmo nos casos tão comuns de infestações microbianas,
o estado fluídico do organismo e as predisposições cármicas
representam fatores absolutamente determinantes. Bezerra de Menezes, segundo
relato contido no livro "Grilhões Partidos", revela-nos que
"toda enfermidade, resguardada em qualquer nomenclatura, sempre resulta
das conquistas negativas do passado espiritual de cada um."
De conformidade com suas origens, as enfermidades humanas podem ser classificadas,
pois, em três grandes grupos que são:
— Patologias fluídico-ambientais;
— Patologias obsessivas; e
— Patologias cármicas.
Esta classificação, ora proposta, evidentemente, nada tem de absoluta,
pois é muito comum nos depararmos com mais de um destes fatores associados,
apresentando-se como origem de uma determinada enfermidade, num determinado
indivíduo. Por outro lado, concordamos também que todo processo
obsessivo e as predisposições a patologias ambientais têm,
sempre, em última análise, um componente cármico.
O que pretendemos com essa classificação é apenas simplificar
o estudo das causas segundo as quais cada um desses aspectos é desencadeado,
bem como estudar seus mecanismos gerais de ação. Com esse objetivo
em mente, passaremos a estudar, individualmente, cada um desses grupos.
2 - PATOLOGIAS FLUÍDICO-AMBIENTAIS
Vivemos
todos os momentos da nossa vida literalmente envoltos em emanações
fluídicas das mais variadas espécies e, razão da própria
categoria evolutiva primária do nosso planeta, em quase todos os locais,
predominam ainda os fluidos de qualidade inferior.
Se considerarmos que cada um de nós está continuamente não
só a emitir mas também a absorver fluidos do ambiente em que se
encontra, e que estes fluidos exercem ações marcantes sobre o
nosso organismo, fica fácil perceber quanto ao perigo potencial a que
permanentemente estamos expostos.
Em decorrência da absorção de fluidos deletérios
ambientais é que, na grande maioria das vezes, desfaz-se a harmonia funcional
relativa em que se mantém o nosso organismo, fenômeno que se exterioriza,
geralmente, sob a forma de uma enfermidade qualquer. Quando isso ocorre estamos
diante de um exemplo típico do a que chamamos patologia fluídico-ambiental.
As patologias fiuídico-ambientais, afortunadamente, nem sempre atingem
o seu último e mais grave estágio, que se caracteriza pelo comprometimento
perceptível do corpo físico. Se nos mantivéssemos um pouco
mais atentos, buscando evitá-las ou mesmo combatendo-as nos primeiros
estágios, com certeza teríamos um mundo com menos desequilíbrios
e enfermidades. A maior dificuldade, reconhecemos, é que, para a grande
maioria das pessoas, não é fácil perceber a instalação
de uma patologia fluídica nos seus primeiros momentos, justamente a ocasião
em que seria mais fácil combatê-la. Após atingido o corpo
físico, os cuidados necessários já são de ordem
bem mais complexa, e os prejuízos, mais acentuados.
Aqui, como em qualquer outra enfermidade, o ideal mesmo é a prevenção.
Devemos usar sempre de todos os meios possíveis, a fim de evitar a absorção
de fluidos de qualidade inferior. A forma mais adequada de evitarmos problemas
de ordem fluídica é procurarmos manter um padrão vibratório
elevado, cultivando bons pensamentos. Deste modo, estará excluída
a possibilidade de entrarmos em sintonia com fluidos de qualidade inferior.
Já vimos anteriormente que, se estivermos vigilantes, todo o tempo, contra
sentimentos e pensamentos inferiores, também, todo o tempo, estaremos
envolvidos numa verdadeira "atmosfera fluídica" salutar, que,
por ação da Lei Fundamental dos Fluidos, nos resguardará
de qualquer influência perniciosa por parte dos fluidos do ambiente.
Assim procedendo, estaremos criando defesas contra patologias de origem ambiental,
mesmo que necessitemos, por uma razão qualquer, frequentar ambientes
poluídos, do ponto de vista fluídico. Imperfeitos que somos, naturalmente
teremos dificuldades de manter a vigilância permanentemente. Devemos,
contudo, promover um esforço mais sério quando nos encontrarmos
em locais que, por sua própria natureza, favoreçam um teor vibratório
de baixa qualidade. O ideal, é claro, seria evitá-los, mas sabemos
que isso nem sempre é possível.
Temos certeza de que o leitor está imaginando estarmos nos referindo
a ambientes como bares, casas de jogos, boates, cinemas pornográficos,
etc. Há contudo muitos outros a respeito dos quais, também, deveremos
estar prevenidos. São locais onde a qualidade predominante dos fluidos
não é boa, não sendo este fato, contudo, evidente por si
mesmo. Neles será sempre mais fácil sermos apanhados desprevenidos.
Muitas vezes trata-se da casa de um amigo ou parente, ou até da sala
de trabalho de um colega de repartição. Em qualquer desses locais,
podem predominar fluidos de inveja, ciúme, maledicência, ira, etc.,
etc.
Evitar ambientes fluidicamente poluídos é uma recomendação
que se aplica genericamente a todos, embora com maior rigor às pessoas
que não estejam em condições razoáveis de equilíbrio
e aos passistas, principalmente nos dias dedicados ao trabalho assistêncial.
Aos primeiros, a recomendação é feita porque eles se encontram
mais vulneráveis, e aos segundos, porque devem promover todo o esforço
para chegar à instituição onde executam o seu trabalho
nas melhores condições possíveis de equilíbrio.
E, é sempre melhor não arriscar.
De qualquer forma se, por invigilância, deixarmos cair o nosso padrão
vibratório e, em consequência, captarmos fluidos indesejáveis,
deveremos recorrer, tão cedo quanto possível, a um dos mecanismos
de limpeza fluídica ao nosso alcance, de modo a evitar as consequências
desagradáveis que certamente se apresentarão. Várias opções
podem ser utilizadas para que se efetue a limpeza fluídica do nosso organismo,
merecendo destaques especiais o passe e a prece.
3 - PATOLOGIAS OBSESSIVAS
No decorrer das nossas inúmeras encarnações, temos prejudicado,
por ações e, algumas vezes, por omissões, companheiros
da longa jornada evolutiva que estamos todos a empreender. Na tentativa de assumir
posições de maior destaque e quase sempre com vistas a satisfazer
a vaidade pessoal, geralmente comandada pelo sentimento mesquinho do egoísmo,
é que temos, tantas vezes, usurpado direitos, subjugado infelizes, praticado
violências, pregado a desunião, arquitetado e executado planos
nefastos de dominação, enfim, usado de modo indigno as ferramentas
benditas de progresso que Deus nos concedeu.
E,
dessa forma, no decorrer das nossas múltiplas encarnações,
temos transformado em vítimas ou comparsas tantos dos que conosco têm
partilhado experiências reencarnatórias que se destinavam, com
certeza, ao aprendizado e aperfeiçoamento recíproco. A preservação
da individualidade após a morte do corpo físico dá, a muitos
desses companheiros vilipendiados, imbuídos de sentimentos de rancor,
a oportunidade de buscar o revide. Procuram nos localizar e, quando o conseguem,
colocam-se na condição de cobradores ferrenhos, arquitetando planos
terríveis de vingança e constituindo-se no que a terminologia
espírita denomina genericamente de obsessores cármicos.
Os obsessores cármicos são, portanto, geralmente, ex-vítimas
nossas, de um passado mais ou menos remoto e que, hoje, na condição
de Espíritos desencarnados, imbuídos de sentimentos rancorosos,
procuram nos prejudicar por todos os meios possíveis. Em geral eles operam
em grupos, pois assim conseguem resultados mais rápidos e contundentes.
Os processos obsessivos podem também se instalar por razões exatamente
opostas às que acabamos de referir. São os casos de obsessão
por afinidade. Esta é a situação em que um Espírito
desencarnado, normalmente ainda muito ligado às coisas materiais, identifica
em um encarnado inclinações e sentimentos semelhantes aos seus
e, exatamente por isso, se elege nosso companheiro permanente.
Observe-se que, neste caso, não há motivação deliberada
de causar mal, mas, apesar disso, a presença constante do obsessor já
é suficiente para desarmonizar completamente o parceiro encarnado. Dizemos
"parceiro" porque, na maioria destes casos, se estabelece uma verdadeira
simbiose entre obsessor e obsediado, ficando difícil mesmo identificar,
verdadeiramente, quem obsidia quem.
Como parte ainda desta última categoria de obsessão, observam-se
casos em que o Espírito obsessor ignora completamente a sua própria
condição de desencarnado. Ele apresenta-se geralmente um pouco
confuso, em vista das situações novas que está vivenciando
e que não compreende bem. Não raro, apresenta ainda todas as sensações
que experimentava por ocasião do seu desenlace e, por isso mesmo, ao
se aproximar de um encarnado, transmite-lhe a sintomatologia completa da enfermidade
ou acidente que causou a sua morte. Os prejuízos são evidentes.
Quaisquer que sejam as origens de um processo obsessivo, ou a motivação
do obsessor, ou obsessores, o que há de certo é que os incômodos
e prejuízos são sempre muitos e graves, não raro levando
o obsidiado à condição final de completa loucura. Naturalmente,
até chegar a esta condição extrema muito tempo poderá
decorrer e muitos estágios intermediários serão observados.
Primeiro, pode manifestar-se uma simples dor de cabeça insistente, uma
ligeira insônia, depois uma certa irritação nervosa mais
ou menos permanente, uma propensão mais acentuada para discutir pelos
menores motivos e assim por diante.
Após instalada, a tendência da obsessão é agravar-se
continuamente e, se não for devidamente tratada, a situação
do paciente tende a agravar-se com o tempo, aparecendo a cada dia novos sintomas.
É comum inclusive que o desequilíbrio se estenda também
a outras pessoas que convivam com ele. Novamente, aqui, o ideal mesmo é
a prevenção, mas, se ela não aconteceu e o processo já
se instalou, o enfermo deve ser tratado tão logo o problema seja identificado,
a fim de evitarem-se maiores comprometimentos, principalmente do corpo físico.
Quando tarda o tratamento adequado, é comum persistirem lesões
irreversíveis, mesmo após eliminadas as causas que deram origem
ao processo.
Os casos de obsessão com motivações de vingança
— obsessão cármica — apresentam-se, naturalmente,
como os mais sérios, primeiro porque será mais difícil
convencer o obsessor a desistir do seu intento, depois porque, além dos
prejuízos normais que a proximidade continuada de um Espírito
desencarnado pode causar, temos ainda um fator agravante consequente das emanações
fluídicas de ódio, vingança, etc., emitidas continuamente
pelo obsessor.
E importante observar que, à proporção que o processo obsessivo
vai desarmonizando o obsidiado, ele, em consequência, passa a cair em
estados frequentes de irritação e agressividade, assim se colocando
cada vez mais em sintonia com as emissões fluídicas do obsessor,
passando, desta forma, a atraí-las e absorvê-las fartamente. Esta
a razão principal de ser a evolução da obsessão,
em geral, muito lenta no início e, a partir de um determinado momento,
tudo passa a acontecer como uma verdadeira avalancha. Nos processos obsessivos,
o passe pode vir a ser um mecanismo de rearmonização de valor
inestimável, embora sempre como terapia de natureza complementar.
4 - PATOLOGIAS CÁRMICAS
Nas encarnações passadas e, não raro, na atual, temos utilizado
o nosso organismo de maneira imprópria, comprometendo, com frequência,
o seu delicado equilíbrio funcional, chegando mesmo, muitas vezes, a
provocar redução do tempo de permanência no plano físico.
Em certas ocasiões o uso inadequado a que nos referimos está relacionado
com o funcionamento do próprio , organismo. É o caso da utilização
abusiva do álcool, do vício do fumo, das drogas, dos excessos
alimentares, etc. Em outras ocasiões o problema está vinculado
a aspectos puramente comportamentais, isto é, ao modo como fazemos uso
das nossas potencialidades, principalmente intelectuais, ou de como tiramos
proveito da posição ocupada na sociedade.
Não se pode esquecer também a mais grave de todas as insanidades
comportamentais, que é a destruição premeditada da própria
vida. Em qualquer caso, sempre que viermos a ser os responsáveis diretos
ou indiretos por prejuízos causados ao nosso organismo ou a terceiros,
estaremos nos colocando, inapelavelmente, na condição de devedores
perante a lei do carma e, mais cedo ou mais tarde, teremos que corrigir os desvios
praticados e compensar os prejuízos causados.
De um modo simplificado, os mecanismos de ação da lei do carma,
podem ser expostos da seguinte forma: Se o erro cometido tem sua causa primária
ligada aos aspectos puramente funcionais do organismo — suicídio,
bebida, drogas, etc. —, a ação cármica corretiva
desencadeia-se de imediato. Ela se manifesta, de início, através
dos padecimentos resultantes das lesões causadas ao corpo físico,
não raro agravadas por constrangimentos de ordem social, e tem continuidade
após a morte, em razão de que, lesionado o corpo físico,
ocorre automaticamente e, quase simultaneamente, lesão correspondente
na organização perispiritual do indivíduo. Essas lesões
no perispírito são responsáveis pelo sofrimento, presente
e real para o Espírito, que se manifesta após o seu desenlace,
estendendo-se por um tempo que pode vir a ser bastante longo, com elevada probabilidade,
inclusive, de estender-se a encarnações futuras.
Nos casos, em que os aspectos morais são determinantes, o mecanismo punitivo-educativo
é distinto e, como veremos, nem sempre se inicia de imediato. O mecanismo
de resgate cármico, em tais casos, é desencadeado a partir da
percepção do erro cometido, sendo dependente, portanto, da capacidade
de discernimento já adquirida pelo indivíduo, quanto ao conceito
do certo e errado relativo àquela ocorrência.
A conscientização de haver praticado um delito desenvolve no indivíduo
um complexo de culpa, que é o elemento desencadeante do processo de resgate.
Podemos, pois, cometer hoje um delito de fundamentação moral e
só nos apercebermos da sua natureza delituosa após decorrido um
longo tempo. Isso explica o caso de pessoas que resgatam, no presente, débitos
contraídos em épocas bastante recuadas no tempo.
Tudo está relacionado, pois, com o estado de evolução moral
alcançado pelo indivíduo, ou seja, com a sua capacidade de melhor
compreender as leis universais de equilíbrio a que todos nos encontramos
sujeitos. Em resumo, pode-se dizer que, ao se aperceber de ter cometido, no
pretérito próximo ou remoto, um ato que se choca com o padrão
moral que já adquiriu, desencadeia-se no indivíduo um sentimento
de culpa que passa a exigir dele as medidas corretivas correspondentes. A própria
percepção do erro já é suficiente para desarmonizar
a sua organização perispiritual, exatamente na região que
tem ligações com o fato delituoso em questão.
Aquele que usou, por exemplo, sua capacidade oratória para induzir pessoas
ao erro, irá automaticamente embotar aquele aspecto da sua capacidade
intelectual. Aquele que participou, como agente ou paciente voluntário,
de abortos criminosos irá comprometer inapelavelmente sua organização
espiritual na parte relativa ao aparelho reprodutor.
Sobre o aborto, André Luiz nos assegura que "O aborto provocado,
sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques
traumáticos no corpo perispiritual (...), mergulhando as mulheres que
o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte (...)."
E, mais adiante, complementa, aquele autor espiritual, que as consequências
mais comuns daí resultantes são a ocorrência, em encarnações
posteriores, da gravidez tubária, das hemorragias gestacionais, da maior
propensão para as infecções do sistema genital, dos tumores
de útero e ovários e, muitas vezes, da impossibilidade total para
a procriação.
Em geral, os que se encontram hoje em processo de resgate de dívidas
cármicas ligadas ao comportamento, é que já desenvolveram
um senso moral que, por um lado, os habilitou a se aperceberem daqueles erros
que estão a expiar e, por outro, tornou impossível a convivência
com a culpa correspondente. A expiação tornou-se inadiável.
Está explicado porque aqueles indivíduos que ainda não
se moralizaram adequadamente parecem ter uma existência imune a muitas
das aflições que acometem outros cujo comportamento apresenta-se,
hoje, muito mais equilibrado. A sabedoria divina é realmente perfeita.
Aqueles que não se apercebem da gravidade dos delitos
cometidos, também ainda não apresentam a firmeza moral para suportar,
com resignação e real aproveitamento, os sofrimentos retificadores
de que carecem. Só no futuro é que, ao evoluírem
mais, se aperfeiçoarão moralmente e se darão conta da gravidade
dos erros cometidos no passado, ocasião em que paralelamente já
se encontrarão fortalecidos e possuidores da fibra necessária
para suportar a retificação correspondente.
Há, contudo, casos relacionados a Espíritos extremamente endividados
que se encontram estacionados nos primeiros degraus da escala evolutiva moral,
em relação aos quais o desabrochar do complexo de culpa através
da percepção dos aspectos delituosos dos atos cometidos vem sendo
retardado demasiadamente, o que naturalmente impede se restabeleça a
sua caminhada evolutiva. Deixá-los permanecer neste estado seria faltar-lhes
com a caridade e assim é que a Providência Divina acaba por intervir,
desencadeando o processo de resgate cármico através de outros
mecanismos. Não raro, é utilizada a indução hipnótica
para se atingir esse fim.
Esses Espíritos são, pois, levados a encarnações
compulsórias, habitando corpos físicos, invariavelmente, portadores
de profundas limitações. Apresentam-se, com frequência,
deformados, ou mesmo totalmente incapacitados de externar manifestações
inteligentes. Aquele que ingeriu substância letal, ou que se tornou viciado
em bebidas alcoólicas, ou mesmo abusou da alimentação,
reencarnará, certamente, com desequilíbrios sérios no sistema
digestivo, caracterizados pelo seu mau funcionamento, ou pela propensão
a gastrites, úlceras, câncer do aparelho digestivo, etc. Nos casos
de inalação de tóxicos ou vício do fumo, o comprometimento
ocorrerá no sistema respiratório, apresentando-se, regra geral,
através de alergias respiratórias, bronquites repetidas, asma,
enfisema, tuberculose pulmonar, etc.
Os processos de regeneração cármica frequentemente acontecem
agravados pela problemática obsessiva, pois quando a percepção
do erro cometido desenvolve o complexo de culpa já referido, automaticamente
se estabelecem conexões magnéticas que interligam o arrependido
de hoje aos prejudicados de outrora. As ex-vítimas, se ainda se encontram
em desequilíbrio, são, por este mecanismo, atraídas para
junto do antigo algoz, que passam a perseguir com propósitos de vingança.
Colocam-se na condição de elementos punitivos do infrator, mas
ao mesmo tempo lhe dão, pelo reencontro, a oportunidade para que ele
trabalhe no sentido da recuperação de suas infelizes vítimas
de outrora.
Se o indivíduo em resgate não se mostra suficientemente hábil
e decidido a aproveitar a oportunidade para o reequilíbrio, não
apenas seu, mas de todo o grupo, o processo obsessivo pode agravar-se e a recuperação
transferida para o futuro. Em termos de assistência fluídica, para
casos de enfermidade orgânica de origem cármica, tudo que se pode
fazer é aliviar suas manifestações. Tal enfermidade é,
certamente, necessária ao processo de reeducação do enfermo,
quanto às suas responsabilidades no uso adequado do organismo físico
que lhe é cedido por empréstimo, na condição de
elemento imprescindível à sua evolução.
Luiz Carlos de M. Gurgel
De acordo com o enfoque do tema DOENÇAS, apresentamos a opinião de alguns BENFEITORES ESPIRITUAIS:
Em função de nosso site ser um prestador de serviços referentes a Doutrina Espírita, resolvemos abordar certos temas que influem de um modo bem importante em nosso dia-a-dia, sendo que a sua elucidação concorrerá na profilaxia das doenças humanas. Lembramos a todos que muitos que deveriam constar aqui, não foram colocados, devido já estarem no ícone "Temas" bem dissecado.
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