| ALUCINAÇÃO |
| BIBLIOGRAFIA |
| 01 - A alma é imortal - pág. 264/306 | 02 - Allan Kardec - vol. 2 pág. 162 |
| 03 - Animismo e espiritismo - pág. 285 vol. I | 04 - Após a tempestade - pág. 48 |
| 05 - As potências ocultas do homem - pág. 177/203 | 06 - Dicionário Enc. Ilustrado - pág. 1 |
| 07 - Espírito, perispírito e alma - pág. 114 | 08 - Mecanismos da Mediunidade - pág. 138 |
| 09 - O Consolador - pág. 44 | 10 - O desconhecido e os prob. psíquicos - pag. 219/225 |
| 11 - O Livro dos Médiuns - Questões 40/111 | 12 - O que é Espiritismo - pág. 82 |
| 13 - Passes e curas espirituais - pág. 148 | 14 - Pensamento e vontade - pág. 131 |
| 15 - Pérolas do além - pág. 231 | 16 - Xenoglossia - pág. 27 |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
ALUCINAÇÃO - COMPILAÇÃO
01 - A alma é imortal - Gabriel Delanne - pág. 264/306
Há que se banir, absolutamente, a hipótese de que, adormecido, o médium se torne poderoso magnetizador, que pela sugestão imponha seus pensamentos aos experimentadores então, se achariam mergulhados num sonambulismo inconsciente— hipnotismo vígil — , porquanto jamais se observou semelhante poder. Ainda nenhuma experiência firmou que quaisquer indivíduos, reunidos numa sala — nunca tendo sido antes hipnotizados ou magnetizados — , hajam podido alucinar-se de maneira a ver e tocar um objeto ou uma pessoa imaginários.
Numerosas
são as provas de que os assistentes se conservam no estado normal, conversando
uns com os outros, tomando notas, discutindo os fenômenos, manifestando
dúvidas, coisas todas essas que atestam estarem eles perfeitamente despertos.
Não esqueçamos tampouco que as fotografias, os moldes, os objetos,
que se conservam, deixados pela aparição, as escritas que permanecem
depois que o ser há desaparecido, constituem provas absolutas de que
não há ilusão, nem alucinação.
Eis, pois, aqui todos os casos que se podem apresentar. Antes de tudo, é
possível que se verifique uma transfiguração do próprio
médium; mas, fatos dessa natureza, extremamente raros, são sempre
um pouco suspeitos, a menos que se produzir espontaneamente e em plena luz.
É mais frequente a razão do duplo do médium, se bem seja
ainda excepcional o fenômeno. Vimos — através de fatos positivos
— que a hipótese de modificações plásticas
do perispírito do médium absolutamente não explica que
a materialização empregue uma língua estrangeira que o
mesmo médium desconhece; nem os que se fazerem visíveis simultaneamente
vários fantasmas.
Igualmente
que ela não pode aplicar-se às formações díferentes,
mas idênticos, sem embargo de se substituírem os médiuns.
Se juntarmos a essas observações as dos casos em que o sensitivo
conversa com a aparição, como faziam Katie King e a senhorita
Cook; ou as daqueles em que se comprova a presença simultânea do
duplo do médium e de Espíritos materializados, forçoso
se tornará reconhecer que a teoria do desdobramento é geral e
não pode aplicar-se à maioria desses fenômenos. A hipótese
de que as aparições sejam apenas imagens tomadas ao astral e projetadas
fisicamente pela consciência sonambúlica do médium é
inaceitável, porque, primeiro, seria preciso explicar como essas imagens
se tornariam seres vivos e manifestariam uma vida psíquica cujos elementos
não existem no médium, coisa que jamais foi tentada.
A única teoria que explica todos os fatos, sem exceção
de um só, é a do Espiritismo. Inseparável do seu envoltório
perispirítico, a alma pode materializar-se temporariamente, quer transformando
o duplo do médium, ou, mais exatamente, mascarando-o com a sua própria
aparência, quer tomando matéria e energia ao médium, para
as acumular na sua forma fluídica, que então aparece qual era
outrora na Terra. Vamos insistir nos caracteres anatômicos das materializações,
para bem estabelecermos a individualidade dos seres que se manifestam nas maravilhosas
sessões em que aquele fenômeno se produz. Antes, porém,
não será demais apreciemos o grau de certeza que comporta a prova
da identidade dos Espíritos.
07 - Espírito, perispírito e alma - Hernani Guimarães Andrade - pág. 114
A
CLARIVIDÊNCIA E AS ALUCINAÇÕES
A designação percepção extra-sensorial
não caberia muito exatamente ao fenômeno de captação,
por clarividência, da informação relativa ao seu contorno,
por parte de um sensitivo. Na realidade ocorre uma percepção "parassensorial"
em que os "sentidos" usados são os do corpo astral quando este
se encontra ligeiramente afastado do veículo físico, nos deslocamentos
da cúpula. Embora um sensitivo esteja totalmente desperto, pode ocorrer
uma pequeníssima disjunção da cúpula ao nível
do corpo astral. Nesta ocasião, o paciente pode perceber sensória
e parassensorialmente tanto o plano físico quanto o plano astral.
Se na ocasião houver, nas suas proximidades, objetos ou espíritos de personalidades desencarnadas, ele poderá perceber os referidos objetos ou pessoas desencarnadas bem como, simultaneamente, os objetos e pessoas físicas de suas" adjacências". Deste modo o sensitivo tem a impressão de estar vendo ou ouvindo um indivíduo já desencarnado, dentro do ambiente onde se encontram ele e as demais pessoas da sua companhia. Ele funde as duas categorias de percepção, a astral e à física, compondo uma cena única, a qual inclui encarnados e desencarnados.
Este
fato ocorre comumente com os moribundos pre-agônicos que vêem aproximar-se
parences e amigos já falecidos que os vêm buscar. Nos estados extremos
o corpo astral e a respectiva cúpula principiam o desprendimento que
mais tarde se efetuarão totalmente com o processo da morte. Assim o moribundo,
embora ainda em estado de vigília, pode perceber concomitantemente os
objetos e pessoas de suas adjacências, confundidos com os do plano astral
também próximos. Estes e os demais fenômenos desta categoria
são rotulados de alucinações.
Há pessoas com grande tendência para deslocar a cúpula astral,
mesmo em estado normal. São os "médiuns videntes" que,
com a maior facilidade vêem, ouvem e dão-nos notícias de
amigos e parentes falecidos. Tais sensitivos normalmente afirmam que estão
avistando ou ouvindo os desencarnados como se eles estivessem dentro da cena
física em que nos achamos. Num dado momento os espíritos desaparecem
como se fossem apagados dali, ou dão a impressão de movimentar-se
ou afastar-se atravessando paredes e obstáculos sólidos.
Vê-se
imediatamente que se trata de uma superposição de duas percepções
simultâneas, uma física e outra astral fundidas na mente do sensitivo.
A par da percepção paravisual pode ocorrer também a percepção
parauditiva, paratáctil, paragustativa e paraolfativa, através
dos sentidos astrais. O sensitivo, além de ver, pode ouvir a voz, sentir
o perfume, etc. peculiares ao desencarnado. E' importante esclarecer que não
somente os desencarnados podem ser percebidos assim. Na literatura parapsicológica
ha um número imenso de casos catalogados de aparições de
pessoas vivas também. Geralmente os fantasmas de vivos são produzidos
em ocasiões de crises agudas das pessoas que aparecem: nos momentos da
morte, durante graves perigos, durante o sono, quase sempre devido as projeções
do corpo astral, conforme i-remos tratar mais adiante.
Para os que desejarem conhecer um bom trabalho a respeito das aparições,
recomendamos a obra de G.N.M. Tyrrel, Appavitions London: Spciety for Psychical
Research, 1973. Outro livro" interessante a esse respeito é o de
Ernesto Bozzano, Comunicações Mediúnicas Entre Vivos São
Paulo: EDICEL, 1968. As alucinações desta categoria podem ocorrer
simultaneamente com mais de uma pessoa. Isto se da quando há mais de
um sensitivo percebendo as mesmas cenas astrais. Em certas ocasiões podem
ocorrer circunstâncias que facilitem a vários pacientes o "deslocamento
da cúpula" na mesma oportunidade e lugar.
Entretanto podem ocorrer também aparições visíveis a varias testemunhas, algumas até fotografáveis. Estas não se enquadram na categoria das alucinações. São entes realmente físicos e visíveis embora sua origem seja paranormal, como iremos esclarecer mais adiante. Trata-se de ectoplasmias ou fantasmas objetivos.
As crianças são muito suscetíveis de sofrer alucinações, especialmente na primeira infância. Nelas a cúpula astral é particularmente desarticulável. Desse modo é comum verem-se crianças brincando com "amiguinhos" invisíveis para as demais pessoas. Os psicólogos catalogam tais ocorrências na categoria da "imaginação e criatividade infantis". Mas, na maioria dos casos, a visão é real, e o "amiguinho" é mesmo "visto" pela criança.
Os
"deslocamentos da cúpula" respondem não somente pelas
alucinações. Eles estão implicados em outros aspectos do
mediunismo, entre eles a psicofonia, a psicografia, as incorporações,
obsessões e possessões.
08 - Mecanismos da Mediunidade - André
Luiz - pág. 138
DIFICULDADES DO INTERCÂMBIO:
Não podemos esquecer que o campo de oscilações mentais do médium - envoltório natural e irremovível que lhe pulsa do espírito - é o filtro de todas as operações nos fenômenos físicos. Incorporam-se-lhe ao dinamismo psíquico os contingentes ectoplásmicos dos assistentes, aliados a recursos outros da Natureza; mas, ainda aí, os elementos essenciais pertencem ao médium que, consciente ou inconsciente, pode interferir nas manifestações.
A
exteriorização dos princípios anímicos nada tem
a ver, em absoluto, com o aperfeiçoamento moral. Cumpre
destacar, assim, as dificuldades para a manutenção de largo intercâmbio,
dilatado e seguro, nesse terreno. Basta leve modificação de propósito
na personalidade medianímica, seja em matéria de interesse econômico
ou de conduta afetiva, para que se lhe alterem os raios mentais.
Verificada semelhante metamorfose, esboçam-se-lhe, na aura ou fulcro
energético, formas-pensamentos, por vezes em completo desacordo com o
programa traçado no Plano Superior, ao mesmo tempo que perigos consideráveis
assomam na esfera do serviço a fazer, de vez que a transformação
das ondas mediúnicas imprime novo rumo à força exteriorizada,
que, desse modo, em certas ocasiões, pode ser manuseada por entidades
desencarnadas, positivamente inferiores, famintas de sensações
do campo físico. Em tais sucessos, perturbações variadas
podem ocorrer, desencorajando experiências magnificamente encetadas.
Médium e assistentes - Todavia, é
imperioso anotar que não somente o fulcro mental do médium intervém
nas atividades em grupo.
Cada assistente aí comparece com as oscilações que lhe
são peculiares, tangenciando a esfera mediúnica em ação,
e, se os pensamentos com que interfere nesse campo diferem dos objetivos traçados,
com facilidade se erige, igualmente, em fator alternante, por insinuar-se, de
modo indesejável, nos agentes de composição da obra esperada,
impondo desequilíbrio ao conjunto, qual acontece ao instrumento desafinado
numa orquestra comum.
Disso decorrem os embaraços graves para o continuísmo eficiente
dos agrupamentos que se formam, na Terra, para as chamadas tarefas de materialização.
Se as entidades espirituais sensatas e nobres estão dependentes da faixa
de ondas mentais do médium, para a condução correta das
forças ecto-plasmáticas dele exteriorizadas, o médium depende
também da influência elevada dos circunstantes, para sustentar-se
na harmonia ideal.
É por isso que, se o medianeiro tem o espírito parcialmente desviado
da meta a ser atingida, sem dificuldade se rende, invigilante, às solicitações
dos acompanhantes encarnados, quase sempre imperfeitamente habilitados para
os cometimentos em vista, surgindo, então, as fraudes inconscientes,
ao lado de perturbações outras de que se queixam, aliás
inconsideradamente, os metapsiquistas, pois lidando com agentes mentais, longe
ainda de serem classificados e catalogados em sua natureza, não podem
aguardar equações imediatas como se lidassem com simples números.
Lei do Campo Mental - Lamentam-se amargamente
os metapsiquistas de que a maioria dos fenómenos mediúnicos se
encontram eivados de obscuridades e extravagâncias, e de que, por isso
mesmo, a doutrina da sobrevivência, para eles, se mostra repleta de impossibilidades.
Estabelecem exigências e, depois de atendidos, acusam a instrumentação
medianímica de criar personalidades imaginárias; exageram a função
dos chamados poderes inconscientes da vida mental, estranhando que a força
psíquica, como recurso mediador entre encarnados e desencarnados, não
procede na balança da observação humana à maneira,
por exemplo, das combinações do cloro com o hidrogênio.
Com referência ao assunto, é imperioso salientar que se desconhece ainda, no mundo, a Lei do Campo Mental, que rege a moradia energética do Espírito, segundo a qual a criatura consciente, seja onde for no Universo, apenas assimilará as influências a que se afeiçoe. Cada mente é como se fora um mundo de per si, respirando nas ondas criativas que despede - ou na psicosfera em que gravita para esse ou aquele objetivo sentimental, conforme os próprios desejos -, sem o que a lei de responsabilidade não subsistiria.
Um
médium, ainda mesmo nas mais altas situações de amnésia
cerebral, do ponto de vista fisiológico, não está inconsciente
de todo, na faixa da realidade espiritual, e agirá sempre, nunca à
feição de um autômato perfeito, mas na posição
de uma consciência limitada às possibilidades próprias e
às disposições da própria vontade.
09
– O CONSOLADOR – EMMANUEL, pág.. 44, perg. 52
52
– A alucinação é fenômeno do cérebro
ou do espírito?
-A alucinação é sempre um fenômeno intrinsecamente
espiritual, mas pode nascer de perturbações estritamente orgânicas,
que se façam reflexas no aparelho sensorial, viciando o instrumento dos
sentidos, por onde o espírito se manifesta.
53 – Os bons ou maus pensamentos do ser encarnado afetam a organização
psíquica de seus irmãos na Terra, aos quais sejam dirigidos?
-Os corações que oram e vigiam, realmente, de acordo com as lições
evangélicas, constroem a sua própria fortaleza, para todos os
movimentos de defesa espontânea.
-Os bons pensamentos produzem sempre o máximo bem sobre aqueles que representam
o seu objetivo, por se enquadrarem na essência da Lei Única, que
é o AMOR em todas as suas divinas manifestações; os de
natureza inferior podem afetar o seu objeto em identidade de circunstâncias,
quando a criatura se fez credora desses choques dolorosos, na justiça
das compensações.
-Sobre todos os feitos dessa natureza, todavia, prevalece a Providência
Divina, que opera a execução de seus desígnios de equidade,
com misericórdia e sabedoria.
11 – O LIVRO DOS MÉDIUNS – ALLAN KARDEC, parte 1, cap. IV, pág. 52
40. Sistema de alucinação – Outra opinião, menos ofensiva porque tem um leve disfarce científico, consiste em atribuir os fenômenos a uma ilusão dos sentidos. Assim, o observador seria de muito boa fé, mas creria ver o que não vê. Quando vê uma mesa levantar-se e permanecer no ar sem qualquer apoio, a mesa nem se move. Ele a vê no espaço por uma ilusão ou por um efeito de refração, como o que nos faz ver um astro ou um objeto na água, deslocado de sua verdadeira posição.
A
rigor, isso seria possível, mas os que testemunharam esse fenômeno
constataram a suspensão passando por baixo da mesa, o que seria difícil
se ela não houvesse sido elevada. Além disso, ela é elevada
tantas vezes que acaba por quebrar-se ao cair. Seria isso também uma
ilusão de ótica?
Uma causa fisiológica bem conhecida pode fazer, sem dúvida, que
se veja rodar uma coisa que nem se mexeu ou que nos sintamos rodar quando estamos
imóveis. Mas, quando várias pessoas que estão ao redor
de uma mesa são arrastadas por um movimento tão rápido
que é difícil segui-la, e algumas são até mesmo
derrubadas, teriam acaso sofrido vertigens, como o ébrio que vê
a casa passar-lhe pela frente.
TEORIA DA ALUCINAÇÃO.
111. Os que não admitem a existência do mundo incorpóreo
e invisível pensam tudo explicar pela palavra alucinação.
A definição dessa palavra é conhecida: quer dizer um engano,
uma ilusão de quem pensa ter percepções que na realidade
não tem (do latim allucinari, errar formado de adlucem). Mas os sábios
ainda não deram, que o saibamos a razão fisiológica.
A Ótica e a Fisiologia não tendo mais segredos para eles, ao que
parece, como não puderam explicar ainda a natureza e a origem das imagens
que se apresentam ao Espírito em determinadas circunstâncias? Eles
querem tudo explicar pelas leis da matéria. Que o façam, mas que
dêem, através dessas leis, uma teoria da alucinação.
Boa ou má, será pelo menos uma explicação.
112. Os sábios não quiseram ocupar-se com a alucinação,
mas quer seja real ou não, trata-se de um fenômeno que a Fisiologia
deve poder explicar, sob pena de confessar a sua incompetência. Se, um
dia, um sábio resolver dar não uma definição, mas
uma explicação fisiológica desse fenômeno, teremos
de ver se a teoria resolve todos os casos, se não omite os fatos tão
comuns de aparições de pessoas no momento da morte, se esclarece
a razão da coincidência da aparição com a morte da
pessoa. Se fosse um fato isolado se poderia atribuí-lo ao acaso, mas
como é bastante freqüente o acaso não o explica. Se aquele
que viu a aparição houvesse tido a idéia de que a pessoa
estava para morrer, ainda bem. Mas a aparição é na maioria
das vezes da pessoa de quem menos se pensa: a imaginação, portanto,
nada tem com isso.
Ainda menos se pode explicar pela imaginação o conhecimento das
circunstâncias da morte, de que nada se sabia. Os partidários da
alucinação dirão que a alma (se é que admitem a
alma) tem momentos de superexcitação em que as suas faculdades
são exaltadas. Estamos de acordo, mas quando o que ela vê é
real, não se trata de ilusão. Se na sua exaltação
a alma vê à distância, é que ela se transporta, e
se a nossa alma pode se transportar, por que a da outra pessoa não se
transportaria para nos ver? Que na sua teoria da alucinação queiram
levar em conta esses fatos, não se esquecendo de que uma teoria a que
se podem opor fatos que a contrariem é necessariamente falsa ou incompleta.
Há uma lei fisiológica muito conhecida, que é a das impressões
cerebrais. As imagens transmitidas ao cérebro pelos olhos deixam ali
a sua impressão, que permite lembrar-se de um quadro como se ele estivesse
presente, embora se trate de uma questão de memória, pois nada
se vê. Ora, num estado de emancipação a alma pode ver no
cérebro e nele reencontra essas imagens, sobretudo as que mais a tocaram,
segundo a natureza das suas preocupações ou disposições
íntimas.
12 – O QUE É O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC, pág. 82
– Falsas explicações dos
fenômenos:
Pergunta:
É contra os fenômenos provocados que principalmente a crítica
se levanta.
Ponhamos de lado toda suposição de charlatanismo e admitamos a
mais completa boa-fé; não será possível que os médiuns
seja vítimas de uma alucinação?
Allan Kardec – Ignoro que já se tenha claramente explicado o mecanismo
da alucinação. Da forma como querem defini-la, ela não
deixa de ser um efeito singularíssimo e digno de estudo. É pena,
porém, que aqueles que por meio dela pretendem dar conta dos fenômenos
espíritas, não possam antes apresentar a explicação
dela.
Há, além disso, fatos que escapam a essa hipótese: quando
a mesa ou outro objeto se move, se ergue, ou bate; quando a dita mesa, à
vontade, passeia por uma câmara, sem que pessoa alguma lhe toque; quando
ela se destaca do solo e se suspende no espaço, sem ponto de apoio, enfim,
quando, ao cair, se despedaça, tudo isso não pode ser o efeito
de uma alucinação.
Suponho que o médium, por um produto da sua imaginação,
creia ver o que não existe. Será admissível que todos os
presentes sejam, aos mesmo tempo, vítimas da mesma vertigem? E quando
o mesmo fato se reproduz por toda a parte, em todos os países? A ser
assim, essa alucinação seria prodígio maior que o próprio
fato.